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COLUNA VERTICAL

"Barcelona respira liberdade e harmonia por todos os poros."

COLUNA VERTICAL

"Barcelona respira liberdade e harmonia por todos os poros."

Dantas Rodrigues - Público de 17-12-2014

(...) É inegável que a Declaração Universal dos Direitos dos Animais representou um enorme passo no que diz respeito aos aspetos de ordem moral, mas, posto que o homem é o que é, tornava-se necessário ir mais longe, criminalizando mesmo a própria violência sobre os animais, a qual se manifesta das mais variadas maneiras, desde o abandono puro e simples à condenação à fome, passando pelo mais repulsivo tráfico de cães para servirem de alimento a mastins de combate. 

Por isso, nunca fez tanto sentido que, nas nossas escolas, se ensine às crianças que os animais devem ser protegidos e que se insista que o respeito dos homens pelos animais se encontra intrinsecamente ligado ao respeito dos homens pelo seu semelhante. Quem não gosta de animais não pode gostar de pessoas – importa dizer isso aos mais novos, e, aos adultos, demonstrar-lhes a necessidade que há de estabelecer regras da mais elementar humanidade, mesmo quando se trata de animais destinados à alimentação, bem como a proibição de atos que lhes provoquem desnecessários sofrimentos, sejam ou não vistos como "costumes culturais" enraizados em certas regiões do país, se for o caso de Portugal, ou de certos países estrangeiros, onde os piores guias "espirituais", aproveitando a falência dos regimes democráticos, impõem nas cantinas de muitas escolas, nomeadamente em França, o consumo de carne halal, isto é, carne de um animal abatido ritualmente, segundo o código islâmico, sem ser, por conseguinte, adormecido e fazendo-o esvair-se em sangue.

Ainda bem que esta recente "moda" dos islamitas emigrados em França tem vindo ultimamente a sofrer a maior contestação por parte da esmagadora maioria dos cidadãos franceses.

Estudos desenvolvidos pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos demonstram que atos de crueldade cometidos contra animais podem sintomatizar violentas patologias que, num futuro, tendam a fazer vítimas humanas. Os assassinos em série, designados por serial killers, muitas vezes, foi a matar ou a torturar animais que se iniciaram como homicidas. (...)

Ao punirem-se os maus tratos ao animal doméstico que connosco compartilha a nossa casa e a nossa vida, está-se a contribuir para diminuir a violência no seio da família, protegendo não só o mais inocente dos seres como também os humanos e não menos inocentes que partilham o mesmo lar e que, na convivência com sádicos, obrigatoriamente se tornam espectadores do pior mal, que é aquele que sem piedade se faz aos animais nossos amigos.