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COLUNA VERTICAL

"Barcelona respira liberdade e harmonia por todos os poros."

COLUNA VERTICAL

"Barcelona respira liberdade e harmonia por todos os poros."

23 Jun, 2017

Quem nos acode?

Recordar um post de 27-9-2011 de um homem vertical e combativo.  Como não há muitos. 

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Artur Lalanda

Artur Lalanda 1 (2).jpg

Dando crédito às afirmações de um ex-autarca da Câmara do Porto, cada português paga, em média, mil euros por ano de impostos para a sua autarquia. Claro que nesse valor não estão contempladas as várias taxas e tarifas que somos forçados a pagar, sempre que necessitamos de quaisquer serviços que, em exclusivo, dependem da Câmara ou Serviços Municipalizados.

Não vou abordar, aqui, o destino que é dado a todo esse dinheiro, nem sequer analisar a forma como é gerido, no entanto, há realidades que merecem a atenção dos munícipes que, distraídos, não dão conta de estar a ser, injustificadamente, explorados.

Se eu quiser executar obras de conservação na minha casa, nos termos do artº. 80º - A, do Decreto-Lei nº 555/99, de 16 de Dezembro, sou obrigado a comunicar à Câmara o início da obra, identificando o prédio com o nº de polícia e nome da rua.  Tais obras são isentas de controlo prévio, pelo que não envolvem a prestação de quaisquer serviços por parte de edilidade.

O estranho, é que os funcionários municipais não têm a esperteza dos carteiros dos CTT e para identificarem o local precisam, não de uma, mas de duas plantas de localização: uma à escala 1/25000 e outra à escala 1/2000.

Para completar a exploração do munícipe, mesmo que tenha essas plantas em seu poder, elas não são aceites (não são originárias da Câmara) e tem de pagar, por umas iguais, carimbadas pela Câmara, a módica quantia de 4,59 euros !

Pior fazem os Serviços Municipalizados: quem quiser pagar em seu nome, o recibo mensal (agora bi-mensal) da água canalizada, que vem sendo emitido em nome do anterior proprietário do imóvel, conte com 6,31 euros que é a tarifa de fecho da água (que ninguém pede e nunca acontece) e mais 11,05 euros que correspondem à tarifa da celebração de novo contrato.

Acontece que a celebração de contrato de fornecimento de água ou luz, não envolve quaisquer encargos (e se os houvesse caberiam ao fornecedor dos serviços) e a água não é desligada para voltar a ser ligada. Não há prestação de qualquer serviço.

Put…que os pariu! a EDP muda a titularidade do recibo, de borla! Tanto me faz pagar em meu nome como de um qualquer defunto!