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COLUNA VERTICAL

"Barcelona respira liberdade e harmonia por todos os poros."

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in Mirante de 27/1/2011

 

Os vereadores do PSD na Câmara Municipal de Abrantes consideram que a autarquia não acautelou os seus interesses ao não impor a possibilidade de reversão do terreno que comprou por um milhão de euros e vendeu depois por 100 mil euros à empresa RPP Solar, para esta criar uma fábrica de painéis fotovoltaicos no concelho.

 

A posição de Santana Maia e António Belém Coelho surge numa altura em que se começam a levantar algumas dúvidas sobre a concretização do mega projecto, liderado pelo empresário Alexandre Alves, que anunciou a criação de 1800 postos de trabalho e um investimento global da ordem dos mil milhões de euros.

 

Depois de terem lido a escritura e o protocolo celebrado entre o município e a RPP Solar, os vereadores do PSD referem que “a esmola foi grande por parte da autarquia”. E consideram um mau sinal que o ex-presidente da Câmara de Abrantes, Nelson Carvalho (PS), que conduziu as negociações, tenha deixado o cargo de director de formação e projectos especiais da RPP Solar, para o qual foi convidado por Alexandre Alves, alguns meses depois de ter deixado a autarquia.

 

Se a sua decisão de aceitar o convite para director da RPP Solar é eticamente reprovável, a sua apressada saída é, no mínimo, preocupante, porque reforça os indícios de que o projecto está em risco de ruir”, afirmaram os vereadores em posição tomada em reunião de câmara.

 

Na mesma ocasião, questionaram a presidente da Câmara de Abrantes, Maria do Céu Albuquerque (PS), se existe alguma cláusula de reversão do terreno para o município, caso o mesmo não se concretize nos termos acordados e qual o prazo estipulado para a execução do projecto.

 

O MIRANTE tentou conhecer a posição da presidente da Câmara de Abrantes sobre essas questões, mas até ao fecho desta edição não obteve qualquer resposta.

 

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