Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]

COLUNA VERTICAL


Sexta-feira, 22.04.11

DOSSIÊ I: ACÇÃO SOCIAL

Todas as intervenções (da mais recente para a mais antiga) dos vereadores eleitos pelo PSD sobre o tema "ACÇÃO SOCIAL":

 

(I)

BANCO SOCIAL E REGULAMENTO DE APOIO A ESTRATOS SOCIAIS DESFAVORECIDOS

 

Reunião da câmara de 9/6/11 (XI)

Reunião da câmara de 7/2/11 (IV)

Reunião da câmara de 24/1/11 (III)

Reunião da câmara de 15/11/10 (III)

Reunião da câmara de 3/1/11 (II)

Reunião da câmara de 27/12/10 (III)

A Rede (Pouco) Social

Reunião da câmara de 22/11/10 (III)

Reunião da câmara de 8/11/10 (II)

Reunião da câmara de 11/10/10 (acta fls.13)

Reunião da câmara de 11/10/10 (IV)

Reunião da câmara de 4/10/10 (acta fls.5-6)

Reunião da câmara de 4/10/10 (III)

Assembleia Municipal de 27/9/10 (III)

Reunião da câmara de 27/9/10 (I)

Reunião da câmara de 12/7/10 (II)

Reunião da câmara de 28/6/10 (acta fls.22)

O Banco Anti-Social

Reunião da câmara de 7/6/10 (II)

Reunião da câmara de 24/5/10 (II)

  

(II)

FINSOCIAL

 

Reunião da câmara de 27/9/10 (acta fls.7-8)

Reunião da câmara de 28/6/10 (acta fls.20-21)

Reunião da Câmara de 24/5/10 (acta fls.7 e 8) 

Reunião da câmara de 24/5/10 (I) 

  

(III)

IGUALDADE DO GÉNERO E REDE ESPECIALIZADA DE INTERVENÇÃO NA VIOLÊNCIA

 

Reunião da câmara de 18/4/11 (VI) 

Reunião da câmara de 4/4/11 (XI)

Reunião da câmara de 11/10/10 (acta fls.10-11) 

Reunião da câmara de 4/10/10 (II) 

 

(IV)

CIDADÃOS COM MOBILIDADE REDUZIDA

 

Reunião da câmara de 31/1/11 (III)

Reunião da câmara de 25/10/10 (II)

 

(V)

CAMPANHA DIREITO À ALIMENTAÇÃO

 

Reunião da câmara de 2/5/11 (VII)

Reunião da câmara de 18/4/11 (IV)

 

(VI)

BANCO ALIMENTAR CONTRA A FOME

 

Reunião da câmara de 18/4/11 (II)

Reunião da câmara de 4/4/11 (II)

  

(VII) 

CASOS PARTICULARES 

 

Reunião da câmara de 16/5/11 (IV)

Reunião da câmara de 10/1/11 (III) 

Reunião da câmara de 8/3/10 (IV)

Autoria e outros dados (tags, etc)

Quarta-feira, 09.02.11

REUNIÃO DA CÂMARA DE 7/2/11 (IV)

BANCO SOCIAL

Pedido de esclarecimento dos vereadores do PSD

 

No seguimento da justificação da senhora vereadora Celeste para mais uma alteração ao protocolo do Banco Social, a segunda em seis meses, ainda ficámos mais curiosos em saber a resposta ao nosso pedido de esclarecimento apresentado no passado dia 27 de Dezembro a propósito do Banco Social e que aqui recordamos:

 

     (I)   Quantas são as pessoas que estavam, no dia 27 de Dezembro de 2010, a ser apoiadas pelo programa do Banco Social?

 

     (II)  Quantas pessoas foram apoiadas durante o ano de 2010 pelo programa do Banco Social, solicitando-se, desde já, a informação da data do início do apoio e, no caso de ter terminado, da data do fim do apoio?

 

     (III) Que entidade pública ou projecto social adianta o dinheiro ao senhor Luís F... para pagamento das despesas de transportes para deslocações a consultas e tratamentos (e em que data começou a fazê-lo), tendo em conta, por um lado, que o respectivo reembolso, por parte da saúde, poderá levar meses e, por outro, que este munícipe não tem quaisquer rendimentos e vive, exclusivamente, da parca reforma da sua mãe?

 

     (IV) Finalmente, e uma vez que a senhora vereadora Celeste garantiu, na reunião de 22/11/10, que este programa não contava apenas com dinheiros públicos da câmara, qual o montante depositado pelos privados, até ao dia 27 de Dezembro de 2010, na conta bancária que indicou, ou seja, nº 200 101 46 23 430 da Caixa Geral de Depósitos?

Autoria e outros dados (tags, etc)

Quarta-feira, 26.01.11

REUNIÃO DA CÂMARA DE 24/1/11 (III)

PONTO Nº3 - ALTERAÇÃO DO PROTOCOLO DO BANCO SOCIAL

 

-------------------------------------------------- 

Nº 3 - Para conhecimento, a vereadora Celeste Simão, apresenta a Informação nº 1/2011 do Secretariado da Rede Social do Concelho de Abrantes, datada de 10 de Janeiro de 2011, a dar conta que foi aprovado por unanimidade pelos parceiros presentes que constituem o referido órgão, o seguinte: (I) a alteração da cláusula 6ª do protocolo do Banco Social; (II) a proposta de todos os processos entrados em 2010, serem reavaliados com as novas regras, agora aprovadas; (III) a continuidade deste protocolo para o ano de 2011, de acordo com a cláusula 7ª do protocolo estabelecido.

------------------------------------------------- 

 

Declaração dos vereadores do PSD  

 

Tantas alterações ao protocolo do Banco Social num tão curto espaço de tempo é a melhor prova do total fracasso deste programa.

 

E só a mera teimosia de quem tem dificuldades em reconhecer o óbvio pode persistir em querer mantê-lo activo, ainda que à custa de sucessivas alterações.

 

Com efeito, o Banco Social deixa de lado aqueles que efectivamente mais necessitam, nomeadamente: os trabalhadores, os idosos, os reformados e os pensionistas que usufruem de rendimentos tão baixos que não lhes permitem satisfazer as suas necessidades básicas.

 

E foi precisamente por esta razão, que apresentámos a proposta de anulação do programa do Banco Social e, em sua substituição, propusemos implementação do Regulamento de Apoio a Estratos Sociais Desfavorecidos.

 

E não se diga que a Câmara já dispõe de todos os instrumentos para apoiar os estratos sociais desfavorecidos, porque, se assim fosse, Abrantes não estaria a assistir à vergonha de ver a autarquia abandonar à sua sorte, há mais de um ano, o munícipe de Alferrarede que necessita de se deslocar, frequentemente, a Lisboa para efectuar tratamentos de quimioterapia e terapias enzimáticas, sendo o único rendimento do seu agregado familiar a pequena pensão de sobrevivência da sua mãe, com quem vive e que também se encontra gravemente doente.

 

De facto, só uma grande desadequação dos programas sociais da autarquia e uma grande desumanidade dos seus dirigentes podem permitir recusar o apoio a este doente para os transportes que lhe permitem efectuar tratamentos médicos vitais.

 

Acresce que a presente alteração do protocolo não corrige os vícios apontados, por nós, nas reuniões de câmara de 7/6/2010 e 15/11/2010.

 

O programa do Banco Social, voltamos a repetir, trata-se de um programa ilegal, uma vez que não se baseia num regulamento aprovado pela Câmara Municipal.

 

Por outro lado, já vai sendo tempo de o executivo socialista tomar consciência de que a Rede Social é uma plataforma de articulação de diferentes parceiros públicos e privados que emite pareceres sobre programas e projectos de base territorial, os quais não são de carácter vinculativo.

 

Consequentemente, não basta o executivo camarário tomar conhecimento da alteração do protocolo, é necessário que o executivo delibere se aprova ou não o parecer da Rede Social.

 

Finalmente, consideramos que não se deve continuar a iludir a população abrantina com programas que se dizem de índole social, quando são um exemplo da mais pura descriminação social.

 

Ver posts relacionados:

Reunião da câmara de 3/1/2011 (III)

Reunião da câmara de 27/12/2010 (III)

Reunião da câmara de 22/11/2010

Reunião da câmara de 15/11/2010 (III) 

Reunião da câmara de 11/10/2010 (IV)

Reunião da câmara de 4/10/2010 (III)

Assembleia Municipal de 27/9/2010

Reunião da câmara de 27/9/2010 (I)

Reunião da câmara de 12/7/2010 (II)

Reunião da câmara 28/6/2010 (acta fls.22)

Reunião da câmara de 7/6/2010 (II)

Reunião da câmara de 24/5/2010 (II)

Autoria e outros dados (tags, etc)

Terça-feira, 28.12.10

REUNIÃO DA CÂMARA DE 27/12/10 (III)

BANCO SOCIAL

Pedido de esclarecimento dos vereadores do PSD

 

Existindo uma fractura tão grande, no actual executivo, sobre a bondade e utilidade do programa Banco Social (os vereadores do PSD, recorde-se, por duas vezes, defenderam a anulação e substituição deste programa), é altura de fazer o balanço e a sua avaliação.

 

Assim, os vereadores do PSD gostariam de saber:

 

     1.  Quantas são as pessoas que estão, neste momento, a ser apoiadas pelo programa do Banco Social?

 

     2.  Quantas pessoas foram apoiadas durante o ano de 2010?

 

     3.  Que entidade pública ou projecto social adianta o dinheiro ao senhor Luís para pagamento das despesas de transportes para deslocações a consultas e tratamentos, tendo em conta, por um lado, que o respectivo reembolso, por parte da saúde, poderá levar meses e, por outro, que este munícipe não tem quaisquer rendimentos e vive, exclusivamente, da parca reforma da sua mãe?

 

     4.  Finalmente, e uma vez que a senhora vereadora Celeste garantiu, na reunião de 22/11/10, que este programa não contava apenas com dinheiros públicos da câmara, qual o montante depositado pelos privados, até esta data, na conta bancária que indicou, ou seja, nº 200 101 46 23 430 da Caixa Geral de Depósitos?

Autoria e outros dados (tags, etc)

Quarta-feira, 24.11.10

REUNIÃO DA CÂMARA DE 22/11/10 (extracto III)

PONTO Nº19 – PROPOSTA DOS VEREADORES DO PSD REFERENTE AO BANCO SOCIAL

 

DELIBERAÇÃO: A proposta foi rejeitada com os votos a favor dos vereadores eleitos pelo PSD e os votos contra dos vereadores eleitos pelo PS e pelos ICA 

Autoria e outros dados (tags, etc)

Quarta-feira, 17.11.10

REUNIÃO DA CÂMARA DE 15/11/10 (III)

BANCO SOCIAL  

Proposta dos vereadores do PSD 

 

Na reunião da câmara de 11/10/2010, os vereadores do PSD requereram que lhes fosse entregue o protocolo do Banco Social em vigor, em virtude de lhes ter chegado aos ouvidos que já não era o mesmo, o que lhes causou estranheza.

 

O protocolo foi lhes entregue no dia 25 de Outubro de 2010.

 

Como facilmente puderam constatar da simples comparação com o protocolo anterior, tratava-se de um novo protocolo, mas mantinha os mesmos vícios que, na reunião de 7/6/2010, apontaram ao protocolo anterior, a saber:

 

            -           o protocolo foi assinado, de novo, pela presidente da câmara e pela vereadora que é presidente da Rede Social por delegação de competência do presidente da câmara, que, nos termos do nº 1 do 24º do Decreto-Lei nº 115/2006, de 14 de Junho, é, por inerência, o presidente da Rede Social (ou seja, a presidente da câmara assina o protocolo consigo próprio, na qualidade de presidente da câmara e de presidente da Rede Social, uma vez que a vereadora desempenha funções por delegação de competências);

 

            -           a Rede Social, como consta do referido diploma legal, é uma plataforma de articulação de diferentes parceiros públicos e privados, ou seja, não é uma entidade juridicamente constituída pelo que não tem competências para a assinatura de protocolos de qualquer natureza;

 

            -           além disso, a Rede Social apenas tem competência para emitir pareceres não vinculativos, não tendo, consequentemente, poderes para decidir sobre matérias e/ou programas políticos a serem implementados pela Câmara Municipal e/ou outras entidades.

 

Para já não falar no facto de continuar a inexistir um Regulamento Municipal, aprovado em reunião camarária, regulador e orientador das condições de atribuição dos apoios previstos no programa.

