Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]

COLUNA VERTICAL


Quinta-feira, 26.05.11

VALORIZAR É PRECISO

Anabela Crispim (Profissional de RVCC) 

 

Ouvimos todos os dias críticas às Novas Oportunidades. A maior parte das vezes proferidas por quem não conhece minimamente aquilo de que está a falar.

 

Por que temos medo, por que criticamos aquilo que não conhecemos?

 

Trabalho diariamente com homens e mulheres que tiveram muito cedo que “se fazer à vida” e começar a trabalhar. Homens e mulheres que chegam ao nosso Centro, com uma diversidade de competências de vida que são reconhecidas a um nível de escolaridade básico ou secundário.

 

Homens e mulheres que dão um novo significado àquilo que já sabem: na Matemática para a Vida, na Linguagem e Comunicação, nas Tecnologias de Informação e Comunicação, na Cidadania e Empregabilidade. Conheço todos os dias homens e mulheres, de todas as idades, que nunca mexeram num computador. Homens e mulheres que mostram orgulhosos o seu trabalho: “ Professora, fiz tudo sozinho! Agora até já falo com os meus netos no computador!”

 

Conheço todos os dias, homens e mulheres que trabalham duro nas mais variadas profissões e vêm com coragem pedir a certificação das suas competências por que sabem que têm valor. As suas competências de vida pessoais, profissionais e sociais são importantes.

 

“Contar a História de Vida e ter o 12º Ano! Que patranha!” – Todos os nossos candidatos sabem que não é apenas isso. A história de vida de um candidato é um pretexto para mostrar competências em áreas como Cidadania e Profissionalidade, em Sociedade, Tecnologia e Ciência, em Cultura, Língua e Comunicação.

 

O processo de RVCC é discutível? Deve ser melhorado? Claro que sim! Melhoramo-lo nós, todos os dias. Trabalhamos todos os dias em prol da sua credibilidade. Tentamos adaptá-lo à singularidade de cada um dos nossos candidatos, aproveitando ao máximo as competências de cada um. O processo de RVCC envolve uma equipa de profissionais das mais variadas áreas, pois só assim se pode desenvolver o potencial de cada candidato. Todos os dias, fazer este trabalho é um desafio para todos os profissionais envolvidos.

 

Obrigada Filipa, por ser a porta-voz de todas as mulheres que não se acomodam e dão exemplo de vida e conhecimento! Obrigado Mário, pela garra com que se empenha na luta diária por uma vida melhor na sua freguesia! Obrigado Adelino, pela competência de construir todos os dias obras que engrandecem o nosso país! Obrigado José Luís, por continuar a ser mediador de culturas, pela responsabilidade para com todos aqueles que consigo trabalham! Obrigado Rui, por estar na oficina sempre que preciso de lá levar o meu carro! Obrigada Maria, por ter lutado pela constituição da creche onde deixamos os nossos filhos! Obrigado Francisco, por fazer funcionar o nosso telefone e Internet! Obrigado Paulo, por contribuir para o bom funcionamento do lar onde visito o meu avô! Obrigado Alberto, por proteger e preservar locais tão bonitos da terra que amo!

 

Obrigado a todos, por contribuírem para a valorização deste país.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Quarta-feira, 10.06.09

O GRITO DE FÉNIX

por Anabela Crispim

 
Nasci com a liberdade e cresci com ela. Aprendi, nos bancos da escola, o seu preço em lágrimas e vidas destroçadas. A vida moldou-me o carácter e, como diz Fernando Pessoa, juntei todas as pedras para um dia construir um castelo.
 
Querem fazer-nos acreditar que livre é quem tem poder económico, mas isso não passa de engodo. Livre é quem sabe dizer não. Dizer não à corrupção, ao clientelismo, ao marketing promocional só para inglês ver - barato ainda assim porque é pago com o nosso dinheiro. Livre é quem dá a cara pelas convicções sem temer represálias. Livre é quem não se esconde, que não tem medo de errar porque só não erra quem não faz.
 
