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COLUNA VERTICAL


Sábado, 14.05.11

AS DEMOCRACIAS LIBERAIS

João Carlos Espada - in Público de 25/4/11

 

O melhor sintoma da vitalidade de uma democracia adulta reside em não se falar dela. Esse é o sintoma de que uma democracia se tornou aquilo que de facto é: o regime político normal entre povos civilizados.

 

Numa democracia adulta, as pessoas discutem políticas rivais e comparam as vantagens e as desvantagens em adoptar uma ou outra. Mas não põem em causa, obviamente, o sistema de regras que lhes permite discordar e discutir livremente. A esse sistema de regras que permite a discussão e escolha livres chamamos democracia, mais exactamente democracia liberal. (...)

 

Não faz qualquer sentido discutir se o 25 de Abril valeu ou não a pena, tendo em conta a situação financeira e económica a que chegamos hoje. Alexis de Tocqueville respondeu a esses disparates de forma conclusiva, em 1856, no seu livro sobre O Antigo Regime e a Revolução:

 

«É bem verdade que, no longo prazo, a liberdade conduz sempre, aqueles que sabem conservá-la, ao bem-estar e muitas vezes à riqueza; mas há ocasiões em que ela perturba momentaneamente o usufruto desses bens; e há outras em que só o despotismo pode oferecer o seu usufruto passageiro. Os homens que só valorizam na liberdade o usufruto desses bens nunca a conservaram por muito tempo.


Aquilo que, em todos os tempos, ancorou a liberdade no coração de alguns homens foi o seu encanto próprio, independentemente dos seus benefícios: foi o prazer de poder falar, agir, respirar sem constrangimento, sob o único governo de Deus e das leis.»

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Sexta-feira, 06.05.11

ARTUR LALANDA ESCREVE A MANUELA RUIVO

Ex.ma Senhora

Presidente da Comissão Política Concelhia do PSD

Abrantes                                                             

 

A primeira vez que, no dizer de V.Exª., tive a coragem de lhe dirigir a palavra, fui surpreendido com a seu agradecimento por esse facto, acompanhado pela sua disponibilidade para me responder pessoalmente.

 

Recusei porque entendia que uma personalidade com a estatura de V.Exª.- Presidente da Concelhia, Deputada Municipal, Deputada Intermunicipal e Membro da Distrital do PSD – não deveria descer ao ponto de receber um vulgar eleitor, para lhe prestar esclarecimentos, que aliás não lhe pedira.

 

V.Exª. voltou a surpreender-me, reiterando o seu gosto e determinação em responder-me pessoalmente, até para me dar a oportunidade de a conhecer e poder tirar as minhas reais e fidedignas conclusões. Teve até a atenção de me facultar o discurso que proferiu na última comemoração do 25 de Abril, de cuja utilidade falarei mais adiante.

 

Até essa altura, de V.Exª. apenas sabia o nome – Manuela Ruivo -.

 

Por delicadeza, aceitei o seu convite e, enquanto aguardei com alguma ansiedade, a desejada conversa, tive ensejo de trocar impressões com duas pessoas das melhores relações de V.Exª. Nem calcula como me sentia importante, perante a deferência de uma Senhora tão prendada.

 

Pois bem. A legitimidade que não tinha quando dirigi a V.Exª. a primeira carta, pelo que me penitenciei, sobra-me agora, para voltar ao seu contacto. Acabei por conhecê-la melhor, sem a ter conhecido pessoalmente. Já desisti de esperar pela prometida conversa, mas não vou desperdiçar a oportunidade de dizer a V.Exª. o que penso sobre assunto, naturalmente com o devido respeito.

 

Antes, gostava de perceber porque desistiu. Quer parecer-me que V.Exª. terá sido aconselhada por alguma amiga que conhece a meiguice com que costumo tratar comportamentos criticáveis ou então por algum companheiro que continua a conduzi-la politicamente, alimentando-lhe a esperança de voos mais altos. A ambição não será defeito. Tudo depende dos meios que são utilizados para alcançar os fins.

 

Mas voltemos ao discurso. Foi bonito e próprio de um evento que o Povo já não festeja e a que já só acorrem os pensionistas do orçamento público. V.Exª. falou muito bem em “ânsia de protagonismo político”, em “dignidade na forma de estar na política”, em “nobreza de carácter”, em “busca da verdade”, em “ética”, em “valores” e em “valorização do mérito e do trabalho”. Confesso que fiquei na dúvida se foi V.Exª. quem escreveu aquelas palavras! Se foi, quero recomendar-lhe que leia, até fixar, um ditado popular que, em criança, ouvi com frequência da boca do meu Pai: “Pelo céu vai uma nuvem! Todos dizem: bem a vi! Todos falam e murmuram, mas ninguém olha para si”.