 

Com efeito, nos termos da alínea c) do nº4 do art.º 64 da Lei 169/99, de 18 Setembro (a chamada lei das autarquias locais, que todos os vereadores têm a obrigação de conhecer), a existência de tal regulamento é condição sine qua non para a Câmara Municipal poder atribuir apoios a estratos sociais desfavorecidos.

 

Acresce que, sendo o Banco Social sustentado exclusivamente pelos dinheiros públicos da Câmara Municipal, os apoios não podem ser pagos sem aprovação camarária e com base apenas numa proposta da equipa técnica que avalia os processos, como continua a acontecer.

 

A equipa técnica tem apenas competência para propor, não tem competência para deliberar.

 

Resumindo: os dinheiros  dinheiros públicos do Banco Social continuam a ser utilizados sem a autorização de ninguém e, muito em particular,  sem a aprovação da Câmara Municipal que é a entidade que legalmente está habilitada para decidir sobre tal matéria.

 

Por outro lado, a vereadora Celeste Simão assina os ofícios que acompanham as actas técnicas, na qualidade de presidente da Rede Social, quando deveria assinar na qualidade de vereadora, uma vez que  a Rede Social não competências de qualquer natureza para decidir no que concerne à utilização dos dinheiros camarários.

 

Sem esquecer que a equipa técnica é maioritariamente constituída por técnicos que não pertencem ao quadro da autarquia, o que significa que, se algum dia esta equipa técnica tiver que ser chamada à atenção sobre a qualidade das avaliações sociais efectuadas relativamente aos processos encaminhados para o Banco Social, a Câmara Municipal não tem qualquer legitimidade para responsabilizar os técnicos, uma vez que pertencem a outras entidades.

 

Acresce que o único funcionário camarário que integra esta equipa não tem competência académica legal para avaliar processos sociais, o que não deixa de ser surpreendente, tendo em conta haver na câmara técnicos habilitados para o efeito.

 

Ora, mantendo o novo protocolo os vícios apontados pelos vereadores do PSD na reunião de 7/6/2010, era óbvio que nunca poderiam ter aprovado o novo protocolo.

 

Passaram, no entanto e à cautela, em revista todas as actas, após a reunião de 28/6/2010, em que a sua proposta sobre o Banco Social foi rejeitada.

 

E qual não foi o seu espanto quando constaram que o mesmo foi aprovado, por unanimidade, na reunião de 12/7/2010, reunião essa a que faltou o vereador Santana Maia, tendo sido substituído pela vereadora Elsa Cardoso.

 

Nessa reunião, a senhora vereadora Celeste Simão, invocando o carácter de urgência, levou em mão o referido protocolo, tendo o mesmo sido aprovado, por unanimidade (ver acta da reunião de câmara de 12/7/2010 – Ponto Nº24 Antes da Ordem do Dia).  

      

Quer a vereadora Elsa Cardoso, quer o vereador Belém Coelho, não se aperceberam de que era o protocolo do Banco Social que estavam a aprovar, até porque, era óbvio, tendo em conta o que os vereadores do PSD tinham defendido na reunião anterior, nunca o podiam ter aprovado naqueles termos.

 

Sendo certo que mandava a mais elementar boa fé que o referido protocolo não fosse posto à votação numa reunião em que ia faltar o vereador Santana Maia, precisamente o vereador que estava mais habilitado e sensibilizado para o problema, uma vez que tinha sido ele que tinha defendido e denunciado os vícios do anterior protocolo.

 

Em face do exposto, vêm apresentar a seguinte proposta de deliberação, requerendo, desde já, o seu agendamento:

 

            1.         Deverá ser anulado o programa do Banco Social e o respectivo protocolo;

 

            2.         Em sua substituição, deverá ser implementado o Regulamento de Apoio a Estratos Sociais Desfavorecidos, devendo o mesmo ser apresentado para aprovação no prazo máximo de 15 dias.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Terça-feira, 09.11.10

REUNIÃO DA CÂMARA DE 8/11/10 (extracto II)

MENTIR NÃO É O MELHOR REMÉDIO 

Declaração dos vereadores do PSD 

 

Ainda todos estamos recordados da forma extremamente deselegante como a senhora presidente reagiu à intervenção de Dora Caldeira, na última Assembleia Municipal, a propósito da situação escandalosa do munícipe Luís F…, tendo afirmado que o senhor estava internado em Lisboa desde 12 de Julho, data em que foi operado, e que as despesas dos transportes eram suportadas pelos serviços de saúde.

 

Quer Dora Caldeira, quer os vereadores e os deputados municipais do PSD, sabiam que isso não era verdade, mas sempre acreditaram que a senhora presidente estivesse convencida de que fosse verdade e, por isso, o afirmasse com tanta convicção.

 

Existe, como todos sabemos, uma grande diferença entre «não falar verdade» e «Mentir».

 

Com efeito, a mentira pressupõe que a declaração seja feita por alguém que acredita ou suspeita que ela seja falsa, na expectativa de que os ouvintes possam acreditar nela, enquanto "não falar verdade" pressupõe que a declaração é feita por alguém que acredita que ela seja verdadeira.

 

E porque acreditávamos que a senhora presidente tivesse faltado à verdade estando convencida de que falava verdade, apresentámos aqui um pedido de desculpas público a Dora Caldeira, na reunião do passado dia 4 de Outubro, com vista a permitir reparar o erro e repor a verdade.

 

Acontece que, na reunião de 4 de Outubro, a senhora presidente não só reafirmou o que dissera na Assembleia Municipal como a senhora vereadora Celeste Simão veio em seu socorro, afirmando o seguinte, com base numa informação de uma técnica da Câmara que expressamente se deslocara nessa manhã, a seu pedido, a casa do senhor Luís F… para confirmar a sua situação, conforme consta de fls.5 e 6 da acta desse dia que transcrevemos:

 

«A vereadora Celeste Simão disse que sobre este processo, ou existem informações muito contraditórias, ou não se está a falar da mesma situação, ou então não se entende onde os vereadores querem chegar com este assunto. Referiu que a informação prestada pela presidente da câmara municipal na Assembleia Municipal foi de todo correcta e que, posteriormente, foi feita já uma visita domiciliária para o confirmar. O munícipe em questão foi efectivamente sujeito a uma intervenção cirúrgica no dia 12 de Julho, já teve alta hospitalar e está a ser acompanhado pelos serviços de saúde, um dos parceiros da Rede Social, que também suportam as despesas com as viagens.»

