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COLUNA VERTICAL


Domingo, 26.06.11

A CRISE DO OCIDENTE

 

«A crise do Ocidente não tem solução, se as exigências éticas e os deveres da moral não forem reconduzidos ao centro de toda a acção política.»

Papa Bento XVI

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Sábado, 16.04.11

A ESTATÍSTICA E A VERDADE

Extracto do livro "A LUZ DO MUNDO" entrevista a Bento XVI 

 

A estatística não se pode transformar num critério moral.

 

Já é suficientemente grave que as sondagens de opinião pública se tornem um critério das decisões políticas e se comece a ver onde se ganha mais adeptos, em vez de se perguntar o que está certo.

 

O mesmo acontece com os resultados de inquéritos que estudam o que se faz e como se vive, em vez de se terem com base o critério do verdadeiro e do certo.



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Sábado, 02.04.11

A DITADURA DO RELATIVISMO

Extracto do livro "A LUZ DO MUNDO" entrevista a Bento XVI 

 

Vai-se constituindo uma ditadura do relativismo que nada reconhece como definitivo e que deixa como última medida apenas o próprio eu e as suas vontades. (...)



Está-se a difundir uma nova intolerância, isso é óbvio. Existem regras ensaiadas de pensamento que são impostas a todos e que são depois anunciadas como uma espécie de tolerância negativa. (...) Que em nome da tolerância seja abolida a própria tolerância é uma verdadeira ameaça perante a qual nos encontramos. (...)

 

Como dizia Santo Agostinho, a História mundial é uma luta entre dois tipos de amor: o amor por si próprio - até à destruição do mundo - e o amor pelo Outro - até à renúncia de si próprio. Esta luta, que sempre pudemos presenciar, também está a acontecer agora.

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Sábado, 12.03.11

A CATÁSTROFE GLOBAL

Extracto do livro "A LUZ DO MUNDO" entrevista a Bento XVI 

 

Conhecimento é poder. Ou seja, quando eu conheço, também posso dispor. O conhecimento trouxe poder, mas de uma forma que faz com que nós, com o nosso próprio poder, também consigamos destruir precisamente o mundo que julgamos ter compreendido.

 

Torna-se assim claro que, na combinação habitual do conceito de progresso feito de conhecimento e poder, falta um ponto de vista essencial, que é o do aspecto do bem. A questão é: o que é bom? Para onde o conhecimento deve orientar o poder? Trata-se apenas de poder, precisamente, dispor de uma vez por todas - ou também se deverá colocar a questão da dimensão interior, a questão do que é bom para os homens, para o Mundo? E isso, penso eu, ainda não aconteceu suficientemente.

 

No fundo, é por isso que o aspecto ético, ao qual respeita responsabilidade perante o Criador, não tem lugar. Quando apenas se estimula o poder individual, derivado do conhecimento individual, esse tipo de progresso torna-se abertamente destrutivo.

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Quinta-feira, 15.07.10

CAVACO E BENTO XVI: TÁCTICA E ESTRATÉGIA

Santana-Maia Leonardo - in Nova Aliança  

 

Sempre votei e apoiei Cavaco Silva. E fi-lo sempre por convicção. E foi precisamente por acreditar na sua promessa de que seria capaz de devolver Portugal ao crescimento e prosperidade, em "cooperação estratégica" com a maioria socialista, que votei nele nas últimas presidenciais.

 

É óbvio que, para haver "cooperação estratégica" com o Governo, seria necessário, antes de mais, que o Governo quisesse cooperar com o Presidente, o que manifestamente não sucedeu. Mas o Presidente não podia deixar de ver aquilo que entrava pelos olhos de qualquer pessoa com "dois dedos de testa": a corrida vertiginosa para o abismo a que as políticas irresponsáveis e criminosas do Governo, nas mais diferentes áreas (Educação, Justiça, Obras Públicas, Trabalho, Família, Administração Pública, etc.), nos estavam conduzir.

 

Acontece que o Presidente assistiu à derrocada de Portugal, impávido e sereno. Na sua comunicação ao País, a propósito da promulgação dos casamentos gay, ficámos todos a perceber a razão deste silêncio cúmplice com a política criminosa do Governo: para o Presidente, a ética das convicções deve ceder à lógica das conveniências, a que eufemisticamente resolveu chamar "ética da responsabilidade", mas que, no fundo, se resume apenas a uma enorme cobardia e a pura táctica política.

 

É, por esta razão, que eu, não sendo crente, nem católico, tenho uma enorme admiração por Bento XVI. Para este, a ética da responsabilidade está sempre intimamente ligada à ética das convicções, não podendo viver uma sem a outra.

 

Isto não significa, obviamente, que concorde com a posição do Cardeal Patriarca ao sugerir a perda do voto católico em Cavaco por este não ter vetado a lei dos casamentos gay. Aliás, esta declaração não faz qualquer sentido tendo em conta o que fica do chamado casamento civil.

 

Com efeito, depois da lei do casamento civil ter sido absolutamente esvaziada pelos sucessivos governos socialistas, o que resta, hoje, é apenas uma excrescência jurídica de que apenas sobejou o nome, sem qualquer objecto e que visa apenas dar trabalho e dinheiro aos advogados, tribunais e conservatórias. Sem casamento civil, a maioria dos escritórios de advogados (eu falo por mim) iam à falência: acabavam-se os divórcios, inventários, prestações de contas, arrolamentos, regulações de responsabilidade parental, acções de indemnização e de alimentos, execuções, etc.

