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COLUNA VERTICAL

"Barcelona respira liberdade e harmonia por todos os poros."

COLUNA VERTICAL

"Barcelona respira liberdade e harmonia por todos os poros."

Artur Lalanda

 

Recentemente, a Assembleia Municipal autorizou os SMA, a realizarem trabalhos, em regime de administração directa, até ao montante de um milhão de euros.

 

Não sei se esta autorização tem a ver com o facto de, desde 2004, eu ter pretendido saber como foi possível os SMA, por administração directa, terem trazido a água do Castelo de Bode até à cidade, gastando dezenas de milhões de euros, quando a Lei impunha um limite de 20.000 contos (100.000 euros – creio que, nesta altura, há disposições que permitem outros limites), sem que nenhuma autoridade fiscalizadora tenha actuado. Acresce o facto de o projecto ter sido implementado, especialmente, desde a Sr.ª da Luz, até à cidade, em percurso talhado à vista, como demonstra o facto de a conduta ter estado amarrada sobre a ponte de atravessamento da A23, no alto da Chaínça, para depois ter sido arrancada para seguir pelo vale abaixo e passar por baixo da A23, com dispêndio adicional que, calculo, terá sido muito superior a 50.000 euros.

 

Pelo que vi, nessa altura, tenho-me interessado por acompanhar, na medida do possível, a actividade dos SMA.

 

Deixemos a conduta para outra oportunidade.

 

O pessoal operário, que trabalha para os SMA, tem um horário de trabalho idêntico ao pessoal de escritório. Às 9 horas estarão na sede dos SMA, sendo depois transportados para o local de trabalho. À tarde, invertem o percurso, por forma a saírem da sede dos Serviços às 17 horas.

 

Há pouco tempo, em trabalhos em que intervinham trabalhadores do Mendes e trabalhadores dos SMA, na Rua dos Oleiros, na Chaínça, quando chegavam os dos SMA já os do Mendes estavam prontos para comer a bucha e à tarde, quando os dos SMA iam embora, os do Mendes ainda ficavam mais 2 horas.

 

Acresce que a mentalidade de grande parte dos trabalhadores dos SMA, é igual à daquele concorrente a guarda-rios que afirmou concorrer ao lugar porque vinte contos de ordenado e outro tanto de boa vida, não era mau de todo.

 

Decorrem agora trabalhos na Rua de São Pedro, que a Câmara anunciou como destinados à rede de águas pluviais (talvez porque os SMA tinham anunciado a conclusão da 1ª fase da renovação da rede da água) quando, na realidade, vão renovar a rede de água e implementar a rede de águas pluviais (depois deixam as sarjetas entupidas como vem sendo hábito) .

 

Em Julho de 2010, enviei para os SMA um mail que dizia: “Termina hoje o longo calvário da reposição da calçada, na Rua Nova. Aceitando como boas as contas de um calceteiro (por sinal era da Câmara), que em trabalho idêntico garante um rendimento mínimo diário de 15 m2, concluímos que os cerca de 126 m2 que foram repostos consumiriam 8/9 dias, com a ajuda de 2 serventes (ajuda folgada).

 

Por certo falamos de dias com oito horas de trabalho efectivo e não pouco mais de quatro. Não será difícil concluir que “administração directa” nestas condições, é altamente ruinosa.”

 

(estes trabalhos demoraram cerca de dois meses)

 

Certamente foi para o caixote do lixo.

 

Trabalhos em execução na Cidade, têm início entre as 9,30 e as 10 horas e terminam entre as 16,00 e as 16,30 horas. Quando os trabalhos se situam nos extremos do concelho, o tempo de trabalho efectivo, diário, reduz-se a três ou quatro horas. Mesmo assim, há dinheiro para nova sede e outros desvarios, sem que a Assembleia Municipal se pronuncie, mesmo sabendo que é derrotada. Os munícipes são de boa boca.

 

Na Rua de S.Pedro os trabalhos iniciaram-se no dia 4 do corrente. Vamos esperar para ver quantos meses teremos o calvário.