 

Ora, das duas uma: ou era a técnica que mentia, o que nos parecia estranho; ou eram a senhora presidente e a senhora vereadora que mentiam, o que nos parecia grave.

 

Por essa razão, exigimos consultar o processo de Luís F…, o que fizemos no passado dia 25 de Outubro.

 

E do referido processo pode ler-se o seguinte (o sublinhado é nosso):

 

«Em 12/7/2010, o senhor Luís foi operado e teve alta no mesmo dia porque a intervenção cirúrgica foi não evasiva e não carecia de ficar internado.

 

Em 4/10/2010, a técnica fez visita domiciliária a pedido da senhora vereadora Celeste Simão relativo à situação actual do senhor Luís, tendo informado a senhora vereadora por informação escrita:

 

        - que o senhor Luís foi submetido a uma intervenção cirúrgica no Hospital de Santa Maria no dia 12/7/2010, tendo tido alta hospitalar e regressado ao domicílio nesse mesmo dia;      

   

        - até à presente data, relativamente aos transportes, a situação mantém-se inalterável. Ou seja, continua a ser a sua mãe a suportar as despesas com os transportes.»

 

Como se vê, não existe qualquer informação contraditória.

 

Com efeito, aquilo que os vereadores do PSD, a deputada municipal Manuela Ruivo e Dora Caldeira afirmaram condiz totalmente (I) com o que disse a técnica que efectuou a visita domiciliária no dia 4 de Outubro a pedido da senhora vereadora Celeste Simão, (II) com o que consta do processo do senhor Luís F… e (III) com o que este disse na entrevista do passado dia 8 de Outubro ao Nova Aliança que juntamos como DOC.1.

 

Agora o que daqui resulta, sem qualquer sombra de dúvida, é que a senhora presidente e a senhora vereadora mentiram aos vereadores e ao público presente na reunião pública da câmara do passado dia 4 de Outubro e que a senhora presidente mentiu na Assembleia Municipal do passado dia 27 de Setembro.

 

Nós sabemos que a senhora presidente entrou para o Partido Socialista num momento em que a grande referência moral do partido era o engenheiro José Sócrates, o que, quanto aspecto, não é um exemplo a seguir.

 

Para nós, no entanto, continuamos a achar e a defender aquilo que os nossos pais nos ensinaram: que é feio mentir.

 

Além disso, o problema de quem mente é deixar de ter crédito quando fala, sendo certo que a credibilidade é um valor essencial e que deve ser preservado por quem quer andar na vida pública.

 

E quem mente por tão pouco não pode esperar ter grande crédito...

 

Gostaríamos que a senhora presidente e a senhora vereadora entendessem esta nossa declaração como um conselho de quem gosta de ser tratado com a mesma frontalidade e lisura com que tratamos os nossos colegas vereadores e os nossos adversários políticos.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Domingo, 24.10.10

A REDE (POUCO) SOCIAL

Santana-Maia Leonardo - in Nova Aliança 

 

Eu e o Dr Belém Coelho, na reunião de câmara de 24 de Maio, denunciámos o facto absolutamente escandaloso de o Banco Social ter retirado o apoio a um munícipe de Alferrarede a quem foi diagnosticado a doença de Guausher e um aneurisma cerebral que o impossibilitam de trabalhar e que necessita de se deslocar, em média, seis vezes por mês a Lisboa para tratamentos de quimioterapia e terapias enzimáticas, sendo o único rendimento do seu agregado familiar a pequena pensão de sobrevivência da sua mãe também doente, com quem vive.

 

Isto foi denunciado, por nós, pela primeira vez, na reunião da Câmara de 24 de Maio, pela segunda vez, na reunião da Câmara de 7 de Junho, pela terceira vez, pelo deputado Gonçalo Oliveira, na Assembleia Municipal de 25 de Junho e, pela quarta vez, pela deputada Manuela Ruivo, na última Assembleia Municipal.

 

Acontece que, apesar de tantas denúncias e do caso ser tão chocantemente grave e urgente, tem de ser o Grupo da Juventude Mariana Vicentina de Alferrarede a valer ao doente, porque a Rede Social, liderada pela Câmara e composta de tantas comissões, instituições e programas para ajudar os mais necessitados, se mostra totalmente incapaz de resolver, em tempo útil, um problema tão simples de resolver como seja o de pagar ou garantir as deslocações do doente a Lisboa.

 

Aliás, esta incapacidade demonstrada pela Rede Social para resolver um caso tão grave e tão urgente só vem demonstrar que a Rede Social é mais eficaz a consumir os parcos recursos dos abrantinos do que a resolver os problemas graves e urgentes dos mais necessitados.

 

Em Abrantes, à semelhança do que se passa, infelizmente, no resto do país, avaliam-se quase sempre as comissões (e afins) pelo número de vezes que reúnem e nunca pelo número de casos que resolvem.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Sexta-feira, 22.10.10

REUNIÃO DA CÂMARA DE 11/10/10 (acta fls.13)

CONSULTA DE PROCESSO DA ACÇÃO SOCIAL

Requerimento dos vereadores do PSD 

 

Os vereadores do PSD requereram que lhes fosse facultado para consulta, após a presente reunião da Câmara, o processo relativo à situação do senhor Luís..., assim como o protocolo actualmente em vigor do Banco Social.(...)

 

Antes do encerramento da reunião, o vereador Santana Maia questionou se poderia consultar de imediato o processo cujo pedido apresentaram antes da ordem do dia.

 

A presidente da câmara disse que, não sabendo se o dossier estaria nos serviços ou na Rede Social, iria solicitar que o mesmo fosse facultado, em breve, além de que a preocupava a questão da confidencialidade das matérias tratadas no processo.

 

O vereador Santana Maia, caso o acesso ao processo fosse recusado, exigia que tal facto ficasse registado em acta, uma vez que, enquanto vereador, têm direito de acesso a todos os processos.

 

A vereadora Celeste Simão disse que não se trata de nenhuma recusa, mas que necessita confirmar, sob o ponto de vista jurídico, se o acesso a documentos sobre a condição do munícipe, seja por parte de um vereador seja por qualquer outra pessoa dos serviços, deve ser total ou parcial. Não se trata de negar o acesso, mas não se sentiria em condições de, com segurança, permitir o acesso imediato ao processo, pois entende que nele existem informações confidenciais, que necessariamente deverão ser expurgadas.

