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COLUNA VERTICAL

"Barcelona respira liberdade e harmonia por todos os poros."

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"Barcelona respira liberdade e harmonia por todos os poros."

Santana-Maia Leonardo - Nova Aliança

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Quando aceitei, há quatro anos, ser candidato a presidente da câmara de Abrantes pelo PSD, cometi um erro inadmissível numa pessoa com a minha idade e a minha experiência, erro esse que estou a pagar caro e que transformou a minha candidatura na mais dolorosa experiência de toda a minha vida. Ou seja, aceitei ser candidato sem conhecer minimamente as pessoas que me rodeavam, o que me levou, como sempre sucede com quem assim procede, a confiar em quem não devia e a duvidar de quem não merecia.

Muita gente tem atribuído a Pedro Marques, Armando Fernandes e José Marçal o meu afastamento e a minha má opinião sobre o PSD de Abrantes. Mas não é verdade. E tenho mesmo de reconhecer que, excepção feita a um pequeno episódio inicial (que apenas serviu para dar credibilidade aos alertas que toda a gente me fazia), praticamente mais nada lhes tenho a apontar, pelo que tomara eu poder dizer o mesmo daqueles em quem confiei.

Que o PSD de Abrantes era um saco de escorpiões toda a gente sabia no concelho e arredores. Mas não foram os ditos escorpiões que existiam no PSD de Abrantes que me morderam. Quem me apunhalou foram pessoas em que eu confiei e que, na altura, nem ao PSD de Abrantes pertenciam ou dele já se tinham afastado.

Como todos sabemos, o que nos mata não são as balas dos nossos adversários ou inimigos, mas as punhaladas nas costas daqueles que julgávamos amigos e credores de confiança. Até Viriato morreu assim. No entanto, ao contrário de Viriato, as minhas costas, de tão calejadas, já são duras como pedra pelo que o punhal limita-se a provocar uma ferida superficial que sangra muito mas cicatriza depressa.

No entanto, quando sou, agora, confrontado com a troca de mails entre Pedro Marques e a falecida, dou comigo a pensar como é que uma pessoa com a inteligência de Pedro Marques caiu na esparrela de confiar em quem deu sobejas provas de não ser digno dela, caso contrário, não teria mudado de campo tão facilmente. Pedro Marques chega mesma a confessar na sua troca de mails que também «já começa a sentir náuseas de certas coisas que se passam no PSD de Abrantes».

Triste sina a desta concelhia. Agora já nem escorpiões tem... O que não significa que tenha ficado melhor, porque o escorpião é um bicho que mete respeito a toda a gente: resistente, auto-suficiente, duro de roer e com um aguilhão letal.

Ora, quando se olha, neste momento, para as pessoas que gravitam à volta do PSD de Abrantes, a metáfora do escorpião, já não serve, por todas as razões e mais uma: não metem medo a ninguém, para existirem necessitam de um hospedeiro, mudam de hospedeiro com muita facilidade, o seu meio ambiente é a porca da política e a política porca (a melhor prova é a divulgação de mensagens privadas de telemóvel como meio de combate político), são moles, insignificantes, contorcionistas, escorregadias e não tem noção sequer da sua minúscula dimensão, limitam-se a fazer alguma comichão interna e não causam qualquer mossa aos seus adversários políticos que se limitam a rir, quando vêem o hospedeiro a coçar-se.

Com estas características, só vejo mesmo um ser vivo capaz de servir de metáfora. Resumindo: o PSD de Abrantes deixou de ser um temível saco de escorpiões para se transformar num ridículo saco de lombrigas. Eu, graças a Deus, já me desparasitei.

 

P.S.: Se alguém do PSD de Abrantes enfiar a carapuça, que vá fazer queixinhas a Passos Coelho e Miguel Relvas que eles também já estão a precisar de alguém que lhes faça cócegas.

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