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COLUNA VERTICAL


Sábado, 12.02.11

A INFORMAÇÃO RELES DUM CASO SÓRDIDO

João Caupers

 

Destaque: Que raio se ensina nos cursos de comunicação e de jornalismo?

 

Não se lhe conhecia qualquer actividade social, intelectual, científica, artística ou política meritória ou, sequer, relevante. Era um personagem medíocre, de cujo perfil apenas pude recolher dois traços, que alguma comunicação social considerou merecedores de referência: era homossexual e era "cronista social".

 

O primeiro traço deveria ser completamente irrelevante, já que emerge da liberdade de orientação sexual, que apenas a cada um diz respeito. Todavia, considerada alguma prosa que a ocasião suscitou, terá tornado a vítima mais digna de dó – vá-se lá saber porquê!

O segundo, considero-o pouco menos que desprezível: significa que a criatura “ganhava” a “vida” a escrevinhar coscuvilhices e a debitar maledicências, chafurdando nos dejectos dos socialites.

 

A viagem que o levou a Nova Iorque tinha um óbvio móbil “romântico”, que a comunicação social preferiu apenas insinuar, não por pudor, mas porque a insinuação vende melhor do que a afirmação: tratava-se, simplesmente, de seduzir um jovem de 21 anos.

 

Quanto a este, também os seus motivos parecem evidentes: “pendurou-se” no idoso para, explorando as suas “inclinações”, beneficiar dos seus supostos contactos internacionais, iniciando uma carreira no mundo da moda.

 

Estavam, pois, bem um para o outro.

 

Nada me interessam os pormenores abjectos que rodearam o assassinato. Deixo-os aos media, lambendo os beiços com a sordidez da história, muito melhor do que o criador de qualquer reality show poderia inventar.

 

O que não posso deixar de lastimar é a falta de vergonha da nossa comunicação social, com destaque para as televisões: há uma semana que os noticiários das 8 abrem com dez ou quinze minutos da "tragédia". Não as imagens horríveis das cheias no Brasil – que ficaram sempre para depois – mas as imagens ridículas dos correspondentes em Nova Iorque, repetindo à exaustão o detalhe dos testículos cortados e a agressão com um televisor (?) – que deve ser um crime especialmente hediondo, aos olhos de quem trabalha para uma cadeia de televisão – e entrevistando em prime time advogados de sotaque extravagante e peritos forenses, para prognosticarem a acusação que irá ser feita ao homicida, ou recebendo no aeroporto os amigos, de ar compungido, do morto.

 

É para isto que serve a informação televisiva, incluindo a do canal público que nós pagamos: para preencher o espaço deixado vago pelo desaparecimento do jornal O crime.

 

Desculpem o desabafo: a informação televisiva tem mesmo de ser esta espécie de teledifusor de lixo? Que raio se ensina nos cursos de comunicação e de jornalismo?

 

E desculpem o excesso de aspas: servem para eu resistir à tentação do vernáculo menos próprio, chamando às coisas os nomes que às coisas são.

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Quinta-feira, 06.01.11

A IMPRENSA

 

Bocage : Eu tenho cá um olho pràs notícias... 

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Domingo, 29.08.10

A OBESIDADE MENTAL de Andrew Oitke

João César das Neves - in Diário De Notícias de 26/2/10 

 

O prof.  Andrew Oitke publicou o seu polémico livro «Mental Obesity», que revolucionou os campos da educação, jornalismo e relações sociais em geral.

 

Nessa obra, o catedrático de Antropologia em Harvard introduziu o conceito em epígrafe para descrever o que considerava o pior problema da sociedade moderna.

 

«Há apenas algumas décadas, a Humanidade tomou consciência dos perigos do excesso de gordura física por uma alimentação desregrada. Está na altura de se notar que os nossos abusos no campo da informação e conhecimento estão a criar problemas tão ou mais sérios que esses.»

 

Segundo o autor, «a nossa sociedade está mais atafulhada de preconceitos que de proteínas, mais intoxicada de lugares-comuns que de hidratos de carbono. As pessoas viciaram-se em estereótipos, juízos apressados, pensamentos tacanhos, condenações precipitadas.Todos têm opinião sobre tudo, mas não conhecem nada. Os cozinheiros desta magna "fast food" intelectual são os jornalistas e comentadores, os editores da informação e filósofos, os romancistas e realizadores de cinema. Os telejornais e telenovelas são os hamburgers do espírito, as revistas e romances são os donuts da imaginação.»

 

O problema central está na família e na escola.