 

O vereador Santana Maia disse que todos são obrigados à confidencialidade e além do mais não há nada na actuação da Câmara que não possa ser fiscalizada. Os vereadores têm direito a toda a informação que consta nos processos, independentemente do seu carácter de confidencialidade. Os vereadores querem consultar o processo porque pretendem verificar se actuação da Rede Social e se o processo está conforme o que até agora foi dito. Não pretendem falar sobre a vida do senhor.

 

A Presidente da Câmara referiu que se trata de uma situação concreta de exclusão social que a Rede Social tem vindo a acompanhar. (…) Enquanto presidente de câmara, tem que confiar no trabalho que é desenvolvido pela Rede Social.

 

O vereador Santana Maia respondeu que não confia no trabalho feito. As informações do munícipe não correspondem às informações prestadas pela vereadora Celeste Simão. O que pretendem é verificar se os procedimentos são correctos, ou se as informações transmitidas à vereadora Celeste Simão são ou não correctas.

 

A vereadora Celeste Simão voltou a manifestar-se preocupada com as questões de confidencialidade, ao que o vereador Santana Maia acrescentou que o munícipe está na disposição de ser exposto, pelo que não será a vereadora que se deverá preocupar com isto se ele não o está.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Terça-feira, 19.10.10

REUNIÃO DA CÂMARA DE 18/10/10 (extracto III)

MEMORANDO DAS QUESTÕES A AGUARDAR RESPOSTA 

Requerimento dos vereadores do PSD 

 

Os vereadores do PSD vêm requerer a junção à acta do memorando que se segue, relativamente a pedidos de informação já solicitados há vários meses e que ainda se encontram a aguardar resposta.

 

MEMORANDO

 

(1)     CORTE DE ÁRVORES NA RUA DE ANGOLA – reunião de 15 de Fevereiro de 2010

 

         I. Quem foi ou foram os responsáveis pela selecção e plantação daquelas árvores na Rua de Angola e qual a sua formação técnica?

         II. Qual foi o custo das árvores, qual foi o custo da sua manutenção durante os últimos quatro anos e qual o custo do corte e da sua remoção?

         III. Finalmente, pretendem saber também quais as árvores escolhidas para a sua reposição, qual o critério da escolha e quem é o responsável?

 

 (2)     BLOCO C10 DE VALE DE RÃS – reunião de 8 de Março de 2010

 

         I. Quando pensa a Câmara Municipal resolver estes dois assuntos urgentes: o rés-do-chão devoluto e vandalizado e o esgoto do Bloco C10 de Vale de Rãs?

 

(3)     CONCURSO TÉCNICO SUPERIOR PARA A DEAS (LIC. RECURSOS HUMANOS, SOCIOLOGIA, SERVIÇO SOCIAL OU OUTRA DA MESMA ÁREA) - reunião de 22 de Março de 2010

 

          I.   Se se pretende um sociólogo, não seria mais lógico acrescentar tal carreira?

          II.  E, se se pretende um técnico de Recursos Humanos, não deveria surgir numa linha separada?

          III. Gostaríamos de saber se o júri será composto por funcionários da DEAS ou se se vai recorrer a outra entidade pública?

 

(4)       MUSEU IBÉRICO – reunião de 3 de Maio de 2010

 

             I. Houve incorporação de espólio arqueológico municipal na colecção Estrada?

          II. Qual a percentagem de peças da colecção que é falsa?

          III. Existem peças cuja origem e método de apropriação pelo actual proprietário esteja em causa?

          IV. Quem, do anterior executivo (vereador/professor/especialista/ técnico/ etc.), atestou, segundo os critérios de verificação científica, a viabilidade artística desta agora suspeita colecção?

 

(5)      PARTIDARIZAÇÃO DO QUADRO TÉCNICO DO MUNICÍPIO – reunião de 3 de Maio de 2010

 

            I.          Por que razão não tem a Dr.ª Sofia Loureiro Lopes o mesmo estatuto dos outros funcionários da DEAS e não está sob alçada da Chefe de Divisão?

           

(6)      BANCO SOCIAL  – reunião de 7 de Junho de 2010

 

          I.  Onde está o regulamento do Banco Social e quem o aprovou?

          II.  A situação de doença e de grave carência económica do munícipe de Alferrarede não é uma situação grave?

             III. O munícipe continua ou não em situação de desemprego?

          IV. Desde que a doença foi diagnosticada, ou seja, muito tempo antes de ter tido o apoio do Banco Social, os transportes e as consultas deste doente não mantinham já esta regularidade?

          V.  O que mudou, então, favoravelmente e permitiu cancelar o apoio do Banco Social?

          VI. Para além dos géneros alimentícios que consistem única e exclusivamente em alimentos não perecíveis (arroz, massas, enlatados e afins), quais são os outros apoios que o munícipe continua a receber e a beneficiar?

          VII. Onde está definido, no protocolo, o que se entende "de curta duração"?

          VIII. E se a situação socioeconómica não estiver resolvida ao fim do tal período de curta duração (que não está determinado), deixa-se a família em situação de total desprotecção social?

          IX.  Apoia-se e, depois, retira-se apenas porque o suposto prazo (que nem sequer está definido) chegou a fim?

          X.   Foram ou não esgotados pela segunda outorgante Rede Social todos os recursos, antes de serem concedidos os apoios previstos pelo programa do Banco Social?

          XI.  Foi ou não por esse motivo que o munícipe teve apoio do Banco Social?

          XII. Como é que a senhora presidente pode dizer que o assunto está a ser tratado pela Rede Social, quando a mesma (sem competência legal para tal), é precisamente uma das outorgantes do protocolo e a quem compete fazer a análise dos casos sociais detectados e articular com os vários parceiros no sentido de procurar as soluções mais adequadas a cada caso?

          XIII. O Centro de Saúde e a Segurança Social não são membros desta Rede Social a quem compete analisar os casos do Banco Social?

          XIV. Quanto às situações analisadas pelo técnico de serviço social disponibilizado pela Câmara Municipal e, simultaneamente, pela Rede Social, na qualidade de segundo outorgante, quem aprova a concessão dos apoios económicos cuja competência é da Câmara Municipal, uma vez que está em causa a utilização de dinheiros públicos?

