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COLUNA VERTICAL


Sábado, 30.04.11

HÁ 200 ANOS A FABRICAR MAIS DO MESMO

 

Ordinariamente todos os ministros são inteligentes, escrevem bem, discursam com cortesia e pura dicção, vão a faustosas inaugurações e são excelentes convivas. Porém, são nulos a resolver crises. Não têm a austeridade, nem a concepção, nem o instinto político, nem a experiência que faz o estadista. É  assim que há muito tempo em Portugal são regidos os destinos políticos. Política de acaso, política de compadrio, politica de  expediente. País governado ao acaso, governado por vaidades  e por interesses, por especulação e corrupção, por privilégio e  influência de camarilha, será possível conservar a sua  independência?  

Eça de Queirozin Jornal “O Distrito de Évora” (1867)

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Quarta-feira, 22.12.10

Bocage, Meu Irmão (poesia satírica)

Capa Bocage final.JPG

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Quinta-feira, 17.06.10

PREVISÃO DE DANIEL GROSS

Previsão de Daniel Gros, director do Centre for European Policy Studies, de Bruxelas

Se Espanha pedir ajuda ao fundo do euro “Portugal irá a seguir”   

 

O recurso da Espanha ao novo fundo de estabilização do euro de 750 mil milhões de euros é “quase inevitável” e se isso acontecer, “Portugal irá a seguir”: o vaticínio foi feito por Daniel Gros, director do Centre for European Policy Studies, de Bruxelas (CEPS).

 

Uma ajuda a Madrid “é bastante inevitável porque o sistema bancário espanhol está arredado do financiamento externo, e os bancos não conseguem sobreviver muito tempo” nessas condições, afirmou Gros, um dos mais respeitados analistas europeus, a um grupo de jornalistas. “E como neste momento a Espanha não tem outras fontes de financiamento do exterior terá de ser o sector público a fazê-lo, ou seja, o FMI e a Europa”, defende.

 

O problema dos bancos espanhóis resulta da sua exposição às perdas resultantes do rebentamento da bolha da construção civil espanhola, que Daniel Gros calcula em 300 mil milhões de euros. Não se sabe quais são os bancos mais expostos aos créditos incobráveis dos particulares ou dos empresários da construção que perderam com o fim da bolha, ou se são espanhóis ou de outros países do euro. “Esta falta de conhecimento paralisou o mercado interbancário”, sublinha.

 

É por esta razão, aliás, que Gros defende a realização de testes aprofundados aos bancos europeus (os chamados “stress tests”) de modo a permitir calcular o grau das suas perdas nos piores cenