Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]

COLUNA VERTICAL

"Barcelona respira liberdade e harmonia por todos os poros."

COLUNA VERTICAL

"Barcelona respira liberdade e harmonia por todos os poros."

por António Belém Coelho

 
Nos diversos aspectos da nossa vida devemos nortearmo-nos por uma série de valores e princípios, cuja abdicação significa a nossa desistência do significado mais profundo do facto de por cá andarmos. E isso é verdade na vida pessoal e familiar, na vida profissional, nas nossas diversas relações com pessoas e instituições. Portanto, também terá validade para a nossa intervenção no campo da política, como uma das vertentes que compõem a vida social do indivíduo.
 
Seguimos o princípio de falar de ideias e discutir essas mesmas ideias; de discutir estratégias e acções concretas, de com elas concordar ou delas discordar mesmo que frontalmente e sem remédio. Mas nunca discutir as pessoas enquanto pessoas!
 
Acima das divergências políticas, colocamos uma ética que se traduz, entre outros aspectos, pelo respeito pelas pessoas, mesmo e sobretudo para com aquelas de cujas ideias e ideais discordamos. Em todas as nossas intervenções temos o cuidado de nos identificarmos claramente, para que não exista qualquer tipo de dúvida.
 
Felizmente a imensa maioria dos interventores na política, seja ela a nível nacional ou a nível local, segue essa linha de orientação. Porque renunciar a isto, mesmo que, parcialmente, significa o vale tudo, a ofensa gratuita, o insulto e consequentemente a perda de toda e qualquer credibilidade.
 
Mas efectivamente ainda há quem não se norteie por qualquer destes princípios e prefira cobardemente, conforme a sua natureza lhes dita, a coberto de um anonimato (ou pseudo anonimato) tornar públicos os seus despeitos, as suas invejas, o lado mais negro das suas almas. E refiro pseudo anonimato, porque, por mais que saltitem de sítio para sítio, todos sabemos quem eles são. Mas apenas devemos dar-lhes a importância que efectivamente têm, ou seja, nenhuma. E sobretudo ter pena e acalentar a esperança de que algum dia sejam capazes de dar a cara por aquilo que dizem, escrevem ou fazem. 
 
Nessa altura, poderão almejar serem objecto de algum respeito, a começar quanto mais não seja, pelo respeito próprio.