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COLUNA VERTICAL


Sexta-feira, 08.10.10

HÁ "MÁFIAS" A INTIMIDAR COMERCIANTES

In Mirante de 30/9/10

 

Os vereadores do Partido Social Democrata de Abrantes, Santana Maia e António Belém Coelho, consideram que se vive no concelho “situações de cariz mafioso” que incluem “extorsão de dinheiro e de bens a comerciantes, através da intimidação física e de coacção psicológica, e de esquemas de contratação de elementos de comunidades marginais para amedrontar e afugentar a clientela de estabelecimentos comerciais concorrentes”.

 

A presidente da Câmara, Maria do Céu Albuquerque (PS), considera que este tipo de linguagem “é abusivo” porque se pode estar a reportar a situações de querelas entre vizinhos. “Temos que manter algum distanciamento e contribuir para que o trabalho da PSP possa ser mais eficaz”, considera.

 

O último caso que sustenta a tese dos vereadores sociais-democratas remete para um empresário de Abrantes que foi espancado no interior do seu café, na Avenida 25 de Abril, na noite de 21 de Setembro, por um homem que se fazia acompanhar por sete indivíduos.

 

Em reunião do executivo camarário, os vereadores do PSD exigiram que a Câmara de Abrantes tome medidas para que “a paz pública e a segurança retornem à cidade” mas a presidente da autarquia considera que este tipo de discurso não passa de alguma especulação que está a ser feita em torno de casos pontuais. “Gostava de desmistificar esta questão porque as questões de insegurança em Abrantes são idênticas ao que se passam em outros concelhos”, disse a autarca a O MIRANTE, acrescentando que os dados que lhe chegam não provam que exista um clima de insegurança em Abrantes. “São casos pontuais, perfeitamente identificados e os dados que temos não nos permitem dizer que temos insegurança em Abrantes”, considera.

 

Maria do Céu Albuquerque aludiu ao facto de se ter constituído o Conselho Municipal de Segurança, estando praticamente concluído o primeiro diagnóstico local de segurança que pode levar à implementação de medidas como o reforço de policiamento, inclusão de câmara de vídeo-vigilância e um trabalho de intervenção social junto das comunidades mais problemáticas.

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Segunda-feira, 20.09.10

REUNIÃO DA CÂMARA DE 20/9/10 (extracto I)

DE CIDADE FLORIDA A ZONA FRANCA DA CRIMINALIDADE

Pedido de esclarecimento dos vereadores do PSD 

 

Os vereadores do PSD têm vindo a lançar sucessivos alertas para a situação absolutamente insustentável a que chegou a cidade de Abrantes, em termos de segurança pública.

 

Sendo certo que o direito à segurança, quer de pessoas, quer de bens, é um dos direitos fundamentais do cidadão e um dos pilares em que assenta o sistema democrático.

 

Existem fortes indícios de já se viver em Abrantes situações de cariz mafioso, como é o caso de extorsão de dinheiro e de bens a comerciantes, através da intimidação física e da coação psicológica, e de esquemas de contratação de elementos de comunidades marginais para amedrontar e afugentar a clientela de estabelecimentos comerciais concorrentes.

 

É, aliás, surpreendente como se consente que indivíduos que se dedicam a este tipo de actividade, se passeiem, com a maior das naturalidades, pelas ruas da nossa cidade armados, exibindo a arma e apontando-a a quem lhes apetecer, e em carros portadores de autênticos arsenais bélicos.

 

E não se diga que não há queixas, porque todos sabemos que, nas cidades dominados por esquemas deste tipo, o silêncio é inevitável face às sanções extremamente violentas, perpetradas pelo grupo criminoso dominante, para quem denuncia.

 

Face a este tipo de criminalidade, extremamente violenta, não se pode esperar que seja o cidadão individual, vítima da extorsão e da intimidação física, a levar a cabo a iniciativa de denunciar, pondo em risco a sua vida e dos seus familiares.

 

Nestes casos, apenas a Câmara Municipal tem capacidade para intervir e denunciar esta situação de alarme público, designadamente, junto do ministro da Administração Interna, para que tome as medidas que se impõem para que a paz pública e a segurança retornem à cidade.

 

De facto, não conseguimos compreender a passividade com que a Câmara assiste ao lavrar do incêndio pela cidade, sem um gesto público de indignação e sem ser capaz de liderar a comunidade abrantina que clama pelo direito de viver em paz e em segurança.

 

Face ao exposto, os vereadores do PSD  gostariam de saber:

 

            1.         por que razão a Câmara Municipal ainda não solicitou uma audiência ao ministro da Administração Interna com vista à tomada de medidas urgentes para que o Estado de Direito e a segurança pública sejam garantidos na cidade de Abrantes, seja com a colocação na cidade de polícia de intervenção, seja com a acções que levem ao desarmamento dos grupos e das comunidades de marginais e ao fim dos esquemas de extorsão, tráfico de droga e intimidação da clientela de estabelecimentos concorrentes?

 

            2.         se já o fez e o ministro da Administração Interna nada fez, por que não denunciou ainda o facto publicamente, quando é certo que hoje só a denúncia através da comunicação social tem efectivo poder para pressionar os governantes a tomarem as medidas que se impõem?

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Segunda-feira, 23.08.10

REUNIÃO DA CÂMARA DE 23/8/10 (extracto I)

AFIXAÇÃO OU INSCRIÇÃO DE PUBLICIDADE

Pedido de esclarecimento dos vereadores do PSD

 

O Supremo Tribunal Administrativo acaba declarar a inconstitucionalidade das quantias cobradas por um município para o licenciamento de afixação ou inscrição de publicidade, uma vez que constituem impostos que devem emanar directamente da Assembleia da República.

 

Face ao exposto, gostaríamos de saber se o município de Abrantes também se encontra nesta situação e, caso esteja, se tenciona devolver as quantias indevidamente recebidas aos munícipes vítimas dessa cobrança?

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Segunda-feira, 07.09.09

REVISITAR S. JOÃO

 

No passado dia 29 de Agosto, Santana Maia, acompanhado por Belém Coelho e Elsa Cardoso (candidatos do PSD à Câmara Municipal), Manuela Ruivo, Ana Maria Rico, Anabela Martinho e Susana Martinho (candidatas do PSD à Assembleia Municipal), Manuel Nogueira, candidato a Presidente da Junta de Freguesia de S. João, e ainda vários elementos da sua lista, voltaram a visitar e a percorrer, pela terceira vez, a freguesia de S. João, onde tiveram oportunidade de voltar a contactar com os residentes e os comerciantes, ouvindo as suas queixas e dando-lhes a conhecer as suas propostas para a freguesia.

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Quarta-feira, 03.06.09

PELA SUA SAÚDE E DO CENTRO HISTÓRICO

 

A requalificação do centro histórico, levada a cabo pelo executivo socialista nos últimos dezasseis anos, teve este efeito perverso e contraditório: tornou o espaço mais bonito e aprazível, sem qualquer sombra de dúvida, mas afugentou as pessoas, condenando a prazo a viabilidade económica do comércio tradicional.
E não é preciso ser muito inteligente para perceber a razão da desertificação do centro histórico. Com efeito, ao retirarem-se praticamente todos os serviços, que obrigavam as pessoas a deslocar-se aqui, e ao dificultar-se ainda mais o já difícil acesso e o estacionamento, este resultado era inevitável.
Acresce que a saída da ESTA ainda vai agravar mais a situação. E se a Câmara, então, sair daqui, como é vontade expressa dos socialistas, o centro histórico passará a ser um centro fantasma.
A construção de um grande parque de estacionamento de apoio ao centro histórico é uma prioridade, mas não é suficiente. Porque, se não houver uma razão que obrigue uma grande fluxo de pessoas a deslocarem-se aqui, diariamente, o parque de estacionamento apenas servirá de poiso aos indigentes e marginais.
No passado dia 20, tive uma reunião com o Director Executivo do Agrupamento de Centros de Saúde do Zêzere, para me inteirar da situação que se vive nalgumas extensões de saúde de Abrantes.
Dessa reunião resultou claro que é urgente encontrar novas instalações para o centro de saúde de Abrantes que funciona, a título provisório, no Hospital. Fui também informado que a tutela é sensível ao financiamento de projectos de adaptação de edifícios.
Face a esta informação, quero, desde já, dar a minha palavra aos comerciantes do centro histórico que me irei empenhar, pessoalmente, assim como toda a minha equipa, para que seja construído no centro histórico o novo centro de saúde de Abrantes, devendo o município ceder um edifício com boa acessibilidade para a sua instalação (existem, pelo menos, três que reúnem essas condições).
Um abraço deste vosso sincero e leal amigo