 

«Qualquer pai responsável sabe que os seus filhos ficarão doentes se comerem apenas doces e chocolate. Não se entende, então, como é que tantos educadores aceitam que a dieta mental das crianças seja composta por desenhos animados, videojogos e telenovelas. Com uma «alimentação intelectual» tão carregada de adrenalina, romance, violência e emoção, é normal que esses jovens nunca consigam depois uma vida saudável e equilibrada.»

 

Um dos capítulos mais polémicos e contundentes da obra, intitulado "Os Abutres", afirma:

 

«O jornalista alimenta-se hoje quase exclusivamente de cadáveres de reputações, de detritos de escândalos, de restos mortais das realizações humanas.  A imprensa deixou há muito de informar, para apenas seduzir, agredir e manipular.»

 

O texto descreve como os repórteres se desinteressam da realidade fervilhante, para se centrarem apenas no lado polémico e chocante.

 

«Só a parte morta e apodrecida da realidade é que chega aos jornais.»

 

Outros casos referidos criaram uma celeuma que perdura.

 

«O conhecimento das pessoas aumentou, mas é feito de banalidades.Todos sabem que Kennedy foi assassinado, mas não sabem quem foi Kennedy. Todos dizem que a Capela Sistina tem tecto, mas ninguém suspeita para que é que ela serve. Todos acham que Saddam é mau e Mandella é bom, mas nem desconfiam porquê. Todos conhecem que Pitágoras tem um teorema, mas ignoram o que é um cateto.»

 

As conclusões do tratado, já clássico, são arrasadoras.

 

«Não admira que, no meio da prosperidade e abundância, as grandes realizações do espírito humano estejam em decadência. A família é contestada, a tradição esquecida, a religião abandonada, a cultura banalizou-se, o folclore entrou em queda, a arte é fútil, paradoxal ou doentia.Floresce a pornografia, o cabotinismo, a imitação, a sensaboria, o egoísmo. Não se trata de uma decadência, uma «idade das trevas» ou o fim da civilização, como tantos apregoam. É só uma questão de obesidade. O homem moderno está adiposo no raciocínio, gostos e sentimentos. O mundo não precisa de reformas, desenvolvimento, progressos. Precisa sobretudo de dieta mental.»

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Sexta-feira, 02.04.10

VERGONHA!

António Belém Coelho - in Primeira Linha

 

Nunca esperei ter que dizer isto, mas a verdade é que tenho vergonha do que se está a passar este momento em Portugal. E não estou a falar do deficit, do desemprego e de outras questões de índole económica, embora isso também não ajude e o Governo tenha tido a lata de dizer que só deixou o deficit chegar a este nível para nos ajudar. Mas essas podem ser discutidas, tratadas e resolvidas com dignidade.
Estou a falar da realidade que se vive, fala e discute, em todas as esquinas, em todas as mesas de café, em todos os lares. Tudo aquilo que tem vindo a público aponta num sentido muito concreto: o de efectivamente existir um plano global de domesticação e apropriação dos principais meios de comunicação sociais. Nada que não soubéssemos. Bastava ver a composição dos órgãos de direcção dos ditos cujos, para que tal ficasse claro (e atenção que, ao longo do País, a nível regional e local também esta é uma verdade).
Mas mesmo assim, ainda subsistiam programas e jornalistas que teimavam em não acatar as indicações de serem discretos, de não abordarem este ou aquele assunto, mesmo que tal surgisse a coberto de inócuas consultas jurídicas, como aconteceu muito recentemente na RTP, que todos pagamos e bem paga.
Assim, surgiu a ideia ou a necessidade de envolver diversas empresas públicas com poder económico suficiente para adquirir e como tal neutralizar esses focos que teimavam em não considerar o actual governo socialista como uma bênção dos céus. E vai de tecer a teia com aqueles aranhiços conhecidos por boys e girls e que, aliás, uma destacada militante do próprio partido socialista (com cujas posições normalmente não estou de acordo), classificou como «fraquinho no discernimento e que auferem vencimentos obscenos».
Mas tudo na vida se sabe. É apenas uma questão de tempo e, por vezes, de oportunidade. Também todos estes planos gobellianos vieram a público mediante a transcrição das célebres escutas que alguns dizem não existirem pura e simplesmente por não serem admissíveis em termos jurídicos.
Tudo isso pode ser sustentável a nível do direito que temos, mas, para o cidadão comum, não passa de uma manobra para encobrir a realidade. E o triste papel que dois dos principais magistrados da Nação têm desempenhado, no ínterim, nem lhes fica bem, nem tão pouco dignifica pessoas e cargos. Basta atentar nas intervenções públicas que têm tido.
Noutros países e noutras situações, políticos há que caíram ou resignaram por menos. Por cá, tudo no melhor dos mundos. Os boys e girls pedem providências cautelares para que não sejam conhecidas as suas maquinações a mando dos donos e até outras que lhes surjam na mente para assim poderem agradar aos ditos cujos e conservarem o lugar e as benesses por mais algum tempo. Porque, nestas coisas, candidatos há muitos à espreita e é preciso apresentar trabalho.
E, também neste aspecto, por esse País fora, a nível local, é banal e comum esse tipo de intervenções, inteirando-se muitos responsáveis políticos das possibilidades de demitir fulano e sicrano de determinados lugares (para os quais estão na maioria das vezes habilitados) para os substituírem por meros papagaios, que nada de nada percebem ou sabem, mas que têm o duvidoso mérito de reflectirem a voz do dono no geral e de, em ocasiões particulares, dizerem e fazerem o que nem eles ousam.
Por isso, tenho vergonha que isto se passe no meu País! E que quem, pelo menos, tem a responsabilidade política, nem isso tão pouco aceite e se mantenha impávido e sereno, dando azo a que os mercados e instâncias internacionais, que a tudo olham e analisam, tirem daí a inevitável imagem de fraqueza e falta de autoridade do Estado que pode pôr em causa o nosso futuro numa ocasião de crise. Porque o exemplo a todos os níveis, deveria vir de cima, como já recentemente aconteceu em países nossos parceiros na União Europeia.

