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COLUNA VERTICAL

"Barcelona respira liberdade e harmonia por todos os poros."

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"Barcelona respira liberdade e harmonia por todos os poros."

Santana-Maia Leonardo in Nova Aliança  

 

O meu querido amigo e vereador António Belém Coelho sentiu-se ofendido na sua honra pelo simples facto de, num dos últimos comunicados do PSD de Abrantes, se apelar à comissão política para ajudar, «em especial os eleitos na Câmara Municipal e na Assembleia Municipal, para que possam desempenhar o seu mandato com dignidade até ao seu término», como se os vereadores precisassem de ajuda de alguém para terminar o mandato com dignidade.

 

Francamente, meu querido amigo, não foi, dessa forma, que eu li o comunicado. Aliás, como toda a gente reconhece, dificilmente se encontrará, em Portugal, autarcas sem pelouro que dediquem tantas horas ao trabalho autárquico como os vereadores do PSD da Câmara de Abrantes, quer os efectivos, quer os substitutos. Basta tão-só ver o número de intervenções apresentadas por escrito nas reuniões de câmara (propostas, pedidos de esclarecimentos, requerimentos, declarações, etc.): mais de 300 intervenções escritas em apenas 16 meses, o que significa mais de 300 intervenções trabalhadas em conjunto e antecedendo as reuniões. Ou seja, os vereadores do PSD já apresentaram mais intervenções escritas num ano do que todos os vereadores da oposição nos últimos quarenta anos.

  

Consequentemente, a preocupação expressa no comunicado para que os eleitos terminem o mandato com dignidade tem apenas a ver com o fundado receio de que se possam repetir situações pouco dignas vividas no passado: eleitos que abdicaram dos seus compromissos eleitorais ou perderam o mandato por faltas; eleitos que se serviram do cargo para colher benefícios pessoais ou para apoiar e/ou transitar para candidaturas adversárias; etc.  

 

Aliás, meu querido amigo Belém Coelho, como é que uma comissão política que não se digna sequer a terminar o seu mandato de dois anos poderia ajudar os eleitos a terminar com dignidade o seu mandato de quatro anos? Estaríamos perante uma verdadeira impossibilidade matemática.

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