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COLUNA VERTICAL



Segunda-feira, 20.09.10

REUNIÃO DA CÂMARA DE 20/9/10 (extracto I)

DE CIDADE FLORIDA A ZONA FRANCA DA CRIMINALIDADE

Pedido de esclarecimento dos vereadores do PSD 

 

Os vereadores do PSD têm vindo a lançar sucessivos alertas para a situação absolutamente insustentável a que chegou a cidade de Abrantes, em termos de segurança pública.

 

Sendo certo que o direito à segurança, quer de pessoas, quer de bens, é um dos direitos fundamentais do cidadão e um dos pilares em que assenta o sistema democrático.

 

Existem fortes indícios de já se viver em Abrantes situações de cariz mafioso, como é o caso de extorsão de dinheiro e de bens a comerciantes, através da intimidação física e da coação psicológica, e de esquemas de contratação de elementos de comunidades marginais para amedrontar e afugentar a clientela de estabelecimentos comerciais concorrentes.

 

É, aliás, surpreendente como se consente que indivíduos que se dedicam a este tipo de actividade, se passeiem, com a maior das naturalidades, pelas ruas da nossa cidade armados, exibindo a arma e apontando-a a quem lhes apetecer, e em carros portadores de autênticos arsenais bélicos.

 

E não se diga que não há queixas, porque todos sabemos que, nas cidades dominados por esquemas deste tipo, o silêncio é inevitável face às sanções extremamente violentas, perpetradas pelo grupo criminoso dominante, para quem denuncia.

 

Face a este tipo de criminalidade, extremamente violenta, não se pode esperar que seja o cidadão individual, vítima da extorsão e da intimidação física, a levar a cabo a iniciativa de denunciar, pondo em risco a sua vida e dos seus familiares.

 

Nestes casos, apenas a Câmara Municipal tem capacidade para intervir e denunciar esta situação de alarme público, designadamente, junto do ministro da Administração Interna, para que tome as medidas que se impõem para que a paz pública e a segurança retornem à cidade.

 

De facto, não conseguimos compreender a passividade com que a Câmara assiste ao lavrar do incêndio pela cidade, sem um gesto público de indignação e sem ser capaz de liderar a comunidade abrantina que clama pelo direito de viver em paz e em segurança.

 

Face ao exposto, os vereadores do PSD  gostariam de saber:

 

            1.         por que razão a Câmara Municipal ainda não solicitou uma audiência ao ministro da Administração Interna com vista à tomada de medidas urgentes para que o Estado de Direito e a segurança pública sejam garantidos na cidade de Abrantes, seja com a colocação na cidade de polícia de intervenção, seja com a acções que levem ao desarmamento dos grupos e das comunidades de marginais e ao fim dos esquemas de extorsão, tráfico de droga e intimidação da clientela de estabelecimentos concorrentes?

 

            2.         se já o fez e o ministro da Administração Interna nada fez, por que não denunciou ainda o facto publicamente, quando é certo que hoje só a denúncia através da comunicação social tem efectivo poder para pressionar os governantes a tomarem as medidas que se impõem?

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2 comentários

De Artur Lalanda a 20.09.2010 às 19:40

"Experiência própria"
Há cerca de dois anos assaltaram-me um armazém agrícola na zona da Srª da Luz. Eu sabia quem
era o autor da façanha mas não tinha provas. Sempre que encontrava o "ladrão" falava-lhe muito
bem e procurava que ele estivesse à vontade comigo. A confiança chegou ao ponto de ele me mos-
trar armas ilegais que trazia no carro. Por duas vezes fui à PSP dizer o que se passava, indicando
a marca, matrícula e cor do carro. Na segunda vez informei que ,naquele momento, o carro, o dono e as armas que eu tinha acabado de ver, estavam em determinado local.
Nada foi feito, apesar das promessas.
Havia na esquadra um policia com quem eu tinha confiança. Quando lhe perguntei porque não actuavam respondeu-me que era melhor estarem queitos para não serem enxovalhados em tribunal, como era hábito acontecer. Pois... o problema terá outros contornos... Se calhar eu se fosse polícia fazia o mesmo.
A Câmara sempre pode fazer alguma coisa, mas... não vamos a lado nenhum. O mal é mais profundo.
Com os meus cumprimentos.


Os meus cumprimentos.

De Rexistir a 21.09.2010 às 04:36

Artur Lalanda

A quem o diz... Hoje o cidadão que cumpre com os seus deveres e as vítimas estão completamente desprotegidos. Os nossos governos não têm um política criminal, têm uma política criminosa que promove, financia e protege os criminosos.
Mas se se criar o alarme público e, nesse aspecto, a Câmara pode e deve liderar o processo de denúncia pública, o governo acaba por agir sob a pressão mediática. Só assim é que o governo age. Hoje ninguém consegue lá chegar de outra forma.
Ninguém pense que consegue resolver o problema da criminalidade de Abrantes no tribunal. Só na rua e na televisão se consegue travar e vencer esta batalha.

Santana Maia

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