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COLUNA VERTICAL

"Barcelona respira liberdade e harmonia por todos os poros."

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MARTINCHEL - POLIDESPORTIVO

Resposta da presidente da câmara

ao pedido de esclarecimento dos vereadores do PSD 

 

O vereador António Belém Coelho apresentou um pedido de esclarecimentos dos vereadores eleitos pelo PSD sobre o Polidesportivo Martinchel, conforme abaixo se transcreve:

 

“A construção de qualquer polidesportivo deve implicar necessariamente a construção de balneários, uma vez que os hábitos de higiene não são um direito, nem um luxo, das pessoas que vivem na cidade. Acontece que, por incrível que pareça, o polidesportivo de Martinchel foi construído sem balneários, como se as pessoas da aldeia tivessem horror a tomar banho após a prática desportiva ou gostassem de se equipar atrás de uma árvore.

 

Por outro lado, o chão do polidesportivo foi pintado com uma tinta de tão boa qualidade que fica literalmente agarrada aos equipamentos e pernas dos praticantes.

 

Finalmente, foi deixada junto de uma das balizas um ângulo de quina viva que, só por milagre, ainda não fez vítimas.

 

Tratando-se de uma situação a requerer intervenção urgente, os vereadores do PSD gostariam de saber quando tenciona a Câmara Municipal: 1. construir o indispensável balneário e substituir a tinta do piso por uma tinta decente?; 2. eliminar o ângulo de quina viva existente no polidesportivo ou será que está à espera do primeiro acidente grave para agir?”

 

A presidente da câmara disse que os polidesportivos são equipamentos que se destinam à actividade desportiva, não do ponto de vista competitivo, mas sim de recreio e lazer. Dificilmente as associações terão a capacidade financeira para encaixar o investimento necessário à construção de balneários para os polidesportivos e, para a autarquia, também é inviável neste momento apoiar essas associações, por isso significar um esforço financeiro bastante elevado.

 

O vereador Belém Coelho disse que se realizam torneios de futebol de salão no período do verão.

 

O vereador Manuel Jorge Valamatos referiu que não foi a Câmara Municipal que executou o polidesportivo, apenas o valorizou – através de protocolo porque o terreno não era municipal – por entender ser um espaço de diversão, no qual não estava devidamente acautelada a segurança dos seus utilizadores. Salientou que essa reabilitação não teve a finalidade de dar condições ao espaço para a realização de qualquer tipo de campeonato, até porque as medidas do equipamento não são as convencionalmente definidas, nem existem os suportes necessários à competição. Acrescentou que não conhecia a questão da tinta do piso ser de má qualidade e quanto à aresta disse ser comum aos espaços desta natureza.

 

O vereador Belém Coelho acrescentou que a atitude que a Câmara tomou com a reabilitação do é uma atitude de louvar, mas reforçou que se realizam torneios de futebol de salão no período do verão.

 

A presidente da câmara disse que essas actividades desportivas não revestirão a natureza competitiva, uma vez que o polidesportivo não cumpre com as medidas regulamentares. Disse que, no caso dos polidesportivos, a Câmara deve preocupar-se com as questões utilização e de segurança para a prática de desporto de recreio e não de competição. Existem locais próprios para o desporto de competição e, além do mais, não é financeiramente viável nem seria sustentável a criação das condições sugeridas em todos os equipamentos nesta natureza e em todas as freguesias, repetiu.

 

O vereador Santana Maia esclareceu que as questões colocadas assentam no facto de a Câmara, no processo de decisão, fazer uma escolha entre as diferentes opções que se apresentam, escolhas essas que podem sempre ser questionadas e criticadas até porque nada nos diz que outras pessoas, perante a mesma situação, não possam decidir de forma diferente.