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Segunda-feira, 08.03.10

OBVIAMENTE, DEMITA.O!

Santana-Maia Leonardo - in Nova Aliança

 

José Sócrates é, hoje, o grande referencial do grau zero (ou melhor, abaixo de zero) a que chegou a política e a ética no nosso país, onde a falta de vergonha e o descaramento se associaram, ao mais alto nível, para corromper a essência de todas as instituições democráticas.
Compreendo as preocupações e os receios do Presidente da República. Cavaco Silva está na mesma situação do médico que, apercebendo-se que as metáteses do tumor se ramificaram e alastraram a todos os órgãos da nação portuguesa, conclui que já não vale a pena operar o doente.
Cavaco Silva tem, no entanto, também muitas responsabilidades na situação a que o país chegou, porque, apesar de ser professor de Economia e conhecer bem a lei de Gresham («a má moeda expulsa a boa moeda»), deixou-se afinal iludir pelo valor facial das moedas, acabando por contribuir, juntamente com Jorge Sampaio, para que a má moeda entrasse em circulação.
Mas não adianta agora chorar sobre leite derramado. Neste momento, quanto mais depressa o doente morrer melhor. Aliás, Portugal precisa de morrer o mais depressa possível para poder renascer das cinzas. E para isso, a demissão de José Sócrates é uma medida de higiene indispensável para podermos, pelo menos, sonhar em viver num Portugal novo, limpo e asseado.

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Quinta-feira, 25.02.10

A FACE OCULTA ABRANTINA

Santana-Maia Leonardo - in Nova Aliança

 

Ponto um: a maioria dos portugueses está absolutamente convencida de que José Sócrates é a cabeça do polvo do processo «Face Oculta», ou seja, desse plano orquestrado pelo poder político, em aliança com o poder económico, para controlar e domesticar a comunicação social hostil ao Governo. Ponto dois: a maioria dos portugueses acha essa pretensão de José Sócrates absolutamente natural.
 
Isto dito assim parece chocante, mas a verdade é que as câmaras municipais têm contribuído de forma decisiva para domesticar o povo, incutindo-lhe, através da sua prática corrente, de que é absolutamente natural que quem detém o poder o use para controlar a comunicação social.
 
Abrantes não foge à regra. Quem folhear um jornal local e a revista camarária «Passos do Concelho» apenas nota diferença na qualidade do papel, porque as notícias são praticamente as mesmas e escritas no mesmo tom. Aliás, para sermos rigorosos, a revista «Passos do Concelho» até costuma ser mais comedida no tom reverencial da maioria das notícias.
 
E quanto aos colunistas, sucede esta coisa absolutamente espantosa: quanto mais um jornal está colado ao poder mais valoriza os colunistas dos partidos da oposição, desde que estes critiquem a oposição local, obviamente. Até porque, em Abrantes, ao contrário de Roma, o poder socialista sempre tratou bem aos traidores.