 

V.Exª. ao afirmar que “tem vergonha na cara”, que “quer fazer a diferença” e que “o seu único objectivo é elevar o nome do PSD em Abrantes”, está, na realidade, apenas a prolongar a agonia do partido porque nem os repetidos enxovalhos de que foi alvo, vomitados pelo execrável mandatário do seu parente, conseguiram que tivesse vergonha na cara, que se distinguisse de pessoas sem escrúpulos e sem valores e o que consegue, afinal, é evidenciar a sua desmedida ânsia de poder, não rejeitando nenhum meio para alcançar os seus fins.

 

Fica-me a sensação de que V.Exª. escolheu o cavalo errado, ao apoiar-se na estrutura partidária para atingir os seus objectivos. O apoio válido e duradoiro é o que vem dos eleitores e esse conquista-se com trabalho e sacrifícios, que o Povo não lhe reconhece.

 

Termino já. Creia que,sinceramente,lhe desejo as maiores venturas na sua vida privada, mas não posso deixar de recomendar a V.Exª. que se demita da Concelhia do PSD de Abrantes se, efectivamente, tem, como ÚNICO objectivo, elevar o nome do partido.

 

Atenciosamente 

Artur Lalanda

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Segunda-feira, 25.04.11

À sombra da azinheira

Tonho e Manel.jpg

MANEL 

Disse-me a minha mulher:

"Que país este tão vil

Que não celebra sequer

O 25 de Abril!..."

 

TONHO

É o preço que pagamos

Por ter Cavaco e Sampaio.

Agora só celebramos

O 28 de Maio.

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Sexta-feira, 08.04.11

REUNIÃO DA CÂMARA DE 4/4/11 (IX)

PONTO Nº4 - MUDANÇA DA PASSADEIRA DA AV. 25 DE ABRIL - ABRANTES

Proposta dos vereadores do PSD 

 

Proposta de Deliberação dos vereadores eleitos pelo PSD, Santana-Maia Leonardo e António Belém Coelho, sobre a mudança da passadeira sita na Avenida 25 de Abril, em Abrantes, mais para baixo, por forma a melhorar a sua visibilidade quer para os carros que descem, quer para os peões que iniciem a sua travessia do lado direito de quem sobe, que se anexa à presente acta.

 

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Deliberação: Aprovada, por unanimidade, como recomendação a remeter aos serviços. 

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Sexta-feira, 30.04.10

XXXVI

António Belém Coelho - in Primeira Linha 

 

São passados 36 anos sobre o 25 de Abril; é o mesmo que dizer que são passados 36 anos sobre uma porta de esperança. Mas porta essa que alguns tentaram arrombar logo desde muito cedo e que muitos outros têm tentado colocar fechaduras com código para que o acesso seja restrito.

 

Mas o País teima em comemorar o aniversário do 25 de Abril; os poderes instituídos de forma oficial, em cerimónias mais ou menos longas e nem sempre motivadoras, o Povo, de forma mais espontânea e muitas vezes assumindo contornos bastante críticos.

 

Hoje em dia, na verdade, já não comemoramos o 25 de Abril; comemoramos sim a esperança que ele nos trouxe, que ainda perdura e continuará a perdurar na exacta medida em que muitos dos seus ideais e anseios se perderam pelo caminho, subvertidos pelos interesses de alguns.

 

Quando pensamos no que é a justiça do nosso País, com um código penal que é um oásis refrescante para os criminosos, com montantes de custas judiciais que afastam deste direito a maioria dos cidadãos, com uma morosidade perfeitamente desmotivadora de a ela recorrer, culminada com a convicção (vinda de muitos exemplos) de que só quem pode pagar a grandes gabinetes de advogados almejará os seus objectivos, justos ou não, há que dizer: não comemoramos o 25 de Abril que querem que comemoremos, mas sim a esperança que ele ainda encerra.

 

Quando assistimos a uma infame multiplicação de lugares e prebendas, desde o poder central ao poder local, passando por outros patamares laterais como sejam institutos e empresas públicas e participadas pelo Estado, sem qualquer justificativo em termos de necessidades efectivas, mas respondendo apenas à necessidade de albergar amigos, correligionários e apoiantes da mesma cor, pagos por todos nós, há que dizer: não comemoramos o 25 de Abril que querem que comemoremos, mas sim a esperança que ele ainda encerra.

 

Quando assistimos anos a fio em termos de educação, a reformas contraditórias, ao abandono da seriedade e exigência, à demissão da autoridade de pais e encarregados de educação, à eliminação da autoridade dos professores, ao surgimento de novas vias de ensino em que o único valor acrescentado que trazem é o do facilitismo cada vez maior, destruindo assim o único activo valioso que ainda detínhamos, o humano, há que dizer: não comemoramos o 25 de Abril que querem que comemoremos, mas sim a esperança que ele ainda encerra.

