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COLUNA VERTICAL

"Barcelona respira liberdade e harmonia por todos os poros."

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"Barcelona respira liberdade e harmonia por todos os poros."

Vítor Morgado

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A “GalveiasTur” convocou a “população em geral” para uma sessão de esclarecimento, que se realizou no passado dia 7 de Junho pelas 18h no Salão Nobre da Junta de Freguesia de Galveias.

Uma vez que se tratava de uma sessão de esclarecimento para toda a população e não uma reunião de um dos órgãos da Cooperativa, entendi que era minha obrigação estar presente, uma vez que era vereador da Câmara Municipal de Ponte de Sor e se tratava de uma matéria relevante e que afectava directamente a população de uma freguesia do município.

Foi por isso com grande espanto meu que, ao chegar à referida sessão de esclarecimento, António Leitão, membro do conselho fiscal da “GalveiasTur”, tentou impedir-me de assistir à referida sessão de esclarecimento com o argumento de que só os naturais ou residentes em Galveias poderiam estar presentes à dita.

Valeu-me a chegada do senhor conselheiro da Junta que, por também não ter nascido na freguesia, obrigou a que fosse consentida a presença de ambos.

Rui Canha, simultaneamente presidente da Junta de Freguesia e da Direção da “GalveiasTur” deu, então, início à sessão propriamente dita.

Foi, então, que António Leitão, membro do Conselho Fiscal, pediu a palavra para, grosso modo, criticar a direção da Cooperativa e o executivo da Junta de Freguesia, bem como a dualidade de poderes exercidos pelas mesmas pessoas e os compadrios acabando por pedir a demissão dos mesmos.

Seguidamente, Manuel Leitão, membro da Direção da “GalveisTur” e irmão do referido membro do Concelho Fiscal, pediu a palavra para fazer intervenção que trazia preparada, cheia de lugares comuns e onde fazia apelo à organização e à motivação como linhas mestras a ter em conta, alertando antecipadamente que se existisse confusão durante a sua intervenção o mesmo abandonaria a reunião.

Ainda o membro da direção ia no início da sua intervenção e já o seu irmão, membro do conselho fiscal seu irmão, o interrompia, bramindo o argumento de que não ia em compadrios. Gerou-se, então, uma grande confusão, sendo a reunião dada por encerrada com o abandono da população presente e dos oradores.

Para quem esteve presente, ficou a sensação de que a balbúrdia gerada foi orquestrada com o objectivo precisamente de que nada fosse esclarecido. Se não tivesse estado presente, não teria acreditado, se me tivesse sido contado aquilo que vi e ouvi.