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COLUNA VERTICAL

"Barcelona respira liberdade e harmonia por todos os poros."

COLUNA VERTICAL

"Barcelona respira liberdade e harmonia por todos os poros."

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Consegui finalmente entender o que certos cronistas das redes sociais entendem por "Autoridade do Estado de democrático a funcionar".

A fronteira é extremamente fácil de estabelecer relativamente à posição do eleitorado socialista, quanto a este procedimento do ministério da Saúde.

E refiro-me apenas ao eleitorado socialista porque o governo é socialista e é, precisamente nestas situações, que se consegue avaliar o grau de convicção de cada um.

A fronteira entre as democracias liberais (ex: Alemanha, Inglaterra, Suécia, França, etc) e as democracias autoritárias (ex: Hungria), reside precisamente na transparência da governação e na exigência do seu escrutínio pelos próprios cidadãos.

"Em todos os governos, o mais seguro teste de excelência é a publicidade da sua administração, porque onde quer que haja secretismo, está implícita injustiça."

"Sempre que há mistério em qualquer assunto de governação, deve presumir-se que há fraude; sempre que há encobrimento em matéria de dinheiro, deve presumir-se que houve má administração."

Estes três princípios têm mais de 300 anos.

Mas, para os portugueses, como, de resto, é patente em todas as autarquias e nos Governos regionais, o modelo de referência e que sempre foi seguido por todos os governos é o das democracias autoritárias.

No entanto, porque somos um povo camaleão de uma hipocrisia extrema, conseguimos adoptar formalmente uma capa de democracia liberal para UE ver, quando sempre fomos uma democracia tão iliberal e autoritária como democracia hungara.

O cúmulo da hipocrisia atingiu o seu pico quando PS e PSD conseguiram atacar-se e defender-se mutuamente defendendo e atacando governos com perfil idêntico e os mesmos vícios de governação: o governo de Sócrates e de Alberto João Jardim.

Tal como a Hungria, Portugal devia ser expulso da UE e pelas mesmas razões.

Santana-Maia Leonardo