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COLUNA VERTICAL


Sexta-feira, 26.06.09

MUSEU IBÉRICO DE ARTE E ARQUEOLOGIA

por António Castelbranco

 
O projecto para o Museu Ibérico de Arte e Arqueologia pode ser interpretado da seguinte forma: É uma ideia que à partida até pode parecer apelativa e à moda dos grandes centros urbanos, das cidades cosmopolitas, mas que, em Abrantes, não encontra o contexto necessário para uma existência pacífica como o centro histórico onde se quer localizar e impor.
 
 Trata se de uma proposta muito simples: é um paralelepípedo - provavelmente - em betão branco e sem quaisquer aberturas nas fachadas (ao estilo do Pavilhão do Conhecimento na Expo 98, que é do mesmo arquitecto) com uma altura de aproximadamente 30 metros!!! (ou seja o correspondente a um prédio de 10 andares). Mas que tem a possibilidade de ser recoberto com uma tela plástica do género daqueles reclames nas empenas dos edifícios em Lisboa. Penso que é esta a ideia, ou seja um MEGA placard de cultura publicitária e efémera … Enfim, é uma ideia muito FASHION aqui “prós pacóvios” abrantinos!!! Que não percebem nada daquilo que é estar na crista da onda cultural…
 
Perguntavam-me no outro dia por que é que eu não estou de acordo com esta proposta. Devo dizer que tenho muitas razões para discordar da ideia subjacente a este projecto, mas hoje vou só falar de informação, vou falar de democracia participativa e de participação cívica, aquilo a que se chama de cidadania! E por isso pergunto-me: será que os abrantinos estão informados do que se prepara para ser construído no centro histórico da nossa cidade? E, se estão, será que é esta a solução que querem? Em todo o caso, ao que parece, o projecto já foi aprovado pelo IGESPAR (antigo IPPAR)
 
 Apesar disto, houve uma sessão de esclarecimento na Igreja do Castelo, no dia 25 de Junho, que parece um tanto fora de tempo, uma vez que o projecto já foi aprovado. Faz lembrar aquelas situações em que primeiro se dá o tiro e depois pergunta-se ao morto se ele era culpado. Todavia, penso que ainda é altura de incentivar uma discussão pública e verdadeira, e o debate, mostrando ao país que Abrantes não prescinde de tomar uma atitude informada e de cidadania!
 
Em todo o caso, aproveito ainda para vos apresentar uma opinião de um amigo que me mandou no mês passado. É uma opinião que, por ser eloquente, quero partilhar convosco (Carlos Fernandes é meu colega e está ligado às questões do património e da Cidade).
 
 «Olá, António,
 A expressão arquitectónica (Museu Ibérico de Arte e Arqueologia) sugerida pelas fotografia confirmam a neurose obsessiva pela afirmação de autoria sem consideração pela maior das virtudes associadas ao génio da séria e intemporal autoria, a saber, a humildade.
 Abrantes, se optar pela distracção ou se se deixar iludir pela efemeridade das paixões, pode estar a adquirir um produto que não resistirá à falência de autorias apressadas.
Um abraço, Carlos Fernandes»
 
Espero que com estas opiniões tenha contribuído para incentivar o diálogo e a melhorar a nossa cidade!

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Quinta-feira, 25.06.09

ENTREVISTA COM O ARQUITECTO PHIL HAWES

 

