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"Barcelona respira liberdade e harmonia por todos os poros."
A MINHA ABRANTES E A ABRANTES SOCIALISTA
Declaração da vereadora do PSD Elsa Cardoso.
Abrantes é a minha terra. Foi aqui que nasci, cresci e, praticamente, sempre vivi. É, por isso, absolutamente natural que não goste, nem me reveja na actual cidade de Abrantes.
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Para quem já não se recorde, eu vou explicar a diferença entre a Abrantes onde eu nasci e a Abrantes em que os socialistas a transformaram.
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Abrantes foi uma cidade que cresceu e se desenvolveu no cimo do cabeço à volta do seu castelo.
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Nos anos 60 e 70, aquilo que a senhora presidente hoje chama centro histórico era o centro nevrálgico da cidade de Abrantes, populoso, prenhe de serviços (escolas, hospital, serviços públicos, etc) e com um comércio pujante e atractivo, onde afluíam em massa as populações dos concelhos vizinhos para fazer compras e tratar de negócios.
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Com a chegada dos socialistas à Câmara, chegou o lucro fácil com as operações urbanísticas e a especulação imobiliária.
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E à medida que uns enriqueciam de um dia para o outro, a cidade de Abrantes esvaziava-se para zonas distantes do centro da cidade, aumentando exponencialmente os custos das infra-estruturas e assassinando literalmente o coração da cidade.
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A cidade de Abrantes onde eu nasci, cresci e, praticamente, sempre vivi, é hoje uma cidade sem vida, habitada por meia-dúzia de idosos, com grande parte dos prédios em ruínas e com um comércio moribundo que apenas se mantém aberto por teimosia e casmurrice dos seus proprietários, uma vez que todos eles estão cientes de que as populações que os socialistas atiraram pela encosta abaixo nunca mais aqui regressarão.
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Eu sou de Abrantes. Abrantes é a minha cidade. Mas Abrantes foi literalmente assassinada pelo poder socialista. Não posso, por isso, gostar de Abrantes. Da minha Abrantes, a tal cidade que cresceu e se desenvolveu em torno do seu castelo e que, até à chegada dos socialistas ao poder, constituía um núcleo populacional pujante, capaz de atrair as populações dos concelhos vizinhos.
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O PDM de Abrantes foi um verdadeiro atentado contra a cidade e o concelho, com consequências irreparáveis, na medida em que provocou e promoveu o esvaziamento da cidade e das freguesias para zonas fora da área de crescimento normal da cidade e que apenas favoreceram os interesses dos especuladores, lesando, desta forma e irremediavelmente, os superiores interesses colectivos.
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E já agora agradeço que a senhora presidente tenha pudor de não vir puxar dos galões da obra feita nos últimos trinta anos porque tudo o que aqui foi feito nada tem de original, para além da destruição de uma cidade cheia de vida.
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Com efeito, piscinas, estádios, rotundas, centros escolares, zonas ribeirinhas, zonas históricas fechadas ao trânsito, etc. não é mais nem menos do que o modelo de desenvolvimento "copy past" de todos os municípios portugueses nas últimas décadas. Grande avaria!
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Mas foi também este modelo de desenvolvimento feito sem conta, nem peso, nem medida, que nos levou à ruína.
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A senhora presidente gosta de nos retorquir aconselhando-nos a irmos perguntar às pessoas do Rossio se não gostam do Aquapólis, às pessoas do Tramagal se não gostam da piscina e às pessoas de Abrantes se não gostam do estádio.
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Mas a pergunta não devia terminar aqui.
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Por que não pergunta também a senhora presidente às pessoas de Abrantes, do Rossio e do Tramagal, se também gostam de ficar sem o subsídio de Natal e de férias por causa da forma com os nossos governantes e autarcas andaram a esbanjar os recursos que não tínhamos em obras que não éramos capazes de sustentar?
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E já agora por que não perguntar-lhes também o que preferiam perder: o subsídio de férias e de Natal ou o Aquapólis?
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Hoje está muito clara a diferença inconciliável entre o que propõe a maioria socialista e o que defende a oposição social-democrata: enquanto o PS, como tão bem explicou o deputado António Mor na Assembleia Municipal, defende a tributação máxima sobre rendimento dos munícipes, para alimentar a corte e as obras sumptuosas do novos "xerifes de Nothingham", os vereadores eleitos pelo PSD defendem a contenção máxima da despesa por parte da autarquia para poder libertar rendimento para as empresas e famílias.
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Ver secção (I) do DOSSIÊ II: Museu Ibérico
