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COLUNA VERTICAL

"Barcelona respira liberdade e harmonia por todos os poros."

COLUNA VERTICAL

"Barcelona respira liberdade e harmonia por todos os poros."

Ana Rico   

 

Como é do conhecimento público a escola D. Miguel de Almeida, encontra-se desde o início de 2010 em obras de requalificação. Alunos, professores e funcionários encontram-se a desenvolver o seu trabalho em condições bastante difíceis. Apesar da compreensão de todos ou quase todos os membros da comunidade educativa, por vezes faltam as forças para o desempenho normal da actividade. 

 

Terá sido ponderado, com clareza, pelos responsáveis da iniciativa da obra se não haveria necessidade de ouvir a escola, no sentido de que esta se pronunciasse e que pudesse ser evitado este desgaste crescente de todos os intervenientes pedagógicos durante esta requalificação. Não haveria alternativas mais acertadas para o funcionamento das aulas, noutro espaço, como por exemplo nos pavilhões devolutos do tecnopólo em Alferrarede?

 

A precipitação do remediar em vez do melhorar, não vai resolver. Como sabemos, a obra está a desenvolver-se por fases. Concluída ou quase concluída a 1ª fase é iniciada a 2ª, as coisas continuam na nossa perspectiva a funcionar muito mal.

 

Os alunos não têm um espaço coberto, para além das salas de aula já concluídas, onde possam passar os seus tempos livres, intervalos e outros, resguardados do sol, do frio e da chuva. Todos nós sabemos que com estas obras de requalificação, em devido tempo, as condições pedagógicas irão melhorar em termos de estrutura. O material didáctico que temos neste momento é velho e vai continuar velho? Mas vejamos, volta-se a colocar nas salas todo o material didáctico velho e que se encontra em adiantado estado de degradação?

Então não foram ponderadas verbas para a aquisição e substituição destes materiais quase inoperantes?

 

Estava previsto no caderno de encargos da obra, balneários junto ao campo exterior, cujo valor orçava os 170.000 euros. Aquando do início da construção das fundações, avaliaram o terreno e verificaram que havia necessidade de construir fundações e alicerces reforçados, para dar maior consistência à construção, o que implicava uma alteração do orçamento para mais 3.000 euros.

 

 Pergunta-se então por 3.000 euros vai-se perder um equipamento desportivo no exterior? Será que não era possível haver um entendimento entre todas as partes e encontrar-se uma resolução consentânea para este espaço?

  

O telheiro existente desde o último bloco até ao pavilhão na ordem dos 100m, foi destruído e não vai ser reposto porque não consta do projecto inicial de construção da escola, no entanto foi uma benfeitoria/melhoria feita pelos anteriores executivos e que servia essencialmente para proteger os alunos da chuva.

 

O campo exterior 40x20m construído em parceria com a Câmara há poucos anos, em betão, com manga plástica, malha de ferro, afagado a helicóptero foi parcialmente destruído, e não o foi totalmente, por intervenção da escola, sendo instalado em cima uma série de monoblocos que irão danificar o restante. Pergunta-se, isto foi equacionado e supervisionado convenientemente?

  

No polidesportivo após a conclusão das obras ainda não foram executadas as marcações dos diversos campos desportivos. Nestas últimas chuvas, o soalho do campo e os balneários interiores ficaram alagados em água; na entrada exterior da sala de ginástica o pavimento está a levantar; não existe equipamento interior nos balneários e ainda não existe água quente e os cilindros já se encontram colocados.

 

A vedação exterior da escola permite que as crianças passem pelo meio das hastes que estão demasiado afastadas, passando frequentemente para o exterior.

 

Nos gabinetes dos professores no polidesportivo não foram previstas tomadas eléctricas, assim como nos blocos não foram previstas linhas telefónicas, nem campainhas nas salas de aula para qualquer ocorrência urgente. Nos laboratórios de Físico-Química e Biologia também não previram a colocação de hottes para exaustão de cheiros e fumos.

 

Pergunta-se, novamente, foram estas obras equacionadas e supervisionadas convenientemente?