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COLUNA VERTICAL

"Barcelona respira liberdade e harmonia por todos os poros."

COLUNA VERTICAL

"Barcelona respira liberdade e harmonia por todos os poros."

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Aquilo que, em qualquer país europeu, acontece naturalmente em Portugal rapidamente se transforma numa balbúrdia regulamentar, legislativa e judicial, sendo impossível a uma pessoa dotada de um mínimo de inteligência conseguir entender a racionalidade de tudo isto (clicar sobre a foto para ler a notícia).

Perante coisas gravíssimas, toda a gente assobia para o lado e encolhe os ombros; perante questões de simples racionalidade objectiva ou de lana caprina, levanta-se um escarcéu monumental que ninguém entende com o objectivo ou de tudo ficar na mesma ou de conseguir alguma vantagem pessoal no meio da confusão.

Razão tinha o general romano Romando Galba, quando ao serviço da Ibéria, escreveu a Roma a carta onde disse a célebre frase: "há, na parte mais ocidental da Ibéria, um povo muito estranho: não se governa nem se deixa governar."

Essa foi também a principal razão por que Filipe II de Espanha (e I de Portugal) afastou a hipótese mais lógica no tempo de transferir a capital de Toledo para Lisboa, em vez de optar por Madrid.

Já Salazar, no final do seu mandato, em 1963, expressou a mesma opinião: «No círculo do seu viver quotidiano cada português tem conceitos próprios, que diferem dos do seu vizinho num pormenor que poderá ser secundário, mas é quase sempre bastante para impedir que se dêem as mãos no mesmo esforço.» (Imprensa, 1963)

Para já não falar da troika que fugiu de Portugal a sete pés, quando percebeu que, para além de não conseguir impor um mínimo de racionalidade e transparência na governação, ainda ficava com o odioso das medidas mais estúpidas e irracionais levadas a cabo pelo governo.

Santana-Maia Leonardo