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Sábado, 06.02.10

EM DEFESA DA LIBERDADE DE EXPRESSÃO

Mário Crespo  

  O FIM DA LINHA

    Mário Crespo

  

Terça-feira dia 26 de Janeiro. Dia de Orçamento. O Primeiro-ministro José Sócrates, o Ministro de Estado Pedro Silva Pereira, o Ministro de Assuntos Parlamentares, Jorge Lacão e um executivo de televisão encontraram-se à hora do almoço no restaurante de um hotel em Lisboa. Fui o epicentro da parte mais colérica de uma conversa claramente ouvida nas mesas em redor.
 
Sem fazerem recato, fui publicamente referenciado como sendo mentalmente débil (“um louco”) a necessitar de (“ir para o manicómio”). Fui descrito como “um profissional impreparado”. Que injustiça. Eu, que dei aulas na Independente. A defunta alma mater de tanto saber em Portugal. Definiram-me como “um problema” que teria que ter “solução”.
 
Houve, no restaurante, quem ficasse incomodado com a conversa e me tivesse feito chegar um registo. É fidedigno. Confirmei-o. Uma das minhas fontes para o aval da legitimidade do episódio comentou (por escrito): “(…)o PM tem qualidades e defeitos, entre os quais se inclui uma certa dificuldade para conviver com o jornalismo livre (…)”.
 
É banal um jornalista cair no desagrado do poder. Há um grau de adversariedade que é essencial para fazer funcionar o sistema de colheita, retrato e análise da informação que circula num Estado. Sem essa dialéctica só há monólogos. Sem esse confronto só há Yes-Men cabeceando em redor de líderes do momento dizendo yes-coisas, seja qual for o absurdo que sejam chamados a validar. Sem contraditório os líderes ficam sem saber quem são, no meio das realidades construídas pelos bajuladores pagos.
 
Isto é mau para qualquer sociedade. Em sociedades saudáveis os contraditórios são tidos em conta. Executivos saudáveis procuram-nos e distanciam-se dos executores acríticos venerandos e obrigados. Nas comunidades insalubres e nas lideranças decadentes os contraditórios são considerados ofensas, ultrajes e produtos de demência. Os críticos passam a ser “um problema” que exige “solução”. Portugal, com José Sócrates, Pedro Silva Pereira, Jorge Lacão e com o executivo de TV que os ouviu sem contraditar, tornou-se numa sociedade insalubre.
 
Em 2010 o Primeiro-ministro já não tem tantos “problemas” nos media como tinha em 2009. O “problema” Manuela Moura Guedes desapareceu. O problema José Eduardo Moniz foi “solucionado”. O Jornal de Sexta da TVI passou a ser um jornal à sexta-feira e deixou de ser “um problema”. Foi-se o “problema” que era o Director do Público.
 
Agora, que o “problema” Marcelo Rebelo de Sousa começou a ser resolvido na RTP, o Primeiro Ministro de Portugal, o Ministro de Estado e o Ministro dos Assuntos Parlamentares que tem a tutela da comunicação social abordam com um experiente executivo de TV, em dia de Orçamento, mais “um problema que tem que ser solucionado”. Eu. Que pervertido sentido de Estado. Que perigosa palhaçada.

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Terça-feira, 17.11.09

A FACE (QUE ESTAVA) OCULTA

 «A única garantia dos cidadãos contra o arbítrio é a publicidade.»

(Benjamin Constant)

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Quinta-feira, 22.01.09

O DÉFICE MORAL DO POVO PORTUGUÊS

 

«(...) Em dado momento a actividade do jornalismo constituiu-se como O VERDADEIRO PODER. Só pela sua acção se sabia a verdade sobre os podres forjados pelos políticos e pelo poder judicial. Agora contínua a ser o VERDADEIRO PODER mas senta-se à mesa dos corruptos e com eles partilha os despojos, rapando os ossos ao esqueleto deste povo burro e embrutecido. Para garantir que vai continuar burro o grande cavallia (que em português significa cavalgadura) desferiu o golpe de morte ao ensino público e coroou a acção com a criação das Novas Oportunidades.

Gente assim mal formada vai aceitar tudo e o país será o pátio de recreio dos mafiosos. A justiça portuguesa não é apenas cega. É surda, muda, coxa e marreca.

Portugal tem um défice de responsabilidade civil, criminal e moral muito maior do que o seu défice financeiro, e nenhum português se preocupa com isso, apesar de pagar os custos da morosidade, do secretismo, do encobrimento, do compadrio e da corrupção. Os portugueses, na sua infinita e pacata desordem existencial, acham tudo "normal" e encolhem os ombros. (...)»
 