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Segunda-feira, 18.05.09

VISITA AO COMÉRCIO LOCAL

  

O candidato do PSD à Câmara Municipal, Santana Maia, realizou, nas últimas semanas, um périplo por todas os estabelecimentos comerciais de Alferrarede, Tapadão, Alferrarede Velha, Barca do Pego, Amoreira, Rio de Moinhos e grande parte dos estabelecimentos da cidade de Abrantes (zona histórica e zona envolvente). E pretende, nos próximos dois meses, visitar os restantes estabelecimentos comerciais do concelho.

 
Numa altura em que o “comércio local tradicional” passa por grandes dificuldades e a única coisa com que tem contado das autoridades públicas tem sido mais impostos, taxas e coimas, Santana Maia pretende, com a sua deslocação pessoal aos estabelecimentos comerciais, transmitir-lhes a sua solidariedade para com uma actividade essencial para a vida do concelho e oferecer a sua disponibilidade e boa vontade para os ajudar no que puder.
 
É importante, tendo em especial atenção a crise actual, que a Câmara Municipal assuma um papel proactivo junto dos pequenos comerciantes e que não se esconda atrás de protocolos celebrados com associações e instituições que, como muito bem sabe, não só não dispõem dos meios necessários para actuar em tempo e com a qualidade desejada, como também não lhes compete definir a política de desenvolvimento do concelho, da responsabilidade exclusiva do executivo municipal.
 
É certo que o “comércio local tradicional”, num mundo em constante mudança, nem sempre se adapta à velocidade desejada. Mas é um erro medir a importância das empresas e do comércio apenas tendo em conta o seu tamanho. As pequenas empresas e o pequeno comércio empregam e dão de comer a mais gente que todas as grandes empresas juntas. As pequenas e médias empresas são as grandes empregadoras do concelho e do país. Consequentemente, o “comércio local tradicional”deve ser encarado, pela autarquia, como o principal factor de dinamização dos centros urbanos.
 
Para além disso, o “comércio local tradicional” tem uma importante função social, na medida em que muitos idosos e pessoas com dificuldades temporárias nele encontram resposta para as suas necessidades de convívio, contacto e mesmo económicas.
 
Esta candidatura defende um “comércio local tradicional” de excelência, que sirva de apoio à afirmação da marca “Abrantes” e que promova os produtos e tradições locais. Acreditamos que a afirmação do concelho depende deste sector, que tem a responsabilidade de receber, em primeira-mão, quem cá está e quem nos visita e, como tal, deve traduzir essa responsabilidade num atendimento personalizado e de qualidade.
 
Com o crescimento do comércio local tradicional, todo o concelho ganha, em competitividade, imagem, e em desenvolvimento. Connosco, Abrantes vai passar a estar na moda e a ser falada a nível nacional.
 
Consulte: Programa eleitoral - comércio local

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Domingo, 17.05.09

O COMÉRCIO LOCAL

 

O “comércio local tradicional” deve ser encarado, pela autarquia, como o principal factor de dinamização dos centros urbanos. Até porque o “comércio local tradicional” tem uma importante função social, na medida em que muitos idosos e pessoas com dificuldades temporárias nele encontram resposta para as suas necessidades de convívio, contacto e mesmo económicas.
 
