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COLUNA VERTICAL

"Barcelona respira liberdade e harmonia por todos os poros."

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24 Abr, 2009

DIREITOS E DEVERES

 por António Belém Coelho

 

Estes dois «Dês» são absolutamente inseparáveis. Só quem não está de boa fé pode querer dissociá-los. E neste momento, reportado obviamente a um passado de alguns anos, essa ignorância é dos mais trágicos e maiores problemas da nossa sociedade e que, efectivamente, condiciona não só o nosso presente como o nosso futuro.

  

Não que queiramos ostracizar quem apenas pensa em direitos e nunca equaciona os respectivos deveres. Quanto a esses, nada ou pouco haverá a fazer, uma vez que entendem os direitos como adquiridos e os deveres como um fardo de que se querem ver libertos. O problema é que direitos sem deveres não podem existir. Porque uns são o sustentáculo dos outros. Todo o resto que se possa dizer ou escrever é pura demagogia!
 
Por exemplo, poder-se-ia falar de direitos, como o das reformas, sem que houvesse deveres, o dos descontos a ela relativos? Ou poder-se-ia falar de direitos a comparticipações de saúde sem falar de descontos para esse objectivo? Só espíritos ignorantes ou então mal intencionados não ligam uma coisa à outra! São indissociáveis, sob pena de todo o edifício social cair pela base.
 
Nestes cabem os politicamente irresponsáveis, que até poderão ter alguma desculpa por via dos ideais porventura utópicos que prosseguem, mas cabem também todos os irresponsáveis que distorcem a realidade e dessa distorção se aproveitam para enganar terceiros. Connosco não há engano! Direitos pressupõem deveres! Nem de outra forma os últimos poderiam existir sem os primeiros!
 
Experimentemos a exigir apenas direitos sem cuidar de cumprir os nossos deveres, e veremos onde isto vai parar! E esta máxima, se assim lhe quiserem chamar, aplica-se a todos os domínios da nossa vida e da nossa sociedade. Desde a nossa relação com o Estado, nos mais diversos domínios (Justiça, Educação, Saúde, Administração Interna, Poder Local, etc), bem como nas relações interpessoais e entre entidades. Defender o contrário é renegar a Democracia e o Estado de Direito (que por cá vai conhecendo dias negros), mas temos que o defender, sob pena de os nossos descendentes terem de travar a mesma luta de há décadas.
 
Como um ilustre meu Professor de História e Filosofia dizia, “a História repete-se!”. Mas as suas consequências repetirem-se ou não, isso está na nossa mão! Saibamos usá-la!

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