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COLUNA VERTICAL

"Barcelona respira liberdade e harmonia por todos os poros."

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"Barcelona respira liberdade e harmonia por todos os poros."

Santana-Maia Leonardo - Nova Aliança

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O futebol é, na verdade, o espelho de um país. Enquanto, em Inglaterra, o Manchester United, que tem um peso universal muito maior do que qualquer clube português, recebe, de direitos televisivos, praticamente o mesmo que todos os outros clubes que disputam o campeonato inglês, em Portugal, pelo contrário, os direitos televisivos são repartidos por Benfica, Porto e Sporting, sendo os restantes clubes tratados como meros figurantes do espectáculo. Ou seja, ao contrário do que acontece em Portugal, em Inglaterra, a distribuição das receitas televisivas é equitativa, independentemente do peso, do historial e do tamanho do clube a nível nacional ou mundial, tal como acontece na Alemanha onde a diferença entre o que recebe o 1º classificado e o último não é significativa.

E se há coisa que me irrita particularmente é afirmação solene e com laivos de superioridade de que Benfica e Sporting são clubes nacionais e o Porto é um clube regional, como se Portugal fosse Lisboa e a província se esgotasse no Porto. Aliás, dos programas e das primeiras páginas dos jornais desportivos, os outros clubes é como se não existissem. Vamos a ver se nos entendemos: Benfica e Sporting são clubes de Lisboa e o FC Porto é um clube do Porto. Ponto final. Da mesma forma que o Manchester é um clube de Manchester, o Real Madrid é um clube de Madrid, o Barcelona é um clube de Barcelona e o Bayern é um clube de Munique.

Na política, a situação é idêntica. Tudo se passa como se Portugal se resumisse a Lisboa e Porto. Até para a comunicação social o resto do país só lhe interessa como pitoresco e anedótico. É claro que, com esta nossa filosofia de vida, só por manifesta hipocrisia e cinismo (onde nós, aliás, somos mestres), se pode falar de coesão territorial ou defender um campeonato competitivo. Infelizmente, somos um povo que não tem o meu feitio, caso contrário, na hora da repartição das verbas, em vez de lutarem por migalhas, os pequenos uniam-se e diziam na cara dos grandes de Lisboa e Porto: se querem ficar com o dinheiro todo, então joguem sozinhos.

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