Esta candidatura defende um “comércio local tradicional” de excelência, que sirva de apoio à afirmação da marca “Abrantes” e que promova os produtos e tradições locais. Acreditamos que a afirmação do concelho depende deste sector, que tem a responsabilidade de receber, em primeira-mão, quem cá está e quem nos visita e, como tal, deve traduzir essa responsabilidade num atendimento personalizado e de qualidade.
 
Nesse sentido, propomos:
         -        promover a «marca Abrantes» a nível nacional, dando-lhe uma identidade própria, capaz de unir a nossa história, o rio, a barragem, os nossos monumentos, a nossa gastronomia, a nossa cultura e as nossas tradições e, consequentemente, ser capaz de se transformar num pólo aglutinador da região centro, atraindo ao concelho gente da região, do país e do mundo;
         -        desenvolver, desde já, os estudos técnicos necessários, no sentido de reformular toda a rede viária e de estacionamento da cidade e dos centros urbanos;
         -        promover iniciativas destinadas à criação de condições para a utilização das verbas previstas ao abrigo do Sistema de Incentivos a Projectos de Modernização do Comércio (MODCOM);
         -        delimitar os espaços de comércio local, para evitar a dispersão dos mesmos; reconsiderar o aumento e localização do número de grandes/médias superfícies existentes no concelho;
         -        dinamizar a zona do castelo, do centro histórico e a zona ribeirinha; reunir trimestralmente com os comerciantes de cada freguesia do concelho;
         -        transformar o concelho de Abrantes no concelho de referência da zona centro, em qualidade de serviço e de atendimento, em limpeza e asseio, em beleza e em segurança, através de programas de apoio e incentivo aos bons comportamentos e de desincentivo dos maus.

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Sexta-feira, 01.05.09

INSEGURANÇA: VISITA AO MILLENIUM

 

No dia 27 de Abril, Santana Maia, candidato do PSD à Câmara de Abrantes, visitou a zona do Centro Comercial em Vale de Rãs para constatar os problemas de insegurança vividos por comerciantes e habitantes nesse local. A acompanhar o candidato do PSD à Câmara Municipal, esteve Luís Ablú, candidato à Freguesia de São Vicente, Manuel Catarino, candidato à Freguesia de Mouriscas e inspector da Polícia Judiciária aposentado, Dora Caldeira, candidato à Freguesia de Alferrarede, António Belém Coelho, membro da Assembleia Municipal, e Amadeu Lopes.
 
A visita foi conduzida por José Pires, gerente do Centro Comercial Millenium. Durante a visita, foi latente o desânimo e a falta de motivação dos comerciantes (os poucos que ainda resistem) e dos moradores, em virtude do clima de insegurança que vigora numa zona central da cidade como é aquela, estando estes especialmente chocados com a impunidade que prevalece sobre os prevaricadores e com a inoperância e indiferença dos vários organismos com competências sobre a matéria. É, aliás, escandaloso que um centro comercial com esta dimensão e localização tenha sido obrigado a contratar segurança privada para colmatar a falta de segurança pública.
 
O PSD entende que, apesar do município não se poder substituir ao Estado no seu papel de garante da segurança pública, deve utilizar todos os meios para pressionar a tutela a intervir no sentido de garantir a segurança dos cidadãos: alterando a legislação criminal, fazendo o acompanhamento e a fiscalização dos programas de reinserção social, reforçando o policiamento nas zonas de maior conflito e agilizando o sistema de justiça para que o crime não continue a ser uma actividade altamente compensadora.
 
Assobiar para o ar, à espera que a tempestade passe, ou enterrar a cabeça na areia é que não pode continuar a ser a solução. Garantir a segurança nos pequenos e médios estabelecimentos é uma das vertentes da segurança pública que, se não funcionar, acarreta sérios prejuízos para a economia local e nacional. Os pequenos comerciantes não podem servir apenas para pagar impostos e multas.
 
