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COLUNA VERTICAL

"Barcelona respira liberdade e harmonia por todos os poros."

COLUNA VERTICAL

"Barcelona respira liberdade e harmonia por todos os poros."

por António Belém Coelho

 

Na Áustria, entre a detenção daquele monstro que escravizou e abusou a própria filha, dela tendo vários filhos/netos, um dos quais viria a falecer devido a falta de assistência médica, pouco tempo mediou. Uma questão de meses. O julgamento, envolvendo Juízes e Júri, esse foi ainda mais célere; em pouco mais de oito dias, aí está a sentença e sem apelo. Isto é Justiça!
 
Em Portugal, o Freeport arrasta-se há quantos anos? Em Portugal, o caso dos sinais de enriquecimento do presidente e outros elementos da Câmara de Braga (e de outras câmaras), arrastam-se há quanto tempo? E que diligências foram (ou não foram) feitas? A ponto de sob pressão dos media agora o caso ser reaberto!
 
Em Portugal, acabamos de saber que, do célebre gang do Multibanco, que a crer nas autoridades será responsável entre outras malfeitorias, pelo roubo de mais de dois milhões de euros, são postos em liberdade porque a vertente de investigação da Polícia Judiciária não dispunha de meios financeiros para aquisição dos kits de análise de vestígios de ADN, deixados em cabelos e outros indícios, no local dos crimes e nas viaturas utilizadas e entretanto abandonadas! Como os criminosos se devem rir a bandeiras despregadas! E com razão!
 
O valor de qualquer voozito seja em Falcon, seja em pseudo voos comerciais da TAP, seria possivelmente suficiente para que aquela entidade dispusesse dos kits em falta durante um período de tempo suficiente. Mas não! O nosso governo socialista dá é valor à imagem, à reportagem, às inaugurações, às intervenções que nada nos dizem além de bonitas palavras que nunca se consubstanciam em actos concretos.
 
O nosso governo socialista não hesita em atribuir chorudas pensões a funcionários do ministério da Justiça (e de outros que para aqui não são chamados), mas que ofendem gritantemente o cidadão comum, aquilo que designam por classe média, quanto mais aqueles milhões que mais desfavorecidos se encontram. Ainda hoje li num jornal nacional, que uma figura bem conhecida dos Portugueses, pertencente a ordem religiosa, aufere mais de sete mil euros de pensão. Mas o que me chocou é que essa mesma figura declarasse ipsis verbis que, apesar disso, não se considerava rico. Então como classifica aqueles que recebem pensões miseráveis ou que ganham o salário mínimo ou pouco mais? Certamente que lhe faltarão os adjectivos! Isto é brincadeira! À custa do Povo que trabalha (aqueles que ainda conseguem ter emprego) e desespera.
 
Neste aspecto até estou de acordo com Mário Soares: não se espantem se, um dia destes, a reacção assumir violência nunca vista entre nós. O que se calhar até seria bastante didáctico para os próximos responsáveis… Quanto mais não fosse, poderiam ficar a saber os limites até que poderiam e ao que poderiam ficar sujeitos se os ultrapassassem!

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