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COLUNA VERTICAL

"Barcelona respira liberdade e harmonia por todos os poros."

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BANCO ALIMENTAR CONTRA A FOME

Proposta e pedido de esclarecimento dos vereadores do PSD

 

Alguns munícipes do Tramagal expressaram-nos a sua indignação pelo facto de terem assistido, na passada 4ª Feira, à distribuição de produtos alimentares pelo Banco Alimentar Contra a Fome a pessoas que deles não necessitam, algumas das quais são vistas diariamente nos cafés a tomarem o pequeno almoço e a lanchar, recusando-se a trabalhar.

 

Ora, vivendo nós num momento de grande emergência social, onde o esforço de solidariedade social importa cada vez mais sacrifícios para os doadores e suas famílias, é fundamental que a confiança de que os produtos doados se destinam efectivamente a quem deles precisa não se quebre.

 

Caso contrário, as pessoas deixam legitimamente de dar e de colaborar porque ninguém está para fazer sacrifícios em prol de "chicos espertos", alguns dos quais com mais qualidade de vida do que os doadores.

 

Como todos já devíamos saber, a esperteza saloia é a principal causa da nossa desgraça colectiva, ainda que seja, simultaneamente, a causa do sucesso individual de muitos portugueses.

 

Mas ela deve ser combatida por todos os meios porque corrói e mina os alicerces da confiança em que assenta o sucesso, designadamente, deste tipo de iniciativas.

 

As pessoas envolvidas no projecto do Banco Alimentar Contra à Fome não merecem ver o seu esforço solidário ridicularizado por oportunistas, não se lhe podendo obviamente exigir que conheçam com rigor as pessoas que se lhe dirigem.

 

A Rede Social de Abrantes tem realizado um bom trabalho, quer na divulgação aos parceiros locais de acções e projectos de carácter nacional,  quer na realização de seminários/workshp's e participação em certames e afins.

 

Trata-se de acções importantes e necessárias, no entanto,  as mesmas (por si só),  não resolvem problemas concretos de carácter estrutural.

 

Ora, um dos princípios básicos de actuação da Rede Social é o de  conseguir operacionalizar no terreno o trabalho em rede, isto é, melhorar os canais de comunicação,  de articulação, de rentabilização de recursos e potencialidades locais.

 

Assim, urge que a Rede Social Abrantina desenvolva dinâmicas activas que  tenham impactos directos numa política social mais equitativa e com resultados visíveis no território local. 

 

Pelo exposto, os vereadores do PSD pretendem que lhe sejam prestados os seguintes esclarecimentos:

 

     (1)  Quem decide sobre as famílias a serem apoiadas pelo Banco Alimentar contra a Fome?

 

     (2)  Competindo à Câmara Municipal a coordenação da Rede Social e atendendo a que as assistentes sociais do município, da Segurança Social e das IPSS`S locais (quando existem) têm que ser conhecedoras das famílias com carências mais acentuadas, de que forma as mesmas participam neste programa alimentar?

 

     (3)  No âmbito da Rede Social de que forma os Presidentes das Juntas participam neste programa?

 

Finalmente, tendo em conta que é manifesto que existe um déficit de articulação, os vereadores do PSD vêm, desde já, apresentar a seguinte proposta, requerendo, desde já, o seu  agendamento:

 

     A senhora vereadora Celeste Simão (coordenadora da Rede Social) deverá agendar uma reunião com os responsáveis do Banco Alimentar Contra a Fome, com vista à  criação de uma equipa  constituída pelas assistentes sociais da Câmara Municipal, da Segurança Social, das IPSS`S da Freguesia (se existirem) e presidentes das juntas de freguesia, com o objectivo da partilha de informações sobre as famílias que devem usufruir deste apoio.

 

     Deverão ser ainda marcadas reuniões de carácter periódico, antecedendo as datas agendadas para a distribuição dos géneros alimentícios em cada freguesia.