Lamentamos que a Comissão de Segurança, criada no âmbito da Assembleia Municipal, ainda não tenha reunido, assim como também reprovamos a passividade e indiferença com que o executivo municipal está a encarar a questão da insegurança que se vive em certas zonas da cidade.
 
Estando o problema identificado, é urgente agir. Por isso, o PSD vai solicitar, através dos seus vereadores, que a Câmara Municipal tome a iniciativa de agendar uma reunião da Comissão de Segurança e que pressione os organismos da tutela a apresentar soluções.
 
Mas, porque também é necessário os cidadãos darem o exemplo, uma vez que o medo é ele próprio gerador de insegurança, Santana Maia comprometeu-se a frequentar não só o Centro Comercial como a sua sala de cinema.
 
No seguimento desta jornada de trabalho, a candidatura do PSD apresentou as suas linhas programáticas para o sector da segurança que poderá ser consultado no nosso blogue em Programa Eleitoral: Segurança.

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Segunda-feira, 20.04.09

BALANÇO DOS PRIMEIROS SEIS MESES

 

Decorreram seis meses desde que anunciámos a nossa candidatura à Câmara Municipal de Abrantes. Tal como dissemos na altura e reafirmamos hoje, as pessoas, na sua individualidade e enquanto titulares de direitos mas também de deveres, são a razão de ser da nossa candidatura. Não queremos construir o futuro para as pessoas, mas construir o futuro com elas. O nosso combate “pela independência de cada um dos abrantinos face ao poder político” é, por isso, fundamental. Um poder político que menospreza diariamente as pessoas, que tenta por todos os meios condicionar a sua vontade, que não as ouve e que só finge preocupar-se com elas quando acha que isso lhe traz algum retorno eleitoral, iludindo-as, nestas alturas, com falsas expectativas e com promessas sem sentido, que sabem não poder cumprir.
 
Questões Sociais: Nestes seis meses, tivemos a oportunidade de visitar a maioria das instituições de solidariedade social do concelho, assim como os agrupamentos de escolas e algumas associações de cariz cultural e desportivo, tendo testemunhado duas realidades: o empenho extraordinário das pessoas que dedicam o seu tempo a formar e a ajudar os outros, sobretudo, os que mais precisam; e a pouco atenção que merecem da autarquia. Não aceitamos que se governe um concelho só com o objectivo de fazer obra, sem se olhar por quem nele vive. Como não nos cansamos de repetir, não há melhor investimento, nem investimento mais reprodutivo, do que nas infraestruturas humanas.
 
Mas o simples facto de termos iniciado a volta ao concelho precisamente pelas instituições de solidariedade social, pondo sempre a tónica nas pessoas e não nas obras, já teve um efeito muito benéfico. Em primeiro lugar, obrigou a Câmara Municipal a lembrar-se de que o concelho não são apenas construções, mas que também existem pessoas de carne e osso a viver com muitas dificuldades. Em segundo lugar, obrigou todas as candidaturas a preocuparem-se e a começarem a falar nas pessoas, fazendo com que os diferentes candidatos fizessem também o seu périplo pelas instituições de solidariedade social, ajudando-os dessa forma a constatarem com os seus próprios olhos as dificuldades porque passam estas instituições e os seus utentes. É certo que maior parte das medidas com que o executivo camarário procurou corresponder às nossas preocupações são absolutamente inócuas e desprovidas de um verdadeiro fio condutor. Mas também não se pode exigir mais de um executivo que, durante dezasseis anos, se esqueceu completamente de que as pessoas têm de ser sempre o princípio e o fim de toda a actividade política.
 
Abrantes é hoje um concelho envelhecido, sem que existam perspectivas de rejuvenescimento, a não ser que seja feita uma inflexão na orientação das políticas sociais levadas a cabo pela autarquia. E é, precisamente com esse objectivo de dar um novo rumo à nossa autarquia, que a nossa candidatura se está a preparar com afinco, para que, em Outubro, possamos corresponder à ambição e às legítimas expectativas dos abrantinos de ter um concelho mais pujante, mais dinâmico, mais justo e mais solidário.
 
