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COLUNA VERTICAL



Terça-feira, 14.06.16

Obrigado, Abrantes! E até sempre!

Recordar o que escrevi há 3 anos aquando da apresentação do livro 

"AMAR ABRANTES - O NOSSO CONSELHO

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Santana-Maia Leonardo - Nova Aliança de 12-6-2013

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Em primeiro lugar e antes de mais, eu e Belém Coelho queremos agradecer a todos aqueles que encheram a sala da Biblioteca Municipal de Abrantes, no passado dia 6 de Junho, aquando da apresentação do nosso livro "Amar Abrantes, o nosso conselho", apresentação esta que funcionou, de certa forma, como encerramento formal do nosso mandato como vereadores da Câmara Municipal de Abrantes.

Queremos também manifestar a nossa compreensão para a desilusão expressa por tanta gente com o chamado aparelhismo, verdadeira fonte do poder partidário e que é incapaz de reconhecer o mérito, o trabalho e os espíritos verdadeiramente livres e independentes, apenas servindo, como é facto notório, para promover os medíocres, o compadrio e a corrupção.

Quanto àqueles que defendem que o aparelhismo local se devia combater com candidaturas independentes, é importante ter em conta que este tipo de candidaturas, infelizmente, também já foi contaminada por esta gente, na medida em que se transformaram, praticamente, em meras extensões das lutas internas dos partidos.

Veja-se no que deu a candidatura dos Independentes por Abrantes que se apregoava suprapartidária, defensora intransigente dos interesses de Abrantes e que jurava aos munícipes que ia fazer a diferença. Eis a diferença! O seu candidato à Câmara, depois de tanta expectativa criada e de tanto trabalho a recolher assinaturas, nem chegou a pôr os pés numa única reunião de câmara. Por sua vez, o seu sucessor conseguiu este feito deveras notável no decurso do seu mandato: representava os Independentes, votava com o PS e era militante do PSD, tendo sido refiliado com o apoio incondicional da presidente da concelhia do PSD, depois de ter sido expulso, pasme-se, pelos órgãos nacionais do partido (não estranhe porque é deste tipo de vereadores que a concelhia do PSD de Abrantes gosta e nos quais se revê). Finalmente, o candidato à Assembleia Municipal nem chegou a tomar posse, renunciando ao mandato com uma carta demolidora onde denunciou o logro em que caíra. Penso que, de independentes de ocasião, já estamos conversados e Abrantes já ficou vacinada.

Além disso, alguém poder pensar que eu estaria disponível para liderar uma candidatura independente do mesmo tipo é não me conhecer. Fui eleito pelo PSD, concluo o mandato no PSD. Mudar de camisola no decurso do mandato não faz o meu género. E apesar de, hoje, dar o dito por não dito se ter tornado uma trivialidade, esse não é ainda o meu modo de vida.

Sem esquecer que uma oposição interventiva e contra os interesses instalados, inclusive, no nosso próprio partido, como eu e o Belém Coelho levámos a cabo, durante 4 anos, é extremamente desgastante a todos os níveis: pessoal, físico, psicológico, familiar, profissional e económico. Com efeito, enfrentar o poder instalado com todo seu séquito de pegadores que infectam todas as instituições, associações e órgãos de comunicação social do concelho, inclusive aqueles e aquelas que se auto-intitulam apartidárias ou da oposição (tanta hipocrisia!), requer uma resistência física e psicológica quase sobrenatural. Pegadores, como devem estar recordados, foi a metáfora usada por Padre António Vieira, no seu "Sermão de Santo António aos Peixes", para classificar todos os bajuladores que vivem à sombra do poder e se alimentam das suas sobras.

Acresce que, neste combate, não pudemos sequer contar com o apoio do partido pelo qual nos candidatámos, onde as cumplicidades com o poder têm raízes muito, muito fundas. As oposições portuguesas, de uma forma geral, adoram brincar à democracia do "faz de conta", esgrimindo as larachas da moda com ar grave de estadista e concorrendo às eleições com o compromisso de sempre do "agora é que vai ser", mas, na prática, não querem colocar nada em causa até porque, se ganharem as eleições, querem manter tudo na mesma. Ora, levar a cabo uma intervenção política como eu e Belém Coelho fizemos é um combate contra o mundo. É descer ao inferno. Eu, pessoalmente, vivi estes quatro anos, literalmente, como o prisioneiro que vai riscando, no calendário, um a um os dias que faltam para a sua libertação.

Recordo que, para aceitar ser candidato à Câmara de Abrantes, impus duas condições. Acontece que nenhuma delas foi cumprida pelo PSD de Abrantes. NENHUMA. Apesar disso, eu e Belém Coelho podemos, hoje, dizer que cumprimos aquilo com que nos comprometemos com os munícipes do nosso concelho: cumprir o mandato no respeito intransigente do nosso compromisso eleitoral e dos seus princípios programáticos em que assentou a nossa candidatura. E se lerem o livro "Amar Abrantes, o nosso conselho", que acabámos de publicar, poderão constatar isso mesmo. Este livro tem isso de bom: ajuda a manter viva a memória dos factos. Porque, como todos sabemos, há muita gente que muda de opinião de acordo com as conveniências, querendo-nos, depois, convencer que aquilo que defende hoje foi o que sempre defendeu.

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