REUNIÃO DA CÂMARA DE 19/11/12 (II)
ABRANTES - A CIDADE IMAGINÁRIA
Pedido de esclarecimento dos vereadores eleitos pelo PSD
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Está na hora de recordar a intervenção que aqui fizemos há um ano, mais precisamente no dia 14 de Novembro de 2011:
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«Os vereadores eleitos pelo PSD querem, antes de mais, penitenciar-se pelo facto de terem manifestado o seu desacordo pela despesa suportada pelo município relativamente ao conjunto escultórico designado “Cidade Imaginária”, da autoria de Charters d’Almeida”, inaugurado em 1 de Março de 2009.
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Com efeito, depois de o executivo socialista, durante os últimos trinta anos, ter conseguido transformar o núcleo principal da cidade de Abrantes numa cidade fantasma, os vereadores eleitos pelo PSD não conseguiram antever, na inauguração do conjunto escultórico designado “Cidade Imaginária", o início de um novo ciclo na gestão socialista. Ou seja, a passagem de "Abrantes - Cidade Fantasma" para "Abrantes - Cidade Imaginária".
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Abrantes é já hoje um produto demasiado caro concebido pela fértil imaginação socialista. Caro para os munícipes, bem entendido, que têm suportado, a peso de ouro, com os seus impostos, toda uma máquina de propaganda que vive, literalmente, de criar e encenar fantasias de Natal.
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E não há qualquer dúvida que o conjunto escultórico de Charters de Almeida constitui um verdadeiro labelo acusatório da Cidade Imaginária concebida pelos socialistas. Quem olha para o conjunto escultórico não pode deixar de ver ali reproduzido, com grande fidelidade, o Ofélia, a Torre do MIAA, os Paços do Concelho da Esta até à Rodoviária, o Megacentro Cultural no Mercado Diário, etc.
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Até a sua localização tem um valor simbólico, na medida em que nos recorda perpetuamente essa ponte imaginária que ligava, através do IC9, as duas margens do Tejo.
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E a cor vermelha com que agride a paisagem é uma metáfora explícita que denuncia o autor das fantasias (o socialismo) e os pés de barro vermelho dos seus projectos.
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E por falar em barro vermelho, não podemos deixar de trazer à colação o imaginário Hotel de Abrantes que, nos termos da respectiva escritura, se a obra não fosse executada até 15/2/2010, o terreno reverteria para a câmara.
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Pelo exposto, gostaríamos de saber se o Hotel também já faz parte da Cidade Imaginária ou se já existe data para o arranque efectivo das obras?»
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Quanto a esta questão, colocada na altura e que tanto indignou a senhora presidente, já todos sabemos a resposta.
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E estamos certos que, nas próximas autárquicas, os socialistas não deixarão de tirar partido desta sua obra verdadeiramente notável de terem conseguido erigir, em apenas três anos, a Cidade Imaginária melhor equipada do mundo: com um Museu Ibérico dotado de uma torre descomunal; com um Paços do Concelho construído junto ao Museu e a estender-se até ao edifício da Rodoviária; com um Centro Cultural construído no antigo edifício do Mercado Municipal, mantendo-se este, renovado e ampliado, no primeiro piso; com uma nova ponte sobre o Tejo a ligar ao Tramagal; com uma das maiores empresas mundiais de fabrico de painéis fotovoltaicos, que emprega 1349 trabalhadores (só falta um para os 1350 e estamos certos que, com um pouco mais de imaginação, vamos conseguir lá chegar) e que tem um volume de vendas anual superior a 5 mil milhões de euros (mais euro, menos euro); com o Hotel de Abrantes, luxuoso e imponente, construído no Barro Vermelho; com o Centro Histórico, renovado, dinamizado e servido por um enorme parque de estacionamento subterrâneo; com a cidade universitária em Alferarrede; com o complexo médico-social Ofélia Club, equipado com um funicular, num investimento de 60 milhões de euros; etc. etc.
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Até em sonhos é difícil imaginar uma cidade melhor.
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Só falta agora descer à terra e responder à pergunta que colocámos na reunião de 17 de Janeiro de 2011:
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Uma vez que, segundo a escritura do Hotel de Abrantes, o terreno reverte para o município, caso a obra não fosse executada até 15/2/2010, «gostaríamos de saber quando tenciona a câmara accionar a cláusula de reversão?»
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Ver secção (VI) do DOSSIÊ II:Hotel de Abrantes