Questões relativas ao desenvolvimento económico: neste período, inteirámo-nos e constatámos o falhanço total do modelo de desenvolvimento da autarquia. Abrantes contínua sem conseguir atrair pessoas de outros concelhos e, pior ainda, não cativa nem oferece condições para os seus próprios “filhos” se fixarem no concelho. As empresas, nomeadamente, as pequenas e médias, a par do turismo, são absolutamente essenciais à criação de emprego e ao consequente aumento da riqueza local pelo que têm de merecer necessariamente uma atenção especial.
 
As pequenas e médias empresas sofrem o resultado de quinze anos de políticas viradas para o umbigo socialista, em que se esqueceu, por falta de visão e alguma incompetência à mistura, a lógica regional e nacional em que estamos inseridos, o que tem impossibilitado a nossa afirmação regional. O PROT é incisivo no potencial que o concelho oferece como porta de entrada dos fluxos vindos de Espanha, via este, e do sul do país.
 
O centro histórico é o espelho da falta de visão da autarquia, onde não existe um comércio tradicional pujante, nem espaços de diversão e ocupação dos tempos livres dignos do nome. Abrantes é hoje uma cidade sem sentido, desorganizada, cuja centralidade vem a rebolar pela encosta abaixo, sem se fixar em lado algum, e à qual pretendemos devolver toda a dignidade do passado como factor para afirmar o concelho no futuro.
 
As freguesias “rurais” foram espoliadas de toda uma história de sucesso e encontram-se num autêntico processo de esvaziamento. Algumas das nossas freguesias rurais já mal respiram e outras sobrevivem com dificuldade e sem alma. Esta é uma situação que pretendemos alterar radicalmente. Dotar as freguesias de equipamentos lúdico-culturais, que permitam criar centralidades e qualidade vida a quem ali vive, é um objectivo estratégico de todo o concelho.
 
Há que criar incentivos financeiros para que os jovens se fixem nas suas terras, assim como promover, com toda a urgência, a alteração deste PDM do século passado que ainda vigora e “empurra” literalmente os jovens paras centros urbanos da região, sendo poucos os que optam por se fixar na sede do concelho.
 
O potencial turístico do concelho é enorme e só é pena que a autarquia demonstre tanta incapacidade para o aproveitar. Urge criar pólos turísticos um pouco por todo o concelho, atendendo à diversidade da oferta: albufeira do Castelo de Bode; castelo e todo o património histórico da cidade; o Tejo em toda a sua extensão concelhia, desde Alvega a Rio de Moinhos; a planície do sul do concelho, etc. O potencial é enorme e o que se fez nestes anos é muito pouco, tendo sobretudo em conta os enormes recursos financeiros que a autarquia teve ao seu dispor, o que só demonstra a sua falta de visão.
 
Conclusão: Os socialistas, que governam Abrantes há dezasseis anos, esqueceram-se completamente da dimensão social que qualquer exercício dos cargos públicos deve obrigatoriamente ter. As pessoas devem ser o princípio e o fim de toda a actividade política. E até as obras só fazem sentido enquanto encaradas nesta dimensão ética, caso contrário, apenas servem para afagar o ego de quem lá coloca a placa com o seu nome, tornando-se para os munícipes actuais e vindouros uma fonte de encargos que lhes reduz a qualidade de vida e lhes dificulta o emprego.
 
Próximas iniciativas: Os problemas relativos ao desemprego, à exclusão social e à insegurança estão, obviamente, no centro das nossas preocupações, sobretudo por se estarem a tornar num autêntico flagelo que se abateu sobre o nosso concelho. Por essa razão, já na próxima semana, iniciaremos um ciclo de visitas aos locais onde estes flagelos mais se fazem sentir.
 