 

(7)      V GALA ANTENA LIVRE  – reunião de 21 de Junho de 2010

 

          I. Qual foi o apoio concedido nos dois anos anteriores (2008 e 2009)?

 

(8)      PONTE DO ARCO  – reunião de 5 de Julho de 2010

 

          I. Já se encontra calendarizada alguma vistoria à ponte do Arco, em virtude do grande aumento do volume do trânsito para o qual não está manifestamente preparada?

Autoria e outros dados (tags, etc)

Sexta-feira, 15.10.10

REUNIÃO DA CÂMARA DE 4/10/10 (acta fls.5 e 6)

ATENÇÃO: depois de ler este extracto da acta e a nossa intervenção (PEDIDO DE DESCULPAS E AGRADECIMENTO PÚBLICO), leia a edição de hoje do jornal NOVA ALIANÇA e constate com os seus próprios olhos a falta de verdade, de pudor e o cinismo de quem nos governa. E não se esqueça: um dia pode ser você a vítima de quem é capaz de faltar à verdade para fugir à suas responsablidades.  

 

Em seguida, o vereador Belém Coelho apresentou uma declaração subscrita pelos vereadores eleitos pelo PSD que, por ser extensa, se anexa à presente acta no sentido, mas do qual se de ser apresentado um pedido de desculpas a Dora Caldeira e um agradecimento público à mesma e à Juventude Mariana Vicentina de Alferrarede. (...)

 

A vereadora Celeste Simão disse que sobre este processo, ou existem informações muito contraditórias, ou não se está a falar da mesma situação, ou então não se entende onde os vereadores querem chegar com este assunto.

 

Referiu que a informação prestada pela presidente da câmara municipal na Assembleia Municipal foi de todo correcta e que, posteriormente, foi feita já uma visita domiciliária para o confirmar. O munícipe em questão foi efectivamente sujeito a uma intervenção cirúrgica no dia 12 de Julho, já teve alta hospitalar e está a ser acompanhado pelos serviços de saúde, um dos parceiros da Rede Social, que também suportam as despesas com as viagens.

 

Concluiu reforçando que o munícipe está efectivamente a ser acompanhado, quer pelos serviços do Ministério da Saúde, com competências nesta matéria, quer pelo serviço de acção social da Câmara Municipal, e que isso deveria ser do conhecimento da Juventude Mariana Vicentina de Alferrarede. 

 

O vereador Belém Coelho disse que não é intenção destratar ninguém, apenas apresentar o caso. As informações não são efectivamente coerentes e carecem então de ser verificadas.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Quarta-feira, 13.10.10

REUNIÃO DA CÂMARA DE 11/10/10 (extracto IV)

BANCO SOCIAL

Requerimento dos vereadores do PSD 

 

Os vereadores do PSD vêm requerer que lhes seja facultado para consulta, após a presente reunião da Câmara, o processo relativo à situação do senhor Luís..., assim como o protocolo actualmente em vigor do Banco Social.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Quarta-feira, 06.10.10

REUNIÃO DA CÂMARA DE 4/10/10 (extracto III)

PEDIDO DE DESCULPAS E AGRADECIMENTO PÚBLICO 

Declaração dos vereadores do PSD 

 

Como todos sabemos, ainda não se encontra resolvida a situação aqui denunciada pelos vereadores do PSD, designadamente na reunião de câmara de 24 de Maio, referente à retirada de apoio pelo Banco Social a um doente de Alferrarede a quem foi diagnosticado a doença de Guausher e um aneurisma cerebral que o impossibilitam de trabalhar e que necessita de se deslocar, em média, seis vezes por mês a Lisboa para tratamentos de quimioterapia e terapias enzimáticas, sendo o único rendimento do seu agregado familiar a pequena pensão de sobrevivência de sua mãe.

 

E quando, na última Assembleia Municipal, a senhora presidente da câmara foi confrontada pela senhora deputada municipal Manuela Ruivo sobre este assunto, todos nós compreendemos que se tivesse remetido ao silêncio, em sinal de vergonha por constatar que a Rede Social, afinal, não foi capaz de resolver em tempo útil um caso tão grave e tão urgente.

 

Aliás, esta incapacidade demonstrada pela Rede Social para resolver um caso tão grave e tão urgente só vem demonstrar que a Rede Social é mais eficaz a consumir os parcos recursos dos abrantinos do que a resolver os problemas graves e urgentes dos mais necessitados. 

 

Por outro lado, também compreendemos que Dora Caldeira, uma das pessoas liderantes do Grupo Juventude Mariana Vicentina de Alferrarede que presta ao referido cidadão o apoio que legitimamente lhe devia ser prestado pelo município, através de um qualquer dos seus programas emblemáticos na área da acção social, quisesse pressionar a senhora presidente da câmara a reconhecer a falta de apoio ao referido cidadão.

 

Agora o que ninguém esperava era que a senhora presidente, em vez de ter um gesto de agradecimento público a Dora Caldeira e ao Grupo de Juventude Mariana Vicentina pelo apoio que prestam ao referido cidadão, optasse por a humilhar publicamente pelo facto desta ter mencionado o nome do doente, chegando ao ponto de faltar à verdade, ao dar a entender que a ajuda da Rede Social só não era prestada porque o senhor estaria internado em Lisboa desde Junho.

 

Ora, não só não é verdade que o doente esteja internado em Lisboa (está em sua casa em Alferrarede) como também não é verdade que alguma vez estivesse estado internado entre Junho e a presente data.

 

Que a senhora presidente prefira não falar no nome do doente, só lhe fica bem, mais que não seja por pudor e por vergonha. 

 

Mas Dora Caldeira tem toda a legitimidade para falar no seu nome, não só porque é ela e o Grupo de Jovens que lhe prestam o serviço que o município lhe retirou e lhe continua a negar como também porque tem autorização expressa do doente para usar e falar no seu nome.

 

Aliás, a situação é tão escandalosa e já se arrasta há tanto tempo que é impossível alguém neste concelho já não saber de quem se está a falar.

 

Além disso, não fosse o Grupo de Jovens e, provavelmente, o doente já não tinha nome sequer para ser falado.

 

Esperamos, no entanto, que ninguém tenha o descaramento de vir lavar as mãos como Pilatos alegando que não foi o município que retirou o apoio quando todos sabemos que é o município que disponibiliza os dinheiros públicos para o programa em causa.

