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COLUNA VERTICAL

"Barcelona respira liberdade e harmonia por todos os poros."

COLUNA VERTICAL

"Barcelona respira liberdade e harmonia por todos os poros."

Santana-Maia Leonardo

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No tempo da ditadura, os clubes portugueses viviam subjugados ao centralismo fascista de capital, estando a presidência da FPF destinada obrigatoriamente aos grandes de Lisboa, à boa maneira fascista e sem que os putativos democratas do Benfica e do Sporting se escandalizassem com isso.

Com o 25 de Abril e com o fim da obrigatoriedade da presidência da FPF ser dos grandes de Lisboa, o que só aconteceu, note-se, alguns anos após o 25 de Abril e com grande resistência do Benfica e do Sporting, acreditei que o futebol português seguisse definitivamente o caminho das ligas europeias.

Apenas despertei para a batota institucional e generalizada que estava implantada no campeonato português com o Apito Dourado. Mas o Apito Dourado não se resume nem se esgota nem nas escutas telefónicas selecionadas de acordo com a conveniências nem nas putas e nos árbitros.

Com efeito, qualquer pessoa séria que tenha a preocupação em conhecer o processo, ouvir as escutas telefónicas disponibilizadas e ler a fundamentação das diferentes decisões do Conselho de Disciplina e de Justiça e das sentenças penais e administrativas, chega necessariamente a duas conclusões que entram pelos olhos dentro: o FC Porto tinha ascendência e influência sobre o Conselho de Arbitragem e o SL Benfica controlava o Conselho de Disciplina e de Justiça.  

Ou seja, enquanto o FC Porto procurava ganhar o campeonato dentro de campo com a complacência dos árbitros, o SL Benfica procurava ganhar os jogos na secretaria através das doutas decisões do Conselho de Disciplina e de Justiça.

E com a fragilização do FC Porto, através das decisões do Conselho de Disciplina de Justiça que apenas foram revertidas dez anos depois pelos tribunais judiciais e administrativos, o SL Benfica viu aí uma oportunidade para tomar de assalto as instituições, servindo-se, designadamente, do grande apoio popular que tem, só comparável com o do Steua de Bucareste do ditador Ceausecu.

O Sporting, verdade se diga, sempre manteve alguma dignidade em todo este processo, que teve como consequência natural o ter ficado arredado dos títulos. Em Portugal, a honestidade e a seriedade não só não são recompensadoras como continuam a ser motivo de troça para os batoteiros e trafulhas que, infelizmente, aparentam ter um peso considerável na sociedade portuguesa.

E o Sporting, provavelmente cansado de ser gozado pelos batoteiros, resolveu entrar no jogo da batota, contribuindo para transformar a liga portuguesa num verdadeiro campeonato "Total Extreme Fighting" onde “vale-mesmo-tudo-até-tirar-olhos”.

Os sportinguistas estão certamente muito orgulhosos das boçalidades do seu presidente, sem sequer se darem conta do ridículo. Mas até nisso o Sporting tem azar: Bruno de Carvalho é demasiado ridículo para ser levado a sério. Até para líder de uma seita de batoteiros é necessário alguém que inspire um mínimo de confiança.

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