(conferência de imprensa realizada no passado dia 18 de Abril no café Mateus em Mouriscas)

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Quarta-feira, 07.01.09

MEDIDAS TARDIAS PARA O CENTRO HISTÓRICO

  
A saída da Escola Superior de Tecnologia de Abrantes (ESTA) do centro histórico para o Tecnopolo, na periferia da cidade, “será uma machadada fatal no comércio local, uma vez que os estudantes são ainda quem garante algum movimento na zona”. A consideração é da concelhia do PSD de Abrantes e surge na sequência do pacote de medidas anunciado pelo executivo camarário visando a revitalização da zona antiga da cidade.  
 
Entre outros aspectos, o executivo liderado pelo PS decidiu isentar o comércio e serviços de taxas de publicidade, além de promover a requalificação de imóveis com benefícios fiscais e isenção de taxas. Medidas que o PSD considera pecarem por tardias. “Foi preciso esperar pelo final do terceiro mandato socialista e pela véspera das eleições para o actual executivo dar finalmente cumprimento a uma das medidas pelas quais o PSD de Abrantes mais se tem batido nos últimos anos”, afirma a concelhia “laranja”, liderada por Gonçalo Oliveira, em comunicado. 
 
Segundo o PSD de Abrantes, a requalificação do centro histórico, promovida pelo executivo socialista, sem a criação de parqueamento automóvel que permitisse acesso fácil ao núcleo histórico, “asfixiou completamente o comércio local e afugentou as pessoas do centro histórico”.

 

in O Mirante de 8/1/2008

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Terça-feira, 06.01.09

CENTRO HISTÓRICO

 
A Câmara de Abrantes decidiu, finalmente, isentar de taxas a publicidade para o comércio e serviços no centro histórico, além de promover a requalificação dos edifícios. Foi preciso esperar pelo final do terceiro mandato socialista e pela véspera das eleições para o actual executivo dar finalmente cumprimento a uma das medidas pelas quais o PSD de Abrantes mais se tem batido nos últimos anos, com vista a afirmar a centralidade urbana do centro histórico e à qualificação do ambiente urbano.
  
Pena é que o actual executivo camarário só agora tenha acordado para um problema que, durante os últimos 16 anos, não só ajudou a agravar como, em grande parte, foi criado por si.
 
Com efeito, a requalificação do centro histórico levada a cabo pelo executivo socialista, sem a criação simultânea de parques de estacionamento que permitissem o fácil acesso ao centro histórico, asfixiou completamente o comércio local e afugentou as pessoas do centro histórico.
 
Na verdade, sem um grande parque de estacionamento de apoio (no mínimo), o centro histórico não só não é atractivo para quem pretende fixar residência na cidade como é inviável economicamente para o pequeno comércio, que não consegue concorrer com as facilidades de estacionamento que as grandes superfícies, situadas na zona norte da cidade, propiciam.
 
Neste contexto, a saída da ESTA do centro histórico da cidade será uma machadada fatal no comércio local, uma vez que os estudantes são ainda quem garante algum movimento nesta zona.

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Quinta-feira, 18.12.08

COMERCIANTES E EMPRESÁRIOS

Entrevista ao jornal A Barca - edição Nov 08 

 
A Barca - Para além do poder autárquico, do excesso de presidencialismo, há um outro poder, meio encapotado que parece controlar tudo o resto. Não sei até que ponto esta não será uma questão ainda mais difícil….
 
Santana Maia(…) Nunca se deve ligar a vinda de uma empresa para uma terra a um favor. (…) As pessoas e as empresas devem receber aquilo a que têm direito. E se cada um receber aquilo a que tem direito, não tem de agradecer a ninguém. (…) 
 
Acho importante que as grandes empresas se instalem, mas nós não podemos esquecer os restaurantes do concelho, o pequeno comércio… Em Portugal, 90% do emprego está nas pequenas empresas. Muitas vezes, as grandes empresas só vêm se lhes derem terreno, ainda têm isenções fiscais do Governo e às vezes ainda recebem fundos comunitários. 
 
E o desgraçado que só tem um ou dois trabalhadores, que compra o terreno e paga a renda da loja pelos olhos da cara, depois paga impostos, adianta IVA ao Estado, tem de pagar a Segurança Social… O homem come o quê?

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