O ar que se respira
Alberto Gonçalves - DN de 23-3-2014
Durante a greve dos inspectores da ASAE, o país entrou em previsível convulsão. Houve relatos de lavradores que venderam produtos não embalados, de cozinheiros que utilizaram colheres de pau, de lojas sem os preços exibidos na montra e de esplanadas de cafés em clara desobediência à primeira alínea do Artigo 10.º, Subsecção II, Secção II do Decreto-Lei n.º 48/2011. Enfim, o pandemónio. Apenas 24 horas bastaram para que os portugueses percebessem que nada faz tanta falta quanto a ASAE. (...)
A propósito, a greve deveu-se aos baixos salários, nalguns casos de 750 euros líquidos. É muito, já que nenhum dinheiro paga o serviço dessa abençoada gente. Logo, dinheiro nenhum seria compensação adequada.