 

Face ao exposto, os vereadores do PSD querem deixar expresso em acta, convidando, desde já, os restantes vereadores a acompanhá-los:

 

            -           um pedido de desculpas público a Dora Caldeira pela forma deselegante como foi tratada pela senhora presidente da câmara na última Assembleia Municipal;

 

            -           e o agradecimento e reconhecimento público a Dora Caldeira e ao Grupo  da Juventude Mariana Vicentina de Alferrarede pela forma como têm auxiliado o referido doente, substituindo-se ao Banco Social, à Rede Social e ao município que eram as entidades a quem cabia em primeira linha esse apoio.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Quarta-feira, 29.09.10

ASSEMBLEIA MUNICIPAL DE 27/9/10 (extracto III)

A COMISSÃO SOCIAL DE FREGUESIA DE ALFERRAREDE E O BANCO SOCIAL

Intervenção da deputada municipal do PSD Manuela Ruivo

 

Na última Assembleia Municipal, o senhor presidente da Junta de Alferrarede e a senhora presidente da câmara insurgiram-se com alguma agressividade contra o deputado do PSD Gonçalo Oliveira pela sua intervenção sobre a ilegalidade e inutilidade do Banco Social, invocando o excelente trabalho realizado pela Comissão Social de Freguesia de Alferrarede, em articulação com o Banco Social, trabalho esse que poderia ser facilmente comprovado.

 

No seguimento desta intervenção e com vista a aferir-se da veracidade do alegado pelo senhor presidente da Junta e pela senhora presidente da câmara, os vereadores do PSD solicitaram cópia dos documentos, exposição e/ou relatórios sobre a intervenção da referida comissão no encaminhamento das situações não resolvidas para outra entidade, designadamente, o Banco Social.

 

A resposta dada pelo Núcleo Executivo da Rede Social não podia ter sido mais elucidativa da falta de fundamento das declarações aqui prestadas.

 

Não existe nada, rigorosamente nada.

 

Mas também não nos espanta porque todos sabemos que os socialistas avaliam sempre as comissões pelo número de reuniões que fazem e nunca pelo número de casos que resolvem.

 

Aliás, isto que aqui estou a dizer comprova-se facilmente.

 

Os vereadores do PSD, na reunião de câmara de 24 de Maio, denunciaram o facto de o Banco Social ter retirado o apoio a um doente de Alferrarede a quem foi diagnosticado a doença de Guausher e um aneurisma cerebral que o impossibilitam de trabalhar e que necessita de se deslocar, em média, seis vezes por mês a Lisboa para tratamentos de quimioterapia e terapias enzimáticas, sendo o único rendimento do seu agregado familiar a pensão de sobrevivência da sua mãe, com quem vive, no montante de 178 euros.

 

Isto foi denunciado, pela primeira vez, pelos vereadores do PSD na reunião da Câmara de 24 de Maio, pela segunda vez, pelos vereadores do PSD na reunião da Câmara de 7 de Junho e, pela terceira vez, pelo deputado Gonçalo Oliveira, aqui mesmo nesta sala, na última Assembleia Municipal.

 

Tratando-se de uma situação tão escandalosamente grave e urgente e com uma Comissão Social de Freguesia e um Banco Social a funcionarem tão bem, nas palavras do senhor presidente da junta e da senhora presidente da câmara, perguntamos: esta situação já está resolvida?

 

Por aqui se vê a eficiência e a eficácia do excelente e relevante trabalho desenvolvido pela Comissão Social de Freguesia de Alferrarede, em articulação com o Banco Social.

Autoria e outros dados (tags, etc)

Segunda-feira, 27.09.10

REUNIÃO DA CÂMARA DE 27/9/10 (I)

RESPOSTA DO NÚCLEO EXECUTIVO DA REDE SOCIAL

AO REQUERIMENTO DOS VEREADORES DO PSD 

Declaração/Resposta dos vereadores do PSD 

 

Depois da intervenção extremamente arrogante do senhor presidente da Junta de Freguesia de Alferrarede na última Assembleia Municipal, no que foi secundado pela senhora presidente da câmara, enaltecendo o trabalho extraordinário levado a cabo pela Comissão Social de Freguesia de Alferrarede, trabalho esse que, na opinião de ambos, podia ser facilmente comprovado, a resposta do Núcleo Executivo da Rede Social dá vontade de rir, não fosse o reconhecimento público da sua incompetência e inutilidade como órgão executivo.

 

Em primeiro lugar, o nosso pedido foi feito à Comissão Social de Freguesia de Alferrarede e não ao Núcleo Executivo da Rede Social, como não podia deixar de ser.

 

Só quem não está suficientemente por dentro da lógica de funcionamento e intervenção da Rede Social é que solicitaria um esclarecimento destes ao Núcleo Executivo.

 

Com efeito,  levar o assunto sobre o funcionamento de uma comissão social de freguesia ou do Banco Social a reunião de Conselho Local de Acção Social (CLAS) é não só totalmente descabido como revela uma grande ignorância sobre a matéria de quem o faz (para sermos benévolos).

 

Como toda a gente sabe, à excepção, pelos visto, do Núcleo Executivo da Rede Social, as comissões sociais de freguesia, sendo um órgão da Rede Social, têm uma presidência, estrutura, regulamento e membros próprios a ela afectos que, em nada, dependem do Núcleo Executivo, conforme se pode constatar pelos termos da Lei.

 

Uma das funções do Núcleo Executivo é, aliás, a de dar suporte técnico às comissões sociais de freguesia, sendo que este apoio deverá ir no sentido de as auxiliar com os mais diversos instrumentos de trabalho que incluem o Plano de Acção Anual, a actualização e monitorização do Diagnóstico Social da Freguesia,  os eixos prioritários de actuação e, entre outros, os instrumentos de avaliação.

 

Em segundo lugar, ninguém pretende aqui fiscalizar  o trabalho da Comissão Social de Freguesia de Alferrarede.

 

Acontece que o senhor presidente da Junta de Freguesia de Alferrarede fez uma intervenção na última Assembleia Municipal sobre o excelente funcionamento da mesma, o que pressupõe que a mesma tenha sido avaliada, sob pena de o senhor presidente estar a fazer afirmações puramente fantasiosas e sem qualquer sustentabilidade.

 

Com efeito, em  todo e qualquer trabalho, só se pode falar de  sucesso ou insucesso quando o mesmo é alvo de uma avaliação ou tem elementos que permitem ser avaliado.