 

É, também por esta razão, que o legislador quer equiparar as uniões de facto ao casamento civil, com receio de que a maioria dos portugueses se aperceba da inutilidade do casamento civil e passe a unir-se de facto, em vez de se casar.

 

Ora, em face disto, a Igreja Católica só tinha de fazer uma coisa: rasgar a Concordata e recusar que o casamento católico pudesse continuar a ser equiparado a esta excrescência jurídica que o legislador teima em chamar "casamento", com vista apenas a enganar os incautos.

 

O casamento de que fala Bento XVI não tem nada a ver com isto. Casamento, para Bento XVI, é a união indissolúvel entre um homem e uma mulher. Ou seja, para Bento XVI, o casamento é um projecto de vida colectivo que vai muito para além da união de dois indivíduos e de dois egoísmos. O casamento, para Bento XVI, é o contrato para a vida que acautela o futuro dos filhos (criando-as e educando-as) e dos pais (protegendo-os na velhice).

 

É claro que a maioria das pessoas, nas quais eu me incluo, é hoje demasiado egoísta para  se preocupar com as gerações futuras. Cada um que se desenrasque. E desde que o mundo chegue até à hora da nossa morte, é o que chega para a maioria das pessoas.

 

No entanto, apesar de reconhecer o meu egoísmo e o meu comodismo, reconheço também a razão de Bento XVI ao defender a família como uma instituição perene (e não um local de passagem de indivíduos de diferentes proveniências, como hoje acontece), única forma de a responsabilizar e garantir a  transmissão dos valores comunitários.

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Domingo, 13.06.10

BENTO XVI

Santana-Maia Leonardo - in Nova Aliança

 

Não sou crente, nem ateu, nem agnóstico, se bem que já tenha sido tudo isto e por esta ordem. Hoje, sou apenas descrente. No entanto, tenho pelo actual Papa Bento XVI uma especial veneração, como já tinha pelo Cardeal Ratzinger, o que me fez desejar que fosse o escolhido.

 

Na era do efémero, onde tudo muda ao sabor das modas e das conveniências do momento, era fundamental que uma instituição âncora da civilização ocidental, como é a Igreja Católica, elegesse para seu timoneiro um homem da craveira intelectual de Ratzinger que aceitasse ser o farol num mundo pós-moderno onde o homem ocidental e a Europa andam, literalmente, à deriva.

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Quinta-feira, 03.06.10

OS VALORES

Manuela Ruivo - in Primeira Linha 

 

A presença de Sua Santidade Bento XVI, neste momento, particularmente difícil para Portugal, foi, sem dúvida, uma lufada de ar fresco não só para os católicos como para todos aqueles que gostam de reflectir sobre a vida e sobre os homens. A sua visita a Portugal terá sido uma alavanca para o seu pontificado, saindo revigorado para a sua grande missão de revitalizar o cristianismo.

 

A sua mensagem foi transversal, ultrapassando a religião, colocando a tónica na identidade da Europa e no seu relacionamento com o resto do mundo. A sua crítica às sociedades ocidentais dominadas pelos valores materiais e consumistas e onde impera o relativismo moral, foi um alerta. Alerta esse, que se reflecte nos grandes debates políticos: a defesa da instituição do casamento, da vida, da identidade das civilizações…

 

O apelo de Sua Santidade a princípios e valores como a fraternidade, a solidariedade, o respeito recíproco, a defesa da vida e da família tradicional, a defesa de valores e princípios essenciais da igreja, não andando ao sabor das modas e de pseudo-modernidades, transporta-nos para um nível de introspecção e de reencontro em que nos leva a tomar consciência de que a política e a religião não estão dissociadas, têm em comum a construção de cidades mais justas e mais tolerantes.

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Quinta-feira, 13.05.10

ONDE EU ME ENCONTRO COM BENTO XVI

Horas antes de iniciar o Conclave que o escolheria como sucessor de Pedro, o então cardeal Ratzinger proferiu, como decano do Colégio dos Cardeais, uma homília que se tem vindo a revelar todo um programa. «Possuir um fé clara, seguir os ensinamentos da Igreja, é classificado com frequência como fundamentalismo», disse, então, perante os 115 cardeais eleitores. «Em contrapartida, o relativismo, isto é, o deixar-se levar "para aqui ou para ali por qualquer vento ou doutrina" parece a única atitude aceitável nos tempos que correm. Toma corpo uma ditadura do relativismo que não reconhece nada como definitivo e que deixa tudo ao critério do ego e dos seus desejos». (...)

 

Talvez, por isso mesmo eu, que não tenho fé, termine lembrando que, pouco tempo antes da morte de João Paulo II, numa conferência na Escola de Cultura Católica de Santa Croce, em Bassano, o ainda cardeal Ratzinger propôs a inversão do axioma dos iluministas de acordo com o qual era possível definir as normas morais essenciais "etsi Deus non daretur", como se Deus não existisse, para passar a propor que «mesmo aqueles que não conseguem encontrar o caminho da aceitação de Deus deveriam procurar viver e orientar a sua vida "veluti si Deus daretus", como se Deus existisse». (...)

 

Como alguém que se reconhece nos valores de uma Europa que, como Bento XVI correctamente defende, não é apenas um lugar geográfico mas o produto de uma civilização, e que a matriz dessa civilização é o Cristianismo (sem o qual não teria sido sequer possível o Iluminismo), aceito esse desafio. Mais: nesse desafio marco encontro com Bento XVI e com a sua luta civilizacional, que é também minha. 

José Manuel Fernandes – in Público de 07/05/2010

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