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COLUNA VERTICAL

"Barcelona respira liberdade e harmonia por todos os poros."

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GALA DA ANTENA LIVRE - ATRIBUIÇÃO DE SUBSÍDIO

 

Proposta de deliberação da Presidente da Câmara: aprovar a atribuição do valor de 2.500,00€ (dois mil e quinhentos euros) à Rádio Antena Livre, para fazer face a despesas com a realização da VI Gala Antena Livre, no passado dia 29 de Abril de 2011.

 

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DELIBERAÇÃO: Aprovada por maioria com os votos a favor dos vereadores eleitos pelo PS e pelo ICA e os votos contra dos vereadores eleitos pelo PSD. 

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Declaração de voto (CONTRA) dos vereadores eleitos pelo PSD

 

O Jornal de Abrantes e a Rádio Antena Livre pertencem a um dos maiores grupos empresariais portugueses: o Grupo Lena. Ou seja, não se trata propriamente de um grupo sem fins lucrativos.

 

Por sua vez, segundo consta do site "Despesa Pública", a Câmara já contratou publicidade, por ajuste directo, a estes dois órgãos de informação no montante de €20.480,00, para além de ter autorizado a dispensa total do pagamento das taxas para a cedência do Teatro S. Pedro para a realização da referida Gala.

 

Consequentemente, parece que o contributo da Câmara para estes dois órgãos de comunicação social já é mais do que suficiente.

 

Além disso, era bom não esquecer que «não basta à mulher de César ser séria, é preciso também parecer».

 

E, neste caso, devia haver cautelas acrescidas e por duas razões óbvias: em primeiro lugar, porque o director da Rádio Antena Livre e do Jornal de Abrantes é ex-vereador do PS e marido da ex-vereadora e presidente local do PS; em segundo lugar, porque todos ainda estamos recordados da estranheza do inspector do ambiente, em 2003, pelo facto de só as empresas do Grupo Lena ganharem concursos na Câmara de Abrantes.

 

Ora, o Jornal de Abrantes, desde que o ex-vereador socialista se tornou no seu director, consegue, hoje, superar em parcialidade e propaganda socialista o próprio boletim municipal "Passos do Concelho".

 

Por sua vez, a Rádio Antena Livre só já é livre de nome porque se encontra totalmente refém da família socialista abrantina (família no verdadeiro sentido da palavra) e dos seus compagnons de route, entendendo-se por "compagnons de route" todos aqueles que, não sendo socialistas, servem objectivamente a causa socialista no nosso concelho.

 

Sendo certo que, mesmo uma rádio familiar ou partidária, está obrigada, designadamente, a «garantir uma ética de antena que assegure o respeito pela dignidade da pessoa humana e pelos direitos fundamentais e demais valores constitucionais», a «garantir uma informação independente face ao poder político» e a «assegurar o respeito pelo pluralismo, rigor e isenção da informação» (ver lei da rádio).

 

Por outro lado, também não colhe, neste caso, alegar-se que, tratando-se de dois órgãos de comunicação social privados, caberá a eles escolher a linha redactorial que mais lhe interessar.

 

Isto só teria validade se a Câmara não os financiasse directa ou indirectamente, através de contratos de publicidade essenciais para a sua sobrevivência.

 

Ao fazê-lo, não pode a Câmara evitar que qualquer pessoa relacione os apoios como contrapartida à propaganda socialista que este dois órgãos de comunicação levam a cabo no concelho.

 

E lá voltamos à mulher de César...