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COLUNA VERTICAL

"Barcelona respira liberdade e harmonia por todos os poros."

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"Barcelona respira liberdade e harmonia por todos os poros."

Pensar que o desenvolvimento e crescimento do concelho de Abrantes passa pela concentração dos investimentos na cidade de Abrantes é tão idiota como pensar que o desenvolvimento de Portugal passa pela concentração de investimentos na região de Lisboa.

 
Os países e os concelhos são como as pessoas: se a cabeça crescer à custa das outras partes do corpo, chega uma altura em que o pescoço não pode com o peso da cabeça.
 
Sem um crescimento harmonioso de todas as partes do corpo, a própria cabeça fica em risco de vida que é, aliás, o que está a suceder com a cidade de Abrantes, onde a concentração de investimento na cidade apenas tem conseguido esvaziar as freguesias (ou seja, provocar o definhamento do corpo), sem conseguir inverter a perda de importância regional, quer da cidade de Abrantes, quer do concelho.
 
Veja-se como a política pouco inteligente levada a cabo pelo Partido Socialista e pelo executivo municipal de querer obrigar os jovens das freguesias a transferirem-se para a cidade de Abrantes, esvaziando as freguesias, está a levar os jovens a estabelecem-se, não em Abrantes, mas nas outras cidades do Médio Tejo, com destaque para Entroncamento e Torres Novas.
 
Acresce que a Câmara Municipal de Abrantes, ao agir desta forma, deixa de ter qualquer autoridade para criticar o modelo de desenvolvimento nacional assente na concentração de investimentos na região de Lisboa, uma vez que o seu modelo de desenvolvimento para o concelho, afinal, é rigorosamente o mesmo.

2 comentários

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    Rexistir 23.11.2008

    David

    Antes de mais, há uma coisa que o David precisa de entender. O nosso projecto não é um projecto individual de poder pessoal, como acontece com outras listas, em que tudo se resume ao cabeça de lista e em que os restantes elementos apenas servem para abanar a cabeça. O nosso projecto é um projecto colectivo representado por centenas de pessoas que integram as nossas listas e por milhares de pessoas que nos apoiam.
    Este blog, como deve ter reparado, também não é um blog individual, mas um blog da candidatura do PSD às próximas eleições autárquicas e é constituído por artigos de opinião da responsabilidade de quem os assina e por textos programáticos da responsabilidade da candidatura «amarAbrantes», como é este o caso.
    Por outro lado, quando todo o mundo festeja a vitória de Barack Obama nas presidenciais americanas, precisamente por ser um afro-americano e pertencer à minoria negra, parece mentira como ainda há pessoas em Portugal, como o David, que defendem que, tal como nos velhos tempos de Roma antiga, só os cidadãos naturais de Abrantes deviam ter direito a participar na vida pública de Abrantes.
    Este xenofobismo provinciano não é sequer defendido, desde há várias centenas de anos, pela mais reaccionária e xenófoba extrema-direita que, hoje, apenas levanta obstáculos à participação na vida pública dos naturais de outros países, designadamente africanos ou asiáticos. Neste aspecto, o David consegue ter um discurso ainda mais radical do que a mais radical extrema-direita.
    Mas se a tese do David pegasse, os partidos e as associações abrantinos arriscavam-se a não conseguir arranjar gente suficiente para formar as listas. Se consultar as listas das últimas eleições e das associações existentes no nosso concelho, verificará que uma grande parte não é natural de Abrantes e, da parte que é natural de Abrantes, uma grande parte também já aqui não reside ou trabalha, limitando-se a aqui vir passar os fins-de-semana. A começar logo pelo actual presidente da Câmara que é de Mangualde. Mas não é, obviamente, por ser de Mangualde que estamos contra o actual presidente. Pelo contrário, até ficamos muito satisfeitos que pessoas de outras terras ou países aqui se queiram fixar ou para aqui queiram vir trabalhar. E, para que isso suceda com maior frequência, é uma das razões da nossa candidatura.
    Para nós, o concelho de Abrantes não é de quem aqui nasceu mas de todos aqueles que por ele se interessam, lhe dedicam ou queiram dedicar parte da sua vida. Para nós, toda a gente é bem vinda. Infelizmente, o que hoje sucede é precisamente o contrário: são cada vez mais os que partem e cada vez menos os que para aqui querem vir. E é isto que queremos e vamos inverter.
    Finalmente, tomáramos nós que o David ou a família do David tivessem dado tanto ao nosso concelho como a família Santana Maia.
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