Phil Hawes, arquitecto americano, discípulo do famoso arquitecto Frank Lloyd Wright, e arquitecto do conhecido projecto Biosfera 2, esteve em Abrantes, aproveitei para o entrevistar:
Mário Semedo: agora que teve contacto com o projecto para o Museu de Ibérico, qual a sua opinião sobre o projecto?
Phil Hawes: Estou completamente estupefacto com a arquitectura proposta para o Museu Ibérico. Caridosamente falando é uma abominação ego-maníaca. Está para além do meu entendimento como é possível que os residentes de uma cidade tão bela como Abrantes possam seriamente considerar uma úlcera como esta na paisagem de sua cidade. O impacto que este edifício vai ter irá negativamente mudar para sempre o aspecto actual da cidade de Abrantes, uma vez que irá abrir o caminho para a sua futura degradação visual.  
Para lhe dizer a verdade, nem sequer Speer (o arquitecto de Hitler) consideraria tamanha declaração ditatorial, contudo ... talvez Estaline estivesse mais inclinado para semelhantes declarações arquitectónicas! 
Mário Semedo: Considera por isso que o projecto tal como está não deveria ser construído?
Phil Hawes: Espero não ter deixado qualquer dúvida na sua mente; considero este projecto como um completo desastre arquitectónico. Não posso imaginar nenhum estudante do primeiro ano de arquitectura conceber algo tão ofensivo e destrutivo para o tecido da comunidade. Com efeito, tenho sido professor de arquitectura em 4 universidades diferentes na E.U.A. e na Europa, e posso dizer-lhe que eu nunca tive um aluno que me fizesse algo tão fora de escala, tão fora de contexto, e tão longe de qualquer realidade actual.

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Segunda-feira, 01.06.09

MUSEU IBÉRICO

por António Castelbranco

 

 
 
 
 
 
 
 
 
Quero partilhar convosco umas imagens do que se pretende construir em Abrantes: o Museu Ibérico de Arqueologia. É uma ideia óptima, mas parece-me um projecto completamente fora de contexto.
 
Faz muito lembrar o pavilhão do conhecimento da Expo 98, mas no meio do centro histórico de Abrantes e, ainda por cima, na cumeeira, o que vai torná-lo visível a 40 km de distância, sem falar do facto que o volume vai ensombrar completamente o actual convento e biblioteca (de resto nota-se a dita sombra nas fotos).
 
Enfim, eu pensava que este género de arquitecturas já estava fora de moda…
 
Na imagem dá para ver a dimensão volumétrica quando comparada com o Convento de São Domingos. Ainda por cima este volume está montado sobre a muralha da fortaleza….
 
Artigos relacionados: «O MUSEU IBÉRICO» e «O CAIXOTE DA PRAXE»

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Sexta-feira, 22.05.09

O CAIXOTE DA PRAXE

 por António Castelbranco

 

Tive notícia de que o projecto para o Museu Ibérico está em fase de aprovação final. Não vamos falar de custos de projecto, nem de custos de construção, nem de custos de manutenção do museu, nem de quem os vai pagar… nem tão pouco vamos falar da crise! Vamos falar de informação, e vamos falar de democracia participativa, de participação cívica, em suma de cidadania!
 
Será que os abrantinos estão informados do que se prepara para ser construído no centro histórico da nossa cidade?... E se estão será que é esta a solução que querem? Penso, por isso, que é altura de incentivar a discussão pública, o debate e o reforço de uma atitude de verdadeira cidadania.
 
Em termos gerais, trata-se de um projecto – cuja maqueta esteve exposta na biblioteca – que tem a forma de um paralelepípedo e que, na sua base quadrada, terá cerca de 20 a 25 metros de lado, tendo uma altura aproximada de 30 metros, ou seja, correspondente a um edifício de 10 pisos. As fachadas não apresentam quaisquer janelas, varandas ou aberturas para o exterior, mas a cobertura, em terraço, parece indicar a existência de uma clarabóia.
 
Neste espaço vão ser colocadas as colecções de João Estrada, Maria Lucília Moita e João Charters de Almeida. São peças de grande valor e interesse artístico. Também servirá para albergar uma série de actividades museológicas que aqui se irão desenvolver.
 
Em conclusão, quero referir que este museu é de grande interesse para Abrantes, mas que os abrantinos não podem ficar alienados de um processo de decisão tão importante como este, que a sua opinião conta, é importante que se manifestem sobre os aspectos positivos e negativos que este edifício (um paralelepípedo com a altura de um prédio de 10 andares) irá ter na skyline, na silhueta da sua cidade, uma vez que o seu impacto visual irá para sempre alterar a vista da nossa cidade.