 

Ora, tendo nós conhecimento de casos concretos sobre munícipes acompanhados pela Comissão Social de Freguesia de Alferrarede, em grave situação e que em nada aquela comissão ajudou a resolver ou a minorizar os problemas que afectam tais pessoas (uma das situações foi inclusive levada, por nós, a reunião camarária), quisemos apenas saber em que se baseava o senhor presidente da Junta de Alferrarede e a senhora presidente da câmara para garantirem publicamente o excelente desempenho da Rede Social /Comissão Social de Freguesia de Alferrarede, em especial sobre pontos muito precisos e que permitem uma efectiva garantia do seu bom funcionamento.

 

Em terceiro lugar, não deixa de ser caricato e surrealista quando, na resposta ao nosso requerimento, se alega que o diploma legislativo que regulamenta a Rede Social não prevê que as comissões sociais de freguesia sejam avaliadas, fiscalizadas ou tuteladas por qualquer outro órgão ou entidade.

 

O Núcleo Executivo parece desconhecer que as comissões sociais de freguesia são um órgão da Rede Social, sendo esta um conjunto de parcerias, entre as quais a Câmara Municipal, a quem compete a presidência.

 

Ora, como é evidente, a Câmara Municipal, na qualidade de coordenadora/Presidente da Rede Social, tem legitimidade para acompanhar, orientar e avaliar o funcionamento da Rede Social no seu todo, o que inclui, como é evidente, as comissões sociais de freguesia.

 

E como todos sabemos, à excepção do Núcleo Executivo, como é manifesto, qualquer vereador, independentemente da força política que o elegeu, faz parte do executivo camarário.

 

Consequentemente, pertencendo os vereadores requerentes ao executivo camarário, têm os mesmos, na qualidade de membros da Câmara, legitimidade para o fazer.

 

E tanto assim é que o Plano de Acção, o Relatório de Avaliação e outros documentos são presentes a reunião de Câmara.

 

 Mas o anedotário e o ridículo não ficam por aqui.

 

A senhora presidente enviou o ofício Refª 09914.21.07.10, tendo como destinatário a  Rede Social, como se esta fosse um órgão externo à Câmara Municipal e a presidência da mesma não lhe competisse, por inerência da lei. 

 

Verifica-se ainda que  a morada para onde foi enviado o citado ofício, situa-se no Edifício Falcão, ou seja, para o mesmo edifício onde se situa a Presidência da Câmara Municipal e diversos serviços municipais, entre os quais o Serviço de Acção Social e Saúde no qual funciona a Rede Social.

 

Seria, aliás, o cúmulo que tal ofício tivesse sido enviado pelo correio, com as inerentes despesas, quando o mesmo tem como destino os próprios serviços camarários. 

 

Para já não falar no facto de a resposta estar assinada por Jorge Claro, na qualidade de «Coordenador da Rede Social», quando, na verdade, é apenas «Coordenador do Núcleo Executivo». Ou seja, assina a resposta fazendo-se passar por quem não é.

 

No entanto, não é este o cerne da questão.

 

O cerne da questão que, pelos vistos, o Núcleo Executivo da Rede Social tem dificuldade em perceber é o seguinte:

 

as comissões sociais de freguesia têm a missão de identificar e resolver os problemas com que se confrontam e, só após esgotarem todos os meios à sua disposição e sem sucesso, é que devem encaminhar as situação não resolvidas para outra entidade.

 

Tal encaminhamento pressupõe, em termos de uma intervenção social articulada, o envio de um documento, exposição, relatório sobre a intervenção da referida comissão.

 

Como não pode deixar de ser.

 

Ora, foram precisamente estes documentos (e só estes) que foram solicitados, isto é, os relatórios que a Comissão Social de Freguesia de Alferrarede encaminha para o Banco Social, após ter esgotado sem sucesso a sua intervenção.

 

Convém não esquecer, tal como já foi referido em outras ocasiões, que as verbas  do Programa  do Banco Social são dinheiros públicos da Câmara Municipal, pelo que é legítimo a qualquer vereador ter acesso a todos os documentos deste programa, sempre que o entenderem.

 

Como é por demais evidente, a resposta dada pelo Núcleo Executivo da Rede Social é totalmente desfasada e em nada coincide com o que foi solicitado o que nos deixa bastante perplexos e permite publicamente concluir, sem quaisquer dúvidas, face à falta de resposta, que a Rede Social/Comissão Social de Freguesia não tem um instrumento de monitorização e avaliação que permita afirmar publicamente sobre o seu bom ou mau funcionamento.

 

Uma das principais razões por que nos candidatámos foi precisamente o combate à pobreza e exclusão social.

 

Nesse sentido, pretendemos destacar e elogiar o papel dos diversos actores sociais, quando efectivamente se prova o mérito dos mesmos, mediante a apresentação de  evidências e provas reais que contradigam as notícias que nos chegam.

 

Ao longo deste mandato, temos  dado as mais diversas provas da nossa preocupação no que respeita a melhorar a qualidade de vida dos nossos cidadãos e conducentes ao efectivo desenvolvimento social deste concelho,  apresentando as mais diversas propostas, designadamente: o Regulamento de Apoio a Estratos Sociais Desfavorecidos e o Cartão Municipal do Idoso (entre outras).

 

Agora, há uma coisa que não admitimos: é que nos tratem por tolos ou nos queiram comer por parvos.

Autoria e outros dados (tags, etc)


Perfil

SML 1b.jpg



Visitantes


Pesquisar

Pesquisar no Blog  

Quimeras


Alma, Eléctrico!


Livros

Capa - 3ª Edição.jpg

Capa - Frente.jpg

Capa Bocage.jpg 

Capa.jpg 

Eléctrico - Um Clube com Alma.jpg

Mistério Sant Quat (I).jpg


Livros-vídeo


eBooks




calendário

Maio 2019

D S T Q Q S S
1234
567891011
12131415161718
19202122232425
262728293031

Arquivo

  1. 2019
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2018
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2017
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2016
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2015
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2014
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2013
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2012
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2011
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2010
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D
  131. 2009
  132. J
  133. F
  134. M
  135. A
  136. M
  137. J
  138. J
  139. A
  140. S
  141. O
  142. N
  143. D
  144. 2008
  145. J
  146. F
  147. M
  148. A
  149. M
  150. J
  151. J
  152. A
  153. S
  154. O
  155. N
  156. D