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COLUNA VERTICAL

"Barcelona respira liberdade e harmonia por todos os poros."

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"Barcelona respira liberdade e harmonia por todos os poros."

Pedro Vasconcelos

Galveias.jpg

Vai fazer no próximo futuro dia 17 de novembro 2014 um ano que se reuniu o executivo de Galveias (1) para distribuição dos respetivos pelouros.

Desde essa data até hoje que se passou de concreto? Que obras foram realizadas? - Quantos postos de trabalho foram criados? - Que mais valias o atual executivo trouxe para Galveias?

Para responder a estas interrogações, nada melhor do que consultar as Atas das reuniões da Junta de Freguesia e assim ficamos com uma ideia do árduo trabalho desenvolvido pelo atual executivo.

Na Ata nº 8/14 (2) de 27 de março 2014 página 9 encontra-se algo que pela sua importância chama à atenção:

“(...) Atendendo à situação de degradação em que se encontra o Monte do Cantarinho, que data do séc. XVIII, o senhor Presidente propõe a sua recuperação de modo a que a mesma seja compatível com o exercício de atividades direcionadas para a indústria nomeadamente construção de adega, queijaria, matadouro e recuperação para fins turísticos, pois trata-se de um investimento fundamental para a criação de riqueza e postos de trabalho. É propósito deste executivo apresentar candidatura junto do próximo quadro comunitário de apoio (...)"

Ótima ideia, porém, há algo nesta proposta que não é novidade, alguém no passado já tinha feito uma proposta similar. Feita uma pesquisa na Net encontram-se “outras” ideias parecidas como por exemplo a proposta de António João Catela em 06/09/2013, quando candidato à Junta de Freguesia de Galveias:

"(...) Da produção à transformação, acrescentando-lhe valor, até a comercialização: a) Reativar a salsicharia, no mais curto espaço de tempo; b) Criar uma queijaria, introduzindo ovelhas e cabras de leite na exploração agrícola da Junta e assegurando o escoamento aos produtores locais; c) Introduzir apicultura e produção de plantas aromáticas e melíferas na exploração agrícola da Junta; d) Criar uma adega à dimensão das necessidades da Freguesia (3) e lançar o desafio aos pequenos agricultores da freguesia para a plantação de pequenas vinhas, para a produção de vinho para auto consumo, cujo plantio não esteja sujeito a atribuição de quotas, assumindo a laboração na nossa adega, a exemplo do que já acontece no lagar de azeite, projeto concretizado pela Junta CDU, do qual procuraremos melhorar o seu funcionamento;(...)"

Pegando na proposta do João Catela nomeadamente o ponto "lançar o desafio aos pequenos agricultores da freguesia para a plantação de pequenas vinhas, para a produção de vinho para auto consumo, cujo plantio não esteja sujeito a atribuição de quotas" (o negrito é nosso), é importante conhecer-se o que contrapõe o executivo de Galveias.

Na reunião do dia 19 de agosto 2014(4) (página 3), o executivo aprovou: a ripagem cruzada de 25 hectares de terreno para plantio de vinha.

Mas será que os 25 hectares são suficientes? Não parece, o sonho megalómano de quem manda ou talvez de quem aconselha não fica por aqui, em vez dos tais 25 hectares inicialmente previstos passaram a estar em jogo 110 hectares (5) e isto porque, de acordo com o técnico agrícola da Junta de Freguesia de Galveias, (página 3 da Ata), "(...) não existirão oportunidades de aquisição de direitos de plantação de vinha, etc, (...)" e, milagre dos milagres, "a Junta de Freguesia tomou conhecimento que, neste momento, existe, por parte de um produtor, a intenção de ceder os seus direitos de plantação válidos sobre uma área de 110ha, ao preço" (página 3 da ata nº 19 de 1.725,00€/ha§2º).

Nesta data o executivo da Freguesia de Galveias, tinha à sua disposição 1.114.999,12€.

(1) http://www.jfgalveias.pt/conteudo/ata2013/n28ex2013.pdf
(2) http://www.jfgalveias.pt/conteudo/ata2014/n8a2014.pdf
(3) http://vitor-morgado.blogs.sapo.pt/2013/09/06/
(4) http://www.jfgalveias.pt/conteudo/ata2014/n17a2014.pdf
5) http://www.jfgalveias.pt/conteudo/ata2014/n19e2014.pdf