Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]

COLUNA VERTICAL



Sexta-feira, 05.07.19

A seriedade dos árbitros e afins

Santana-Maia Leonardo - in Diário  As Beiras de 8-7-2019

21501376_rJY7N.jpeg

Os portugueses têm sempre por hábito fazer apelo à seriedade dos árbitros e afins como se residisse aí a solução do problema da parcialidade dos decisores.

É evidente que a seriedade ajuda muito mas isso não é legislável, nem quantificável, nem se consegue regulamentar até porque toda a gente é mais ou menos séria consoante as circunstâncias. Se estiver em causa, por exemplo, a vida dos filhos ou o próprio emprego, para não baixarmos demasiado a fasquia, poucas pessoas colocarão a seriedade acima de tudo.

Ou seja, o contexto em que uma pessoa se encontra é fundamental para garantir a sua liberdade de decidir. E em Portugal, isso não existe.

Por exemplo, num jogo Vitória - Braga, se se nomear um árbitro de Faro, o árbitro sai de Faro e regressa a Faro sem sentir qualquer pressão. No entanto, se um dos intervenientes for o Benfica ou o Sporting, isso já não sucede. Até dentro da própria casa se cruza com adeptos destas equipas (mulher, pais, filhos, tios, primos, sobrinhos, etc), para já não falar no local de trabalho ou no café.

Discutir o VAR ou a independência da arbitragem em Portugal não faz sequer sentido porque não estão criadas as condições mínimas para garantir a independência e imparcialidade dos decisores.

Quais são essas condições mínimas?  Vou dar um exemplo que toda a gente percebe. Se eu tiver uma questão com o meu vizinho, o juiz, por muito competente que seja, não pode ser nem da família do meu vizinho, nem viver na casa dele. Ou seja, um árbitro para arbitrar um jogo do Benfica e do Sporting não pode viver numa casa onde vivem benfiquistas e sportinguistas, nem viver cercado, no local de trabalho e no café, por benfiquistas e sportinguistas porque isso condiciona necessariamente a sua liberdade de decidir com imparcialidade, isenção e independência.

É precisamente por essa razão que árbitros portugueses não arbitram a selecção portuguesa ou equipas portuguesas em competições internacionais.

Concluindo: tendo em conta que há, pelo menos, 6 milhões de benfiquistas e 4 milhões de sportinguistas, tal significa que só árbitros estrangeiros reúnem condições para poderem arbitrar jogos Benfica, Sporting e Porto com imparcialidade, isenção e independência.

Isto não significa que não possam cometer erros graves, significa apenas que têm liberdade para decidir sem estarem condicionados, o que é essencial para a salvaguarda da integridade das competições.

Chamo a atenção para o facto de sermos o único país da Europa, segundo o estudo da UEFA de 2015, onde é impossível nomear um decisor de qualquer parte do território nacional cuja população não seja maioritariamente afecta ao Benfica, Sporting e Porto (95%). Isto vicia tudo!

Autoria e outros dados (tags, etc)



Perfil

SML 1b.jpg



Visitantes


Pesquisar

Pesquisar no Blog  

Quimeras


Alma, Eléctrico!


Livros

Capa - 3ª Edição.jpg

Capa - Frente.jpg

Capa Bocage.jpg 

Capa.jpg 

Eléctrico - Um Clube com Alma.jpg

Mistério Sant Quat (I).jpg


Livros-vídeo


eBooks




calendário

Julho 2019

D S T Q Q S S
123456
78910111213
14151617181920
21222324252627
28293031

Arquivo

  1. 2019
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2018
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2017
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2016
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2015
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2014
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2013
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2012
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2011
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2010
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D
  131. 2009
  132. J
  133. F
  134. M
  135. A
  136. M
  137. J
  138. J
  139. A
  140. S
  141. O
  142. N
  143. D
  144. 2008
  145. J
  146. F
  147. M
  148. A
  149. M
  150. J
  151. J
  152. A
  153. S
  154. O
  155. N
  156. D