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COLUNA VERTICAL

"Barcelona respira liberdade e harmonia por todos os poros."

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Notícias ao minuto de 15-1-2015

A fadista Dora Maria apresenta, no dia 23, em Abrantes, o seu segundo álbum, "Encontros", que inclui poemas de António Botto, Maria Manuel Cid, Jorge Fernando e Tiago Torres da Silva.

 

Em declarações à Lusa, a fadista afirmou que o CD é "fruto de encontros que aconteceram nos últimos quatro anos", tendo destacado as participações de José Cid, com quem interpreta "Vozes de silêncio", e do músico e compositor Custódio Castelo.

Outro convidado é Jorge Benvinda dos Virgem Suta, com quem Dora Maria canta "Vais estranhar". Este tema, assinado por Benvinda e Nuno Figueiredo, constitui a faixa bónus do CD, com uma interpretação a solo da fadista.

Referindo-se a "Vais estranhar", Dora Maria afirmou que "faz uma mistura entre a pop/rock portuguesa e o fado".

Custódio Castelo, além de acompanhar a fadista à guitarra portuguesa, assina a produção e direção musical, ao lado de José Cid, e é autor da música e letra de "Amizade", tema que abre o álbum, editado pela Xiuu!Records.

José Cid faz também parte da lista de autores, assinando a letra e música de "Pescador de olhos azuis" e a composição de "Canto imaginário", uma letra de Torres da Silva.

Das listas de letristas e compositores fazem ainda parte Jorge Fernando, João Chora, Carlos Baleia, João Machado e Pedro Pinhal.

Dos 12 temas que constituem o álbum, três são fados tradicionais -- Fado Alberto, Fado Perseguição e o Fado Bacalhau -, nos quais Dora Maria interpreta, respetivamente, "Vozes de silêncio", de Maria Manuel Cid, "Vil comédia", de António Botto, e "Grito de oxalá", de Maria Luísa Baptista, autora que tem colaborado com Kátia Guerreiro.

Entre os vários temas, Dora Maria referiu "A vida vai", da brasileira Janaína Pereira, "de uma linha musical maracatú, com arranjos do Custódio Castelo que reportam à linha melódica da morna", acrescentando: "À qual dou uma interpretação fadista".

A fadista afirma que, do primeiro álbum para "Encontros", foi procurando melhorar e aperfeiçoar-se, recebendo os conselhos de quem sabe mais.

"Se formos capazes de escutar os outros, e os que sabem mais do que nós, vamos aperfeiçoando e limando arestas, e foi isso que me foi acontecendo", disse a fadista, referindo também como importante os muitos palcos que pisou, que "foram uma mais valia".

Dora Maria canta "há cerca de 15 anos, mas de uma forma mais séria a partir de 2011", quando apresentou o primeiro álbum, "Mar de tanto amar", uma edição de autor, que teve "uma boa recetividade e abriu várias portas no meio musical".

À Lusa, Dora Maria, com raízes no Alentejo, afirmou que o primeiro álbum a motivou "a continuar a carreira de fadista" e editar este novo álbum, que depois de Abrantes, no Cine-Teatro S. Pedro, será apresentado, em fevereiro, no Museu do Fado em Lisboa.

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