 

Quando somos confrontados com índices de desemprego nunca vistos, com valores de dívida pública e privada face ao exterior perfeitamente trágicos, possivelmente potenciados pela crise internacional, mas de todo em todo, por nós originados, e ao assobiar para o lado dos nossos governantes, há que dizer: não comemoramos o 25 de Abril que querem que comemoremos, mas sim a esperança que ele ainda encerra.

 

Quando temos conhecimento de vencimentos e prémios de gestores de empresas públicas e participadas, que vivem pouco menos que em regime de monopólio, (logo, que teriam sempre avultados lucros, mesmo que fosse a mula da cooperativa a geri-las) e que representam mensalmente mais de quinhentas vezes o salário mínimo nacional, há que deixar bem claro: não comemoramos o 25 de Abril que querem que comemoremos, mas sim a esperança que ele ainda encerra.

 

E podia continuar por muitas mais páginas, porque infelizmente motivos e desilusões não faltam; mas dessas mesmas desilusões teremos que ir buscar a força para acreditar que alguma coisa poderá ser diferente.

 

Porque a esperança existe sempre! É a mais bela das qualidades humanas. E é também ela que nos permite acalentar o sonho de brevemente comemorarmos o 25 de Abril não pela data formal que encerra, mas pelo alcançar de objectivos e valores a que se propôs.

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Sexta-feira, 30.04.10

REUNIÃO DA CÂMARA DE 26/4/10 (extracto VI)

25 DE ABRIL

Declaração dos vereadores do PSD

 

Tal como a senhora presidente, também nós ficámos encantados com o centro de cravos que hoje enfeita a mesa das sessões. Mas, infelizmente, falta-lhe o essencial: o cheiro a cravo. Ou seja, os cravos de Abril mantêm a sua beleza formal, mas já perderam o seu bom cheiro, a sua essência.

 

Esperemos que isto não seja simbólico do tempo em que vivemos.

 

Também nós, vereadores do PSD, gostaríamos que a Câmara não se prendesse nos detalhes e no acessório, isto é, numa aparência de legalidade, mas se fixasse no essencial. E o essencial é cumprir o princípio «todos os homens são iguais».

 

Acontece que, trinta e seis anos depois do 25 de Abril, o princípio que é seguido pela maioria daqueles que detêm o poder é o proclamado por Napoleão, no “Triunfo dos Porcos”: «Todos os animais são iguais, mas há uns mais iguais do que outros».

 

E vivendo nós numa sociedade onde aqueles que não cumprem Abril se multiplicam como ratos, apenas dois gatos são manifestamente insuficientes para ganhar este combate. 

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Domingo, 25.04.10

ASSEMBLEIA MUNICIPAL DE 25/4/10

DISCURSO DO 25 DE ABRIL DE MANUELA RUIVO  

 

Para comemorar o significado do 25 de Abril enraizado nos ideais da liberdade e democracia, vieram-nos à memória as palavras de um célebre discurso de Martin Luther King “I Have a Dream”, inspirados nessas palavras e adaptando-as ao nosso concelho, o PPD/PSD de Abrantes também quer partilhar convosco um sonho.

 

Digo-vos, hoje, meus amigos, que apesar das dificuldades e contradições do momento, ainda tenho um sonho. É um sonho profundamente enraizado no sonho do nosso 25 de Abril.

 

Tenho um sonho que um dia o concelho de Abrantes, um concelho cheio de assimetrias, tocado muitas vezes pela injustiça e pelas desigualdades, será transformado num lugar mais democrático e mais justo.

 

Tenho um sonho que os nossos filhos viverão um dia num concelho onde os concursos públicos e nomeações, não serão decididas pela cor do cartão partidário, mas sim, pelo mérito e competência de cada um.

 

Tenho um sonho que um dia as freguesias rurais do concelho, despovoadas, com más acessibilidades, onde os idosos são abandonados e esquecidos, possam oferecer aos seus filhos as mesmas condições e oportunidades de que gozam as freguesias urbanas, caminhando juntas, lado a lado, como iguais.

 

Eu tenho um sonho. Esta é a nossa esperança.

 

Esta é a fé com que muitos regressamos todos os fins de semana às nossas freguesias rurais. Com esta força seremos capazes de retirar da montanha do descontentamento uma pedra de esperança. Com uma política construtiva poderemos transformar as dissonantes discórdias saudáveis do nosso concelho numa bonita e harmoniosa sinfonia de fraternidade. Com empenho e humildade política, de uma vez por todas, poderemos trabalhar juntos e iniciar o verdadeiro desenvolvimento do nosso concelho.

