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COLUNA VERTICAL

"Barcelona respira liberdade e harmonia por todos os poros."

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AS OLIVEIRAS DAS AZEITONAS D' OIRO

Tradução da informação fornecida pela Câmara

Quando uma pessoa pergunta as horas, o que pretende é que lhe digam que horas são e não que lhe contem a história dos relógios desde o tempo dos faraós até aos nossos dias.

O que vale é que nós já temos o curso de descodificação da conversa enrolada pelo que deixamos aqui a tradução até para servir de exemplo a respostas futuras (se é que futuramente algum vereador vai fazer alguma pergunta).

Como podem constatar, não custa nada responder ao que se pergunta de forma directa, concisa e objectiva. 

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QUESTÃO Nº1: A Câmara de Abrantes efectuou uma reprogramação financeira do projecto?

Resposta: Sim.

 

QUESTÃO Nº2: Em que data foi aprovada a reprogramação financeira do Centro Escolar de Alferrarede?

Resposta: Formalmente ainda não houve aprovação.

 

QUESTÃO Nº3: Qual o montante que acresceu ao montante inicial?

Resposta: 34.104,01€

 

QUESTÃO Nº4: A que se destinou o dinheiro recebido?

Resposta: Aquisição das 30 oliveiras (cerca de 60.000,00€) e dois parques infantis (cerca de 14.000,00€)

 

QUESTÃO Nº5: Quais foram as outras empresas do ramo que foram consultadas pela Câmara, como manda a boa gestão autárquica, antes de comprar as oliveiras à Aeroflora?

Resposta: Só consultámos a Aeroflora.

 

QUESTÃO Nº6: Qual a justificação para o ajuste directo das oliveiras ter sido realizado um ano após a inauguração do Centro Escolar?

Resposta: Não queremos dizer.

 

QUESTÃO Nº7: Houve outras câmaras que também fizeram reprogramação financeira do projecto dos centros escolares?

Resposta: Sim.

 

OUTRAS QUESTÕES: Quais as câmaras que o fizeram e em que datas as mesmas foram aprovadas? Quais os montantes recebidos por cada uma? E a que se destinou esse dinheiro (ou seja, para comprar ou pagar o quê)?

Resposta: Perguntar isso é falta de ética.

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Quanto à falta de ética, apenas um pequeno conselho: devemos evitar sempre usar palavras de que desconhecemos o significado.

Com efeito, falta de ética não é um vereador ou um contribuinte querer saber onde as autarquias gastam o nosso dinheiro, mas as câmaras e as CCR recusarem-se a prestar contas aos vereadores e aos contribuintes sobre as suas formas de financiamento e a forma como gastam o dinheiro dos contribuintes.

Se vivêssemos num país de gente séria, tudo isto era transparente e acessível a qualquer cidadão, sem necessidade sequer de ter de se perguntar.

Ver Secção II do DOSSIÊ IX: Zona Centro

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