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COLUNA VERTICAL

"Barcelona respira liberdade e harmonia por todos os poros."

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"Barcelona respira liberdade e harmonia por todos os poros."

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O que me espanta não é o facto de governo chinês ter mandado matar o médico Li Wenliang, de 34 anos, que alertou o mundo para o COVID-19 (depois de o terem obrigado a confessar o seu comportamento "ilegal"); nem o anúncio, no final do ano, de que a China tinha a epidemia controlada; nem o perdão e a reabilitação, a título póstumo do referido médico, ao mesmo tempo que anunciavam a punição severa dos polícias que o obrigaram a confessar o seu comportamento "ilegal"; nem a exportação do vírus para todo o mundo; nem tão-pouco a manipulação dos números, proibindo o acesso aos hospitais dos infectados (conforme relatado por uma testemunha chinesa que provavelmente também já morreu acidentalmente), para que as mortes não fossem registadas como COVID-19, permitindo, assim, aos ditadores chineses apresentar a China como um exemplo mundial de sucesso no combate à pandemia e atribuir a culpa da nova vaga a casos importados. 

O que me espanta é haver gente em Portugal que acredita e divulga as patranhas propagandísticas da ditadura comunista chinesa, chegando mesmo a defender o seu modelo.

Ainda hoje a Revolução Cultural Chinesa, que matou milhões de pessoas à fome e que ficou conhecida pela Grande Fome, continua a ser apresentada pela propaganda do regime, tal como sucedeu com a Grande Purga de Estaline, como um feito épico do povo chinês.  

Mas o defeito é meu porque estava convencido de que a estupidez humana, apesar de ser infinita, como demonstrou Einstein, não era assim tão estúpida, nem tão infinita...

Mas não precisam de publicar mais posts desse tipo para me convencerem porque já estou totalmente convencido. A estupidez humana é, na verdade, qualquer coisa de sublime pela sua grandiosidade e infinitude que nos deve orgulhar a todos.

É, aliás, uma daquelas obras genuinamente humanas que, pela sua imensidade, nem Deus seria capaz de conceber ou sequer imaginar.

Santana-Maia Leonardo