Meus senhores, quem nasceu com a liberdade e quem sabe o seu valor que dê um passo em frente. Quem ama a liberdade que avance para dar o seu contributo. Quem ama a liberdade e acredita na democracia que se ponha a caminho.
 
Não à soberba dos dinossauros que conspiram nos cantos e tecem as teias da própria sepultura. É hora de abrir as janelas e arejar a casa! É a hora da mudança!
 
Acreditar nas pessoas é acreditar no potencial humano. Acreditar nas pessoas é acreditar que podemos fazer melhor. Acreditar nas pessoas é rejeitar o verniz, o snobismo de quem acha que sabe tudo, rejeitar a acrítica gratuita de quem não tem nada para dizer. Acreditar nas pessoas é estar atento aos problemas propondo soluções exequíveis e rejeitar as esmolas. Acreditar nas pessoas é fazer escolhas e exigir responsabilidades. Acreditar nas pessoas é ir à frente, apenas, para dar o exemplo.
 
Quem fica indiferente na sua mesmice não merece os louros da vitória.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Terça-feira, 09.06.09

EX.MA SENHORA DR.ª MARIA DO CÉU

(Esta carta foi enviada para o site da Dr.ª Maria do Céu Albuquerque)

 

Foi hoje publicado no seu site um post assinado por Anabela Crispim com o seguinte teor: «Parabéns pela coragem, acredito na sua FORÇA!».
 
Como sabe, pertenço à comissão política da candidatura de Santana Maia à Câmara de Abrantes. É certo que há muitas Marias na terra, mas, ao permitir que seja publicado no seu site um post daquele teor e assinado por Anabela Crispim, não pode deixar também de saber que qualquer leitor concluirá inevitavelmente como sendo eu a autora da mensagem.
 
Ora, isso põe em causa o meu bom-nome, uma vez que não sou pessoa de duas caras. Agradecia, por isso, que publicasse este esclarecimento, demonstrando assim a sua boa fé na publicação de tão infeliz comentário.
 
Atenciosamente
Anabela Crispim

Autoria e outros dados (tags, etc)

Terça-feira, 05.05.09

28 ANOS DE ACTIVIDADE MUSICAL

por Anabela Crispim

 
No passado Sábado, dia 2 de Maio, a Banda Filarmónica Mourisquense comemorou com os seus músicos, associados e amigos, vinte e oito anos de actividade musical. Convidados de honra foram os músicos da Associação Filarmónica Montalvense 24 de Janeiro, banda dirigida pelo maestro José Miguel Rodrigues, também maestro da banda anfitriã.
 
Vinte e oito anos de actividade musical, hoje com uma nova dinâmica e com grandes apostas na formação de novos músicos. A Banda Filarmónica Mourisquense tem, neste momento, a funcionar a Escola de Música, com vinte crianças inscritas, dos três aos seis anos, que têm aulas de educação musical com a professora Lúcia Mendes.
 
A Banda Filarmónica Mourisquense é constituída por trinta elementos de Mouriscas, mas também de Sardoal, Montalvo, Mação, Carregueira e Constância. A efeméride contou com a apresentação aos presentes de quatro novos músicos e com a homenagem, por parte do Presidente da Direcção, Armando Alves, aos músicos mais antigos, dois deles com mais de vinte anos de actividade musical na Banda.
 
Para o futuro, a Direcção pretende ter uma banda inteiramente da casa, isto é, com músicos formados inteiramente na sua escola de música, divulgando ao mesmo tempo o seu trabalho o mais possível. Segundo Armando Alves, é muito importante a colaboração com outras associações de forma a trazer a juventude para a actividade musical.
 
A Direcção convida todas as pessoas a conhecer o trabalho da Banda Filarmónica Mourisquense.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Terça-feira, 14.04.09

MOURISCAS EM MOVIMENTO

por Anabela Crispim

 
Aproveitando a presença em Mouriscas de muitos dos filhos da terra nesta altura de festas de Páscoa, os promotores do blog “Mouriscas em Movimento” levaram a efeito, no passado dia 11 de Abril, nas instalações do antigo Colégio Infante de Sagres, hoje um dos pólos da Escola Profissional de Desenvolvimento Rural de Abrantes, o evento “Mouriscas em Discussão”.
 
