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COLUNA VERTICAL

"Barcelona respira liberdade e harmonia por todos os poros."

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ALTERAÇÕES DO TRÂNSITO - METODOLOGIA A SEGUIR 

Declaração dos vereadores do PSD 

 

Tendo em conta que, nos últimos tempos, têm vindo a reuniões da câmara sucessivas propostas de alteração da sinalização de trânsito, queremos aqui deixar claro a nossa posição sobre esta matéria.

 

Antes de mais, rejeitamos todo e qualquer experimentalismo nesta área.

 

O princípio da confiança é um princípio fundamental na segurança da circulação rodoviária que deve ser respeitado.

 

Como todos sabemos, qualquer condutor que habitualmente faça determinados percursos cria inevitavelmente rotinas que interioriza e que o levam a reagir mecanicamente perante situações que conhece bem.

 

Ora, basta uma pessoa passar agora na Rua de Angola para constatar, de imediato, que este princípio não foi respeitado aquando da recente alteração de trânsito.

 

Com efeito, apesar de a rua ter agora apenas um sentido, continua a ser utilizada por muitos condutores como se mantivesse os dois sentidos de trânsito. 

 

Por outro lado, não nos podemos esquecer que as diferentes artérias de uma localidade vivem numa relação de interdependência pelo que qualquer alteração tem de partir sempre da perspectiva e do interesse geral e nunca do interesse particular dos moradores de uma determinada rua.

 

Do que atrás ficou dito, podemos extrair, então, as regras que um município prudente deverá seguir nesta matéria:

 

        1ª) Qualquer alteração do sentido de trânsito numa simples rua de uma cidade como Abrantes deverá assentar sempre numa análise do mapa rodoviário da cidade e das implicações que essa alteração acarretará para o todo;  

 

        2ª) Só se deve alterar o sentido de trânsito de qualquer rua se isso trouxer grandes benefícios;

 

        3ª) Decidida a alteração, dentro dos pressupostos anteriores, deverá fixar-se uma data nunca inferior a 60 dias para a executar com vista, por um lado, a permitir a informação e preparação dos condutores para a alteração (através de publicação de editais, informação nos jornais, mailing e afixação de placards nas ruas intervencionadas) e, por outro, permitir reclamações dos cidadãos para evitar que a sua entrada em vigor possa trazer qualquer surpresa que não tivesse sido devidamente ponderada.

 

Ora, é precisamente esta metodologia que nós defendemos e que gostaríamos de ver seguida pela Câmara Municipal.