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Sábado, 04.04.09

QUANDO O LUXO VEM SEM ETIQUETA

 

O tipo desce na estação de metro de NY vestindo jeans, t-shirt e boné, encosta-se próximo à  entrada, tira o violino da caixa e começa a tocar com entusiasmo para a multidão que passa por ali, bem na hora rush matinal. Durante os 45 minutos que tocou, foi praticamente ignorado pelos transeuntes, ninguém sabia, mas o músico era Joshua Bell, um dos maiores violinistas do mundo, executando peças musicais consagradas num instrumento raríssimo, um Stradivarius de 1713, estimado em mais de 3 milhões de dólares.
 
Alguns dias antes, Bell tinha tocado no Symphony Hall de Boston, onde os melhores lugares custam a “bagatela” de 1000 dólares. A experiência, gravada em vídeo, mostra homens e mulheres de andar rápido, copo de café na mão, telemóvel ao ouvido, crachá balançando no pescoço, indiferentes ao som do violino. A iniciativa realizada pelo jornal The Washington Post era a de lançar um debate sobre valor, contexto e arte.

Conclusão: Compramos a forma e o marketing da apresentação e não o conteúdo. Só estamos acostumados a dar valor às coisas quando estão no contexto convencionado.

Bell era uma obra de arte sem moldura. Um artefacto de luxo sem etiqueta de glamour. Somente uma mulher reconheceu a música...

O vídeo da apresentação no metro está no You Tube e pode vê-lo clicando sobre a imagem.

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Quinta-feira, 05.03.09

OPORTUNIDADE

por António Belém Coelho

 
Terá sido hoje inaugurado um monumento ou obra de arte situada em pleno Aquapólis. Conforme já tive ocasião de referir publicamente em sede de Assembleia Municipal, não me pronuncio sobre a excelência da arte, seja ela qual for e de que forma se apresentar. Aliás, reconheço que o autor desta obra é um artista de renome nacional e internacional, com muitas das suas obras espalhadas por cá e pelas sete partidas do mundo. A minha contestação vai para a oportunidade escolhida para a realização deste evento.
 
Todos se queixam que os recursos são escassos, e os responsáveis autárquicos disso têm feito eco. Basta ver os preâmbulos habituais dos orçamentos da Câmara Municipal. Se isso é verdade em tempos ditos normais, com a crise actual, cujo fim ainda não se avista no horizonte, essa escassez deverá tornar mais criteriosa, selectiva e responsável a sua aplicação.
 
A construção da referida obra de arte, importa em cerca de 246.000€, acrescidos do IVA em vigor. Já nem referimos o contrato de prestação de serviços efectuado com o autor, que faria certamente subir este valor mais algumas dezenas de milhares de euros.
 
Não existiriam, neste momento, outras prioridades a que afectar estes recursos? Certamente que sim e creio mesmo que a dificuldade estaria na escolha, não em elencá-las. Enfim, parece que queremos mesmo ser uma cidade imaginária, parecendo rica pelo exterior, mas cada vez mais pobre naquilo que realmente interessa: no emprego, na criação de riqueza, na solidariedade entre as pessoas e também na solidariedade das diferentes e diversas freguesias que compõem o concelho.
 
Só mais uma palavra, apenas, para expressar a minha opinião pessoal sobre a colocação daquela obra (ou de qualquer outra com volumetria e envergadura semelhantes) naquela zona: não será um elemento extremo de ruptura numa paisagem caracterizada pela planura e suavidade de linhas?

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Quarta-feira, 11.02.09

ARTE

por António Belém Coelho

 
Mas a verdadeira questão, nem sequer é bem essa. Então, numa altura em que toda a gente e muitas instituições contam os tostões, é moralmente responsável gastar verbas naquela obra?
 
