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COLUNA VERTICAL

"A coragem é a primeira das qualidades humanas porque garante todas as outras.." (Aristóteles)

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"A coragem é a primeira das qualidades humanas porque garante todas as outras.." (Aristóteles)

In Mirante - edição de 18/8/11

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Os vereadores do PSD na Câmara Municipal de Abrantes atribuem ao “total fracasso do modelo de desenvolvimento” implementado pelas sucessivas maiorias socialistas no município a perda de população registada entre os Censos de 2001 e 2011 no concelho, que se cifrou em 2738 habitantes. Um valor que, em termos absolutos, corresponde à maior perda de população entre os 21 concelhos do distrito de Santarém.

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Santana-Maia Leonardo e Belém Coelho afirmam, em declaração proferida em reunião de câmara, que o resultado “não constituiu qualquer surpresa”, sendo, na sua opinião, fruto da concentração de investimentos nas freguesias urbanas em detrimento das freguesias rurais. “Pensar que o desenvolvimento e crescimento do concelho de Abrantes passa pela concentração dos investimentos na cidade de Abrantes é tão estúpido e criminoso como pensar que o desenvolvimento de Portugal passa pela concentração de investimentos na região de Lisboa”, argumentam.

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“Veja-se como a política pouco inteligente levada a cabo pelo Partido Socialista e pelo executivo municipal de querer obrigar os jovens das freguesias a transferirem-se para a cidade de Abrantes, esvaziando as freguesias, está a levar os jovens a estabelecerem-se, não em Abrantes, mas nas outras cidades do Médio Tejo, com destaque para Entroncamento e Torres Novas”, alegam ainda os vereadores social-democratas.

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Acrescentam que a “efectiva perda de população do concelho” traduz também a “falência da intenção de colocar Abrantes como um pólo de desenvolvimento e atracção regional”. E criticam as maiorias PS de optarem por “investir em equipamentos, sobretudo de lazer, e, na sua esmagadora maioria, centralizados na sede do concelho, em vez de se dar prioridade a políticas de atracção e fixação de pessoas”.

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É óbvio que ninguém contesta a importância de equipamentos de lazer como um contributo essencial para a melhoria da qualidade de vida das populações. Mas, sem criar as condições económicas para a sustentabilidade, um modelo assente em equipamentos de lazer implode por si próprio, criando custos de manutenção e exploração cada vez mais incomportáveis”, referem.

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Ver DOSSIÊ IX: Um Concelho Solidário