O encontrou contou com a participação de Orlando Dias Agudo, João Alberto Abreu, Maria Elsinha Delgado Branco, Ricardina Dias Pires Fernandes Lourenço e Luís Marques Barbosa. A moderação do debate esteve a cargo de Jerónimo Jorge.
 
No primeiro painel, foi feita uma incursão ao passado tendo sido retratados pelos intervenientes os anos de ouro da “aldeia de Mouriscas” em que o azeite, as passas, as cerâmicas e a espartaria, a par da pesca no Rio Tejo, proporcionavam aos seus habitantes o sustento das famílias. Nos anos 60, anos áureos das actividades culturais, muitos foram os nomes da canção que passaram pelas festas da aldeia. Com ousadia e trabalho, foram ultrapassadas dificuldades e os projectos tomaram forma.
 
Mas o objectivo da organização, longe do saudosismo do passado, foi precisamente perspectivar, através da discussão de pontos de vista, o futuro da freguesia. Sendo uma freguesia de fronteira entre Ribatejo, Alentejo e Beira Baixa e tendo boas acessibilidades de âmbito nacional, Mouriscas possui características intrínsecas para se desenvolver para além das suas fronteiras geográficas. À beira do rio Tejo e com uma paisagem magnífica, com história e património, a freguesia tem ainda como factor de desenvolvimento potencial a Escola Profissional de Desenvolvimento Rural de Abrantes, escola que possuiu das melhores estruturas que se encontram a nível europeu. A inexistência de uma rede de saneamento básico e um PDM demasiado restritivo são dois dos grandes pontos fracos apontados pelos intervenientes como entrave ao desenvolvimento da freguesia. Para além disso, Mouriscas possui mais de uma dezena de associações culturais e recreativas que, muitas vezes, não comunicam entre si. O desenvolvimento passará também pelo envolvimento de todos. Há pois que fazer a ponte entre o passado e o presente, unindo esforços para que esta terra possa ser também a terra dos nossos filhos, criando condições para que estes aqui se sintam bem.
 
Segundo um dos intervenientes no debate, actualmente a residir em Bruxelas e responsável pelo controle de projectos de desenvolvimento regional, a receita é: “Trabalhar, trabalhar e trabalhar.”
 
Bom trabalho a esta equipa que está a “movimentar” os mourisquenses! E já agora visite o seu blog em: http://mouriscasmovimento.blogs.sapo.pt/

Autoria e outros dados (tags, etc)

Domingo, 04.01.09

MOURISCAS - UMA TERRA COM FUTURO

 

Em primeiro lugar, e para aqueles que possam achar que vesti a camisola de um partido, gostaria de salientar que não gosto de laranja e muito menos de cor-de-rosa. Prezo a liberdade e, dado que, “quando duas pessoas pensam da mesma maneira, uma é dispensável”, aceitei o desafio de colaborar com amarabrantes.
 
Nasci em Abrantes, mas cresci e fui criada em Mouriscas, de onde saí para estudar, primeiro na minha cidade e depois na cidade de Évora. Acalentei o sonho de poder permanecer na minha terra e aí criar os meus filhos e dar-lhes a qualidade de vida a que todas as crianças têm direito.
 
Vivemos numa terra com História e de muitas histórias e as histórias preenchem os sonhos. Basta olhar para a paisagem deslumbrante deste rio, olhar para o castelo de Abrantes pousado numa nuvem de neblina ou assistir às cores do Sol poente e a alma de cada mourisquense torna-se mais forte. Foi esta terra que escolhi para viver, na esperança de aí construir o meu futuro. E Mouriscas é uma terra com futuro, mas que não seja apenas para os que, tendo nascido fora, escolhem esta terra para viver, mas também para todos aqueles que aqui nasceram.
 