Não sei ao certo quanto é, porque ainda não me dei ao trabalho de tal, mas, pelo que me informaram, tenho por certo que orçam várias dezenas de milhares de euros. Não há dúvida de que há dinheiro para deitar fora. À custa do contribuinte que tudo vai pagando, mesmo os delírios mais ou menos artísticos de quem manda.
 
E tenhamos em mente que todo o Executivo do Partido Socialista da Câmara Municipal de Abrantes é responsável por esta e por outras! Quer quem sai, quer quem fica e se propõe continuar.

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Domingo, 08.02.09

O MONÓLITO

 por Manuel Catarino

 
Armado em tonto, a cantarolar logo de manhã, porque só pode ser tonto quem cantarola com esta crise, meto a chave na caixa do correio e sai de lá de dentro uma molhada de papel. Umas poucas contas e um montão de publicidade de produtos que eram um regalo para os olhos e uma asfixia para a carteira. No meio deste embrulho vejo uma revista com um papel de superior qualidade e uma excelente impressão, seguramente cara.
 
Mas, se a primeira publicidade era gratuita, já esta revista, também ela de publicidade mas encapotada, daquela publicidade subliminar que é proibida aos publicitários, foi-me posta na caixa do correio porque eu, contribuinte, involuntariamente, já a tinha pago e bem cara. O seu interior era um olhar para dentro da obra do executivo e uma afronta a gastos sumptuosos para um concelho com tantas carências. Já a contracapa apresentava uma composição de arquitectura vetusta, elegante e sóbria como é a cidade de Abrantes e, no meio destes “monumentos”, um monólito.
 
Sabem os senhores governantes que esta composição fez-me retroceder aos anos 90, quando o país presidiu, pela primeira vez, à Comunidade e se construiu também um edifício paralelipipédico junto ao Mosteiro dos Jerónimos a que pomposamente chamaram Centro Cultural? Seguramente conhecem as controvérsias sobre a estética e o enquadramento urbanístico, as derrapagens orçamentais na sua construção e as actuais, na manutenção. Estamos todos a pagar essa vaidade e esta afirmação não é populismo.
A sensação que temos é que a falta de criatividade deste executivo para implementar incentivos à fixação de residentes na parte da cidade mais antiga, fomentar actividades e comércio local, recuperar imóveis apalaçados para fins culturais e assim evitar que as ruas da cidade, que tão bem recuperou, sirvam só para sair, levou-os a copiar o modelo de Belém, independentemente de quem pagará a factura.
 
Não temos formação técnica para avaliar do mérito de um projecto arquitectónico assim arrojado. Aliás, pensamos que, mesmo que se trate de um projecto de autor reconhecido, não tem forçosamente de ser do interesse de Abrantes ou do concelho e, que se saiba, ainda não foi explicado aos abrantinos da sua rentabilidade, porque a arte também é um negócio. Já agora, senhores governantes deste concelho, expliquem também aos eleitores a razão da nova geminação. É que, com tantas passeatas a França, Cabo Verde e agora ao Japão é difícil de acreditar que os nossos impostos têm uma razão social. Rejeitamos que identifiquem este discurso com populismo, porque ele assenta, tão só, na consciência do descrédito de setenta por cento dos portugueses na classe política.
 
 Agora que, como candidato a uma junta de freguesia, também estou na política, não gostaria que me identificassem com este carreirismo despesista. Importa pois adoptar uma postura de rigor e ética para com os dinheiros públicos e estabelecer prioridades, tendo em conta as verdadeiras carências das aldeias do concelho e da própria cidade. Olhemos, a título de exemplo, para as povoações que não possuem saneamento básico e que coercivamente o pagam.

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Sexta-feira, 23.01.09

A ARTE DE FAZER LIXO

Santana Maia in Semanário de 16/3/09

 

Antigamente, a obra de arte estava ao alcance do discernimento de qualquer pessoa, porque estava directamente relacionada com o conceito de beleza. Era o tempo em que imperava a estética aristotélica, a estética da beleza. E o que distinguia o génio do homem comum era precisamente o facto de aquele conseguir conceber coisas belas, dignas de admiração e que demonstravam talento.
 
