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COLUNA VERTICAL

"Barcelona respira liberdade e harmonia por todos os poros."

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Artur Lalanda

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Transplantar orgãos num humano, passou a ser tarefa vulgar e rápida, mas transplantar a terra de um cemitério, como está a acontecer em Abrantes, além de constituir uma operação, talvez inédita no mundo, é obra para alguns meses.

Com início prometido para Janeiro do ano corrente, decorridos dois meses, podemos verificar que o espaço destinado às 116 sepulturas foi desventrado e o fundo coberto com uma camada de areão, que aguarda, há pelo menos duas semanas, a continuação dos trabalhos.

A terra argilosa retirada do local, bem podia ter sido descarregada no Vale da Fontinha, para adiantar o aterro previsto para este local.

A terra permeável, necessária para nivelar a área escavada, pelos vistos, ainda não foi localizada. Esperemos que não tenha que ser importada de Proença a Nova, através de um qualquer ajuste directo.

Quando estiver concluido este transplante, tendo em atenção  que o primeiro talhão com 159 sepulturas durou para 40 meses e o segundo com 134 ficou cheio ao fim de 39 meses, o novo talhão  ficará totalmente ocupado decorridos 32 meses.

Se, como afirmam os entendidos na matéria, as sepulturas dos dois primeiros talhões não puderam ser reutilizadas, e o tempo habitualmente considerado necessário para decomposição dos corpos, na terra, costuma ser de 5 anos, concluimos que o transplante em curso não resolve as necessidades normais de Abrantes e muito menos se tivermos o azar de surgir uma qualquer pneumónica.

Não se esquecem que as próximas eleições autárquicas terão lugar em 2017.