Clara Pinto Correia, in Expresso

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Sábado, 17.01.09

FALTA DE VERGONHA

por António Belém Coelho

 
Há algum tempo atrás dei-vos conta de um episódio bastante didáctico para perceber a natureza das relações entre a comunicação social e o poder socialista. Quando da apresentação pública de um programa de combate relativo à SIDA, nas Escolas do País, as ministras dos respectivos sectores, com a habitual pompa e circunstância a que este Governo nos habituou em qualquer acto da mesma natureza ou mesmo de menor importância, lá se sujeitaram à habitual sessão de perguntas e respostas.
 
De imediato o repórter de serviço da TV estatal, aquela que nós pagamos mesmo não vendo, direccionou à ministra da Educação questões relacionadas com o momento que se vivia e ainda se vive derivado da avaliação (ou desavaliação) dos Professores. Mais rápida que o relâmpago, a titular do Ministério da Saúde, dirigiu-se ao repórter nestes termos: «O quê? O senhor não sabe o que está combinado? Que hoje só pode fazer perguntas sobre esta cerimónia e sobre o plano de combate à sida nas Escolas? Ainda por cima é a RTP, a televisão pública, a fazer uma coisa destas.»
 
Palavras para quê? É uma artista portuguesa. Ou seja, gato escondido com rabo, lombo, cabeça e orelhas de fora! Nada pode ser mais claro em termos de tentativa de controlar o trabalho dos meios de comunicação social. E a última parte do discurso permite concluir que qualquer detentor do poder actual tem como dado adquirido que esse controlo é perfeitamente natural, pelo menos, face aos órgãos de comunicação estatais. Brilhante!
 
Mais brilhante ainda a reacção da maioria socialista no Parlamento ao pedido de audição parlamentar da ministra em causa, sobre tão edificante episódio. É evidente que a maioria socialista recusou essa audição (o que já se tornou habitual nos mais diversos domínios) apesar de toda a oposição sem excepção a considerar importante. Aqui está o que devemos esperar da actual maioria; na comunicação social e noutros domínios.

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Terça-feira, 06.01.09

CESSAR FOGO

por António Belém Coelho

 

Sem dúvida que a situação existente na faixa de Gaza nos deve deixar a todos preocupados. Conforme a situação existente nos últimos 9 ou 10 anos nas cidades e vilas Israelitas do Sul, também nos deveriam deixar preocupados. Realmente, viver dia a dia com rockets, mesmo que artesanais, mas, mesmo assim, capazes de destruir uma habitação conjuntamente com os seus ocupantes, não é possível.
 
Não vou discutir quem é que tem razão ao território, quem é que chegou primeiro e outras questões de somenos importância. E, se essas questões fossem levadas até às últimas consequências, talvez que alguns de nós tivessem algumas surpresas. Encaremos a realidade: existem dois povos, logo é necessário que existam dois Estados, um Palestiniano e um Israelita.
 
Mas parece que facções palestinianas no poder, assim não o entendem, advogando pura e simplesmente a destruição de um dos Estados, o de Israel! E de acordo com tal doutrina quebraram uma trégua acordada de 6 meses, voltando a lançar os tais rockets sobre as localidades Israelitas ao seu alcance.
 
É evidente que tal acto teria que suscitar resposta de um Estado soberano; e assim foi.
 
Mas analisemos agora a cobertura mediática que tem sido feita: “x mortos, dos quais y são crianças”. É verdade e infelizmente assim sempre será! Enquanto os cobardes se acoitarem nas escolas, nos hospitais, nos campos de refugiados, fazendo reféns os indefesos do seu próprio povo, assim terá que ser. Quando os rockets são lançados desses locais, causando vítimas Israelitas que a comunicação social não cuida que sejam crianças, idosos, ou seja o que for, assim terá que ser. Hipocritamente todos e mais alguns gritam por um cessar fogo. Mas não era isso que estava em vigor até que o Hamas decidiu que tal situação já não era do seu interesse e começou a lançar rockets para território Israelita?
 
Israel tem vastas culpas no cartório. Mas uma não tem: a de o terem colocado ali! Assim como também não foi o Estado Israelita que quebrou a trégua existente. Agora, perguntemos: se a nossa cidade ou vila fosse continuamente bombardeada por rockets, quantos e quais de nós não exigiríamos ao nosso Estado protecção? Pois é justamente isso que Israel faz neste momento. O que não os absolve de culpas passadas.
 
Em Gaza, pelos vistos falta tudo! Água, alimentos, medicamentos, etc, etc. Mas rockets, esse bem de primeira necessidade, parece não faltar. São escolhas.  Já antigamente, na extinta União Soviética, o dilema era canhões ou manteiga.
  
Desta vez parece não haver dilema; a escolha é óbvia! E as consequências também. Assim foi para a União Soviética!

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