Hoje, porém, já ninguém se atreve a bater palmas ou elogiar o que quer que seja sem antes ouvir a opinião abalizada dos decifradores das obras de arte. Porque, sem a sua opinião, ninguém sabe se está perante uma obra de arte ou uma porcaria qualquer.
 
Quem já teve a oportunidade de visitar os museus de Arte Moderna que vão proliferando por esse mundo fora, não pode deixar de concluir que é extremamente difícil distinguir grande parte das obras de arte expostas de um guarda-chuva esquecido num canto de uma sala ou de um bocado de reboco caído da parede. Ainda há pouco tempo, no Centro de Artes e Espectáculos da Figueira da Foz, uma obra de arte de Jimmy Durham foi destruída por uma inculta empregada de limpeza que resolveu deitar para o lixo os cacos de um lavatório partido que encontrou no chão e que afinal faziam parte da genial obra de arte. É que a obra de arte era precisamente isso: um lavatório vulgaríssimo a quem o artista tinha transformado numa obra de arte depois de o partir de um lado com uma marretada. E a obra de arte era constituída pelo lavatório e pelos cacos caídos no chão.
 
Por sua vez, em Frankfurt, os homens do lixo resolveram atirar para o incinerador a obra de arte de Michael Beutler colocada numa rua da cidade. É certo que a cidade ficou mais limpa, mas o presidente da Câmara ficou ofendidíssimo com os funcionários camarários por não terem reconhecido nuns desperdícios de construção civil uma obra de arte.
 
No entanto, se esta empregada de limpeza e estes homens do lixo se tivessem cruzado com o Moisés e o David de Miguel Ângelo de certeza que não os confundiriam com um bocado de entulho. O mesmo já não sucederia se os levássemos ao Parque Eduardo VII ver o monumento ao 25 de Abril. Donde se conclui que, ao contrário do burguês urbano letrado, qualquer homem do lixo ou mulher da limpeza consegue distinguir facilmente uma obra de arte de um monte de pedras ou de uns cacos de um lavatório vulgar.
 
O culto do criador que hoje se pratica e incentiva serve, na maior parte das vezes e infelizmente, para promover medíocres e dar de comer a comparsas ideologicamente afins. E para comprovar isto mesmo, o jornal Sunday Times resolveu, recentemente, mandar dactilografar cópias integrais dos romances “Num País Livre” (a obra mais aclamada do prémio Nobel Sir Vidiadhar Surajprasad Naipaul) e “Holiday” (escrito pelo vencedor do «Prémio Booker», em 1974, Stanley Middleston) e enviou-as, sob o pseudónimo de jovens aspirantes que queriam publicar o seu primeiro livro, para avaliação das principais editoras e agentes literários britânicos. Nenhuma das grandes editoras britânicas mostrou interesse na sua publicação.
 
Ou seja, hoje em dia, o único critério para avaliar a qualidade de uma obra é o nome de quem a assina. Se for X é uma obra de arte; se for Y é uma porcaria, para já não utilizar outra expressão bem mais adequada. O nome faz-se e promove-se na comunicação social a partir da tertúlia de amigos e de certas correntes ideológicas. E a partir daqui, o sucesso está garantido, tendo em conta que vivemos num mundo onde as pessoas são criadas, desde o berço, a seguirem as modas como rebanhos de ovelhas.
 
Aliás, basta olharmos hoje para um ser humano com olhos de ver e um mínimo de senso crítico para ficarmos de boca aberta: como é possível certas pessoas conseguirem sair à rua, depois de se verem ao espelho? E não faltará mesmo gente disposta a vazar um olho ou a cortar um dedo, no dia em que um artista de vanguarda se lembrar de o fazer. Se bem que, para apreciar certas obras de arte, já é necessário estar cego dos dois.

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