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COLUNA VERTICAL

"Barcelona respira liberdade e harmonia por todos os poros."

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O Mirante de 12-2-2015

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Ex-presidente Nelson Carvalho gastou meio milhão de euros e somou mais um fracasso

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Em Outubro de 2007, o então presidente da Câmara Municipal de Abrantes, Nelson Carvalho (PS), estava eufórico. A equipa de basebol constituída por estudantes da Escola Superior de Tecnologia, que adoptara a designação de “Os Lobos”, tinha vencido a Taça de Portugal da modalidade, disputada com outras três equipas e o autarca atirava com o título à cara de quem tinha torcido o nariz à sua ideia de fazer de Abrantes uma espécie de capital portuguesa daquela modalidade.

O primeiro e até agora único campo de basebol existente em Portugal, que custou mais de meio milhão de euros, tinha sido inaugurado um ano e meio antes, em Julho de 2006, pelo então Secretário de Estado da Juventude e do Desporto, Laurentino Dias. A federação da modalidade estava alojada na cidade a expensas da câmara e era o município que apoiava as equipas masculina e feminina e prometia pôr todos os alunos das escolas a jogar um jogo completamente desconhecido que estava associado aos filmes americanos e aos tacos usados por alguns marginais para espancar pessoas. (...)

A equipa de Abrantes já acabou há anos. Jogadores da cidade não há nenhum que se conheça. A federação viu ser-lhe retirado o estatuto de utilidade pública em Maio de 2013 porque “não apresentou documentação considerada essencial para a instrução do processo”, segundo se pode ler no despacho do Secretário de Estado, e a modalidade continua a ter uma reduzida implantação.

O basebol de Abrantes foi uma criação artificial. Mais uma “americanice” do presidente Nelson Carvalho, como diziam os mais críticos na altura, lembrando que antes do basebol o autarca tinha inaugurado um cemitério ao estilo americano, com campas rasas num amplo relvado (cemitério de Santa Catarina), que também está a revelar-se um fracasso. (...)

Criar uma modalidade “a martelo”, como pretendeu o anterior presidente da Câmara de Abrantes, é meio caminho andado para um fracasso. (...)