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COLUNA VERTICAL

"Barcelona respira liberdade e harmonia por todos os poros."

COLUNA VERTICAL

"Barcelona respira liberdade e harmonia por todos os poros."

Artur Lalanda

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9 de Fevereiro de 2005:

- O novo cemitério de Abrantes entra hoje em funcionamento, introduzindo algumas inovações em matéria de imunação e do próprio aspecto das sepulturas, que serão cobertas com relva;

- A entrada em funcionamento do  novo respaço, permite o encerramento do cemitério construido no início do século XX (Cabacinhos) que, embora ampliado por diversas vezes, atingiu o limite da capacidade. Tecnicamente esgotado, desde há algumas décadas, a autarquia iniciou há 20 anos a procura de uma solução que garantisse  o espaço suficiente para o futuro;

- Está pronto o primeiro talhão, composto por 159 sepulturas e vai abrir faseadamente. Terá mais oito talhões numa primeira plataforma, estando previstas mais duas plataformas, para um total de 4 848 sepulturas e dois ossário com capacidade para 144 células inviduais;

- O novo cemitério, orçado em 838 mil euros, dispõe de 26 425 m2 destinados a espaço cemiterial e,  ainda, no exterior, de estacionamento para 149 viaturas e cinco autocarros;

- Está em fase de acabamento o projecto para a construção de uma capela.

a) Nelson Carvalho (presidente da Câmara)

8 de Novembro de 2007:

- O novo cemitério de Santa Catarina, constriuido há quase 3 anos, foi hoje estreado;

- Construido em 2005, este cemitério, com sepulturas à americana, mais parece um enorme jardim relvado onde não pode haver jazigos, flores ou outros ornamentos;

- Por tradição, as pessoas iam para os cemitérios mais antigos da cidade que já estavam no limite da capacidade, há muito tempo;

- Com base em novas formas de imunação, os covais são feitos em betão com uma drenagem que permite a exumação ao fim de um periodo de três a cinco anos;

- Para Santa Catarina está ainda projectada uma capela;

- Durante o primeiro funeral, muitas pessoas se mostraram interessadas no formato e pediram mais informações.

a) Pina da Costa (vice-presidente da Câmara)

 9 de Maio de 2010:

- A Câmara Municipal de Abrantes suspendeu os funerais no Cemitério de Santa Catarina, por não haver espaço para novas sepulturas:

- Das 150 covas, apenas 10 estão disponíveis, sendo que com uma lotação esgotada todos os funerais passarão a realizar-se no cemitério de São João (Cabacinhos). Foi uma situação com que fomos confrontados após a tomada de posse, que teria sido evitada se na altura da construção do primeiro talhão fossem logo construidos os dois talhões, como estava previsto;

- A construção do novo talhão vai avançar, porque os funerais oriundos de São Vicente terão que ser realizados em outra freguesia, a de São João, sendo que esta situação não faz muito sentido;

- Um talhão do Cemitério de São João (Cabacinhos) está preparado para que se esvaziem 80 velhos covais.

a) Rui Serrano (vice-presidente da Câmara)

21 de Janeiro de 2015:

- A Câmara Municipal de Abrantes vai construir, por administração directa, um terceiro talhão no Cemitério de Santa Catarina, providenciando espaço para 116 novas sepulturas. Este novo talhão será costruido com recurso ao sistema tradicional de imunação directa ao solo. Concluimos que, dada a natureza argilosa dos solos, há necessidade de os corpos ficarem mais tempo em decomposição aeróbia, a solução adoptada aquando da construção dos talhões 1 e 2.

A intervenção inclue a substituição do solo existente por um de natureza permeável, conforme normas de construção de cemitérios.

A obra tem inicio previsto para o final deste mês de Janeiro.

A autarca “recusou” que tenha havido um recuo por parte da autarquia, no que concerne ao modelo adoptado para este cemítério, construido em 2004, porque se vão manter as demais características e modo de funcionamento.

a) Maria do Céu Albuquerque (presidente da Câmara)

Fevereiro de 2015

Há papagaios com plumagem vistosa e pescoço emproado, cujo palrar é muitas vezes, traído pelo excessivo comprimento da língua. Coitados, os pássaros não são culpados.

Os mortos de Abrantes vão continuar a ser “exportados,” por tempo indeterminado, apesar de, há 30 anos, a autarquia procurar uma solução que garantisse  o espaço suficiente para o futuro.

a) Artur Lalanda (candidato a uma das 4 848 sepulturas, quando houver capela)