Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]

COLUNA VERTICAL

"Barcelona respira liberdade e harmonia por todos os poros."

COLUNA VERTICAL

"Barcelona respira liberdade e harmonia por todos os poros."

por António Belém Coelho

 

Tem circulado em Abrantes um pequeno texto/petição sobre a situação do Hospital de Dia da Unidade de Abrantes do Centro Hospitalar do Médio Tejo. Com efeito, as raízes deste caso específico já vêm de há cerca de um ano, quando na área oncológica daqueles serviços, área que representa a maior fatia de tratamentos, um profissional já em situação de aposentação, comunicou que deixaria de efectuar isoladamente as primeiras consultas ou avaliações mas continuaria a acompanhar os doentes que já frequentavam esses serviços.
 
O tempo foi passando e de quem de direito se esperaria acção concreta, nada; e pela informação que circula, mesmo esta situação de morte lenta do Hospital de Dia, com total indefinição do seu futuro, poderá ter termo já a breve prazo, dentro de dois ou três meses.
 
Se o fim deste serviço acontecer, tendo os doentes já existentes e aqueles que vierem a surgir, de procurar consulta e tratamento em serviços similares de outras Unidades do Centro Hospitalar do Médio Tejo, ou mesmo noutras unidades, tal acarretará custos e sofrimentos acrescidos para as nossas populações.
 
Mas este episódio, ao contrário de ser visto isoladamente, deverá ser colocado num contexto de situações que ao longo dos últimos anos tem vindo a acontecer, com Abrantes a perder continuamente serviços diversos e valências daqueles que ainda por cá se mantêm, a favor de outrem.
 
Todos sabemos como estas coisas funcionam e outra conclusão não poderemos tirar senão a de que efectivamente Abrantes tem perdido importância e peso a nível regional tendo por responsáveis últimos quem tem dirigido o Concelho.
 
Há que exigir a continuidade do Hospital de Dia em Abrantes, com profissionais suficientes para um correcto funcionamento, em nome não só daqueles que o frequentam, mas no fundo em nome de toda a população do Concelho. Porque a saúde, sobretudo a daqueles mais atingidos e sacrificados pela doença, é sempre um direito, pelo qual todos devemos lutar.
 
Os Abrantinos prezam-se de ser cordatos e pacíficos de forma geral. Mas chega a altura em que há que dizer basta e dar largas à indignação! E esta pode ser efectivamente a gota de água que faz extravasar o copo; porque a todos no futuro pode atingir sem excepção.

1 comentário

Comentar post