126.° Aniversário

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Barça - 4 Athletic - 0
Com os nossos amigos Sabas e Jordi.
O primeiro golo no Novo Camp Nou foi de Lewandowski.




Homenagem à minha mãe no Encontro Anual do Conselho Superior da Magistratura, realizado em Setúbal.


Se os simpatizantes do Chega lessem o primeiro livro, os simpatizantes do PSD e do PS lessem o segundo e os simpatizantes comunistas lessem o terceiro, viveríamos certamente num país melhor, com melhores pessoas e melhores políticos.
Infelizmente quem lê e aconselha a leitura do primeiro são os simpatizantes do PS, do PSD e os comunistas, quem lê e aconselha a leitura do segundo são os simpatizantes do Chega e os comunistas e quem lê e aconselha a leitura do terceiro são os simpatizantes do Chega, do PSD e do PS.
Ou seja, nenhum dos livros consegue influenciar a opinião de quem quer que seja, porque apenas é lido por quem já está convencido sobre o que o livro esclarece.

(...) Foi com enorme consternação e um sentimento de orfandade que recebemos, nesta semana, a notícia do falecimento de Maria Laura Santana Maia Leonardo e de Álvaro Laborinho Lúcio. De repente, e quase em simultâneo, partem dois vultos maiores da justiça portuguesa. Magistrados de enormíssima craveira, de rosto profundamente humano e de inabalável alma ética, que inspiraram sucessivas gerações com o seu saber e exemplo
(...) Igualmente inspiradora, Maria Laura Santana Maia Leonardo foi a primeira mulher portuguesa a envergar as vestes de Conselheira do Supremo Tribunal de Justiça, em 2004, tornando-se pioneira e abrindo portas para a consolidação da posição das mulheres na magistratura portuguesa, trinta longos e demorados anos após o fim da ditadura. Todo o seu percurso é uma notável referência marcada pela sua dedicação à judicatura e à formação de magistrados, pelo seu sentido de serviço e pela sua craveira intelectual e elegância que tão bem refletia nos seus escritos e decisões.
Cada um com o seu trajeto, ambos partilharam um mesmo ideal de Justiça — aquela que não se limita à letra da lei, mas que vai ao encontro das pessoas. Laborinho Lúcio e Maria Laura Santana Maia Leonardo foram exemplo de inteligência e humanidade. As suas vidas foram testemunho sereno de serviço público, de dedicação e de amor à Justiça. Num tempo em que tantas vezes se discute o papel das instituições, eles souberam como ninguém dignificar a magistratura portuguesa, sempre com simplicidade, integridade e elegância.
A coincidência da sua partida torna o momento ainda mais doloroso, não apenas para tantas gerações de magistrados que foram tocados pelos seus ensinamentos, mas também por tantas outras pessoas que, fora dos tribunais, tiveram a possibilidade de com eles conviver, aprender ou trabalhar. A marca que deixam é, por isso, profunda. Própria de quem dignificou a beca de modo particularmente marcante e de quem estava muito à frente do seu tempo. (...)
Maximiano do Vale, Vice-Presidente da Associação Sindical dos Juízes Portugueses,
in Visão de 24/02/2025