 

Esse será o dia quando todos os jovens poderão cantar com um novo significado: "O meu concelho é teu, doce terra de liberdade, de ti eu canto. Terra onde vivem os meus pais, terra de que me orgulho, que de cada localidade ressoe a liberdade".

 

E se o concelho de Abrantes quiser ser um melhor concelho como merece, o sonho tem que se tornar realidade.

 

Que a democracia ressoe então das prodigiosas arribas do rio Tejo. Que a democracia ressoe das poderosas planícies do sul do concelho e das margens da barragem do norte do concelho. Que a democracia ressoe do altaneiro castelo de Abrantes!

 

Mas não só isso! Que de cada munícipe, a democracia ressoe. Que a democracia ressoe dos nossos órgãos representantes do poder local, da Câmara Municipal, das Juntas de Freguesia e Assembleias. Que a democracia ressoe de todas as colectividades do concelho. Que a democracia ressoe de todas as rádios e jornais do concelho, principalmente do Jornal de Abrantes e do Boletim Municipal. Que de cada localidade, a democracia ressoe.

 

Quando conseguirmos que a democracia ressoe, quando a deixarmos ressoar de cada lugar, de cada aldeia, de cada vila, de cada freguesia e da nossa cidade, seremos capazes de apressar o dia em que todos nós, sem qualquer distinção, poderemos dar as mãos e comemorar a plenitude da democracia.

 

Este é o meu sonho.Este deverá ser o sonho de todos nós.

 

Viva a Democracia! Viva Abrantes! Viva Portugal!

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Segunda-feira, 04.05.09

XXXV

por António Belém Coelho

 
Estamos a comemorar 35 anos de vida do regime democrático que os protagonistas do 25 de Abril de 1974 felizmente nos possibilitaram conhecer e viver. Fazemo-lo no meio de grave crise a todos os níveis: económico, social, político, dos próprios pilares do Estado de direito, de liderança, etc. Parece que nada escapa à enumeração.
 
Quando referi crise, faria mais sentido dizer crises, pois efectivamente atravessamos duas crises em simultâneo: uma, de carácter exógeno, experimentada por todo o mundo, com as causas já determinadas e apontadas mas ainda sem remédio eficaz que permita vislumbrar o seu fim e o início da recuperação; outra, doméstica, de índole estrutural, que nunca soubemos efectivamente ultrapassar e que se manifesta quase permanentemente, agudizando-se terrivelmente quando coincide com crises regionais ou mundiais, como agora acontece.
 
Efectivamente a nossa saúde, a saúde do país, nunca foi grande coisa. De vez em quando, lá arribava, mas quando de fora vinham injecções salvadoras; mas por dentro, as coisas mesmo parecendo por vezes correr bem, logo voltavam ciclicamente a prostrar o paciente. Convirá aqui dizer, em todo o caso, quer para aqueles que não viveram tempos anteriores ao 25 de Abril, quer para aqueles que esqueceram ou engavetaram as memórias desse tempo, que as diferenças em termos de vida quotidiana e de acesso a muita coisa são abissais. Ou seja, muito de positivo foi feito, mas também muitos domínios, talvez importantes, foram deixados para trás.
 
Os Capitães de Abril abriram-nos uma porta que conduzia a caminhos ligados de forma siamesa: a Liberdade e a Responsabilidade. E nunca será demais realçar o nosso agradecimento colectivo cuja melhor expressão seria vivermos hoje num país mais desenvolvido, mais justo, mais solidário, menos dependente, menos inconsequente. Numa palavra, mais feliz.
 
Soubemos agarrar e percorrer o primeiro caminho, o da Liberdade, com ambas as mãos. Do segundo, já não poderemos dizer o mesmo. Porque em Liberdade, em Democracia, temos sempre os Governos que merecemos. Nem mais, nem menos. A responsabilidade do que somos, do que não somos e deveríamos ser, do que gostaríamos de ser mas não somos, não é do 25 de Abril nem dos seus fautores. É exclusivamente nossa, colectiva.
 
E aqui reside um dos paradoxos da Liberdade. Muitas vezes criticamo-la (em liberdade) por não sabermos usar a responsabilidade que ela própria transporta. E é fundamentalmente nesta dicotomia que os homens oscilam, que as Instituições hesitam, que o país falha. Provavelmente só a História, daqui a uma relativa distância poderá fazer conjecturas sobre o que realmente falhou. A nós só nos resta, dentro da visão parcelar que temos, ir corrigindo a trajectória em direcção ao rumo que pensamos ser certo, o que pressupõe, uma vez mais, responsabilidade colectiva de que não estou seguro que efectivamente tenhamos.

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