Tenho assistido ao crescimento da minha cidade e, de facto, Abrantes está diferente, para melhor, diga-se de passagem. Tornámo-nos mais urbanos, enfeitámos a zona ribeirinha, construímos um estádio municipal e até teremos um Museu Ibérico, vejam só! Ficámos mais refinados e mais vendáveis aos olhos dos que estão fora do concelho, somos excelentes no marketing! E falo no plural dado que, também eu, enquanto cidadã, cumpri o meu dever através do voto. Mas fomos enganados.
 
Em Mouriscas, na maior parte das ruas, não existe rede de esgotos. Os que existem correm a céu aberto no primeiro riacho, mas cuidadosamente escondidos dos olhares dos forasteiros. O fedor e os mosquitos é que não se podem disfarçar nas noites quentes de verão. É vulgar ver nas valetas as águas residuais das máquinas que vão directas para os ribeiros onde a minha mãe, quando eu era miúda, lavava a roupa.
 
Os jovens pais, casais cheios de sonhos, vêem-se obrigados a levar os filhos para creches e escolas de outras freguesias, por falta de respostas para as suas necessidades de apoio à família. Sortudos aqueles que têm os avós disponíveis para cuidar deles após a hora do Jardim-de-infância ou do Primeiro Ciclo! Os pais, sobretudo os mais preparados, não têm outro remédio senão procurar emprego noutras cidades, muitos têm mesmo que abandonar a freguesia e até mesmo a cidade por falta de empregos compatíveis com as suas qualificações.
 
Os nossos filhos senhores, com sorte, vão duas vezes por ano usufruir do nosso estádio municipal que está praticamente às moscas (obséquio da Câmara Municipal).
 
A maioria dos nossos pais, com emprego precário e poucas qualificações, tomara terem dinheiro suficiente para sustentar a família até ao fim do mês quanto mais para os levar à piscina!
 
Na nossa cidade, ao contrário do que acontece em outras não muito distantes, não existe habitação social para apoiar os que mais precisam!
 
Em Mouriscas, à semelhança de muitas outras escolas, são os pais que contribuem, todos os meses, para comprar o papel que se gasta na escola nas fotocópias necessárias.
 
No Jardim-de-infância, são os pais que pagam as senhoras que dão apoio às crianças à hora do almoço e isto, pasme-se!, no tempo do Magalhães! Alguns até podem passar necessidades, mas o Magalhães parece que já ninguém lhes tira!
 
Não há um parque infantil para as nossas crianças e, para os estudantes que vão para o 5º ano, bem podem esperar sentados que quem de direito se preocupe em adequar os horários dos transportes públicos às necessidades das crianças! Mais vale deixá-los ir para Mação ou para Sardoal, até fica mais barato à Câmara!
 
É por estas e por outras que digo que fomos enganados. Como no tempo dos Descobrimentos, continuamos não a apostar nas pessoas, mas nas grandes obras que só servem o interesse de muito poucos, mas que ficam para a História! Esquecemo-nos contudo, que as obras estão por pagar e, mas cedo ou mais tarde, é do bolso de cada um de nós, mais uma vez, que sai o dinheiro!

Autoria e outros dados (tags, etc)


Perfil

SML 1b.jpg



Visitantes


Pesquisar

Pesquisar no Blog  

Quimeras


Alma, Eléctrico!


Livros

Capa - 3ª Edição.jpg

Capa - Frente.jpg

Capa Bocage.jpg 

Capa.jpg 

Eléctrico - Um Clube com Alma.jpg

Mistério Sant Quat (I).jpg


Livros-vídeo


eBooks




calendário

Maio 2019

D S T Q Q S S
1234
567891011
12131415161718
19202122232425
262728293031

Arquivo

  1. 2019
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2018
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2017
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2016
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2015
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2014
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2013
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2012
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2011
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2010
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D
  131. 2009
  132. J
  133. F
  134. M
  135. A
  136. M
  137. J
  138. J
  139. A
  140. S
  141. O
  142. N
  143. D
  144. 2008
  145. J
  146. F
  147. M
  148. A
  149. M
  150. J
  151. J
  152. A
  153. S
  154. O
  155. N
  156. D