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COLUNA VERTICAL

"A coragem é a primeira das qualidades humanas porque garante todas as outras.." (Aristóteles)

COLUNA VERTICAL

"A coragem é a primeira das qualidades humanas porque garante todas as outras.." (Aristóteles)

Santana-Maia Leonardo

  

Nunca conheci terra como Abrantes onde a má língua e os boatos são a única indústria florescente e cujos produtos são comercializados em toda a cidade. E por mais absurdo e inverosímil que seja o boato, não há ninguém que não o compre para revenda.

 

Ora, numa cidade onde as pessoas se alimentam de boatos e maledicência, o único antídoto é, pura e simplesmente, deixar resvalar pela nossa indiferença todas as histórias fantasiosas que por aí vão inventando a nosso respeito, caso contrário não fazemos mais nada se não fazer desmentidos. Até porque não adianta gastar latim com pessoas viciadas na má língua.

 

No entanto, porque quero acreditar que o senhor João Batista Pico está convencido de que é verdade o que escreveu a meu respeito no seu post «3.929 - ESTÁ DIAGNOSTICADA A RAZÃO DA INSEGURANÇA EM ABRANTES», colocado no passado dia 28 de Maio no seu blogue «Pico do Zêzere», venho esclarecer o seguinte:

 

I

 

Antes de mais, quero deixar aqui bem vincado que o esclarecimento que aqui vou fazer é absolutamente excepcional, até para evitar que as pessoas comecem a colher frutos de "atirar o barro à parede".

 

Ou seja, feito este esclarecimento, as pessoas podem, a partir daqui, pensar e dizer o que quiserem, mas eu não voltarei a este assunto ou a outro do género que tenha a ver com a minha profissão, independentemente de ser verdade, meia-verdade ou mentira o que se disser, tendo em conta que a confidencialidade é um valor sagrado na minha profissão.

 

II

 

Ao contrário do que é dado a entender no referido post, nunca foi iniciado ou instruído, por mim ou pelo meu escritório, nem antes, nem depois das eleições autárquicas, qualquer processo que tenha a ver com actos alegadamente praticados por Nelson de Carvalho, designadamente um tal auto instrutório de acusação, apresentado pela PJ em 8 de Janeiro de 2009 - documento que João Batista Pico diz, no seu post, que alguém lhe terá mostrado quase dez meses depois, em Outubro de 2009.

 

III

 

João Batista Pico volta neste seu post a insistir numa versão do meu encontro, no dia 18 de Junho de 2009, pelas 18H, no meu escritório, com o Dr. Joaquim Ribeiro e o senhor Eduardo Margarido que não corresponde à verdade.

 

Não sei como a história lhe foi contada e quem lha contou mas a história está mal contada, pelo menos, do meu lado.

 

O que se passou naquele dia foi apenas isto.

 

Recebi um telefonema do Dr. Joaquim Ribeiro solicitando-me para o receber.

 

Pode parecer estranho, mas, na altura, não conhecia o Dr. Joaquim Ribeiro pelo que me limitei a marcar uma hora para o receber como faço com qualquer pessoa que tal me solicita.

 

O Dr. Joaquim Ribeiro apareceu acompanhado do senhor Eduardo Margarido.

 

Informaram-me que eram do CDS, que consideravam vantajoso CDS e PSD fazerem uma coligação eleitoral, mas, como já estava tudo muito adiantado, queriam saber se eu estaria disponível para considerar essa possibilidade, antes de a proporem no seu partido e ao seu candidato João Pico.

 

A atitude de ambos pareceu-me correcta, uma vez que pretendiam apenas saber a minha disponibilidade, antes de proporem essa solução no seu partido e ao seu candidato.

 

Não houve no seu gesto qualquer deslealdade em relação ao candidato do CDS João Pico pelo que a reacção deste, sobretudo relativamente ao senhor Eduardo Margarido, expulsando-o de cabeça de lista à Assembleia Municipal, foi absolutamente despropositada e injusta.

 

Quanto a mim, limitei-me a comunicar-lhes que, apesar de ser favorável à coligação PSD e CDS, em virtude de me reconhecer neste espaço ideológico, naquele momento, relativamente à lista da Câmara, tal já era impossível, uma vez que a lista tinha sido publicamente apresentada no dia 12 de Junho e quem me conhece sabe que, tendo assumido a liderança daquela lista, já não havia espaço de manobra para mudança de candidatos.

 

Não tem, pois, João Batista Pico qualquer razão quando afirma que eu «nunca deveria ter aceitado falar com os dois "emissários" do CDS, que foram naquela noite ao meu escritório. E, no limite, se os recebesse, deveria ser com o firme propósito de combinar um encontro pessoal, entre nós dois.».

 

Em primeiro lugar, não sabia que se tratavam de dois emissários do CDS, nem nunca se apresentaram como tal.

 

Em segundo lugar, não havia qualquer razão dar sequência àquela reunião, designadamente, marcar para qualquer encontro com quem quer que fosse, uma vez que a lista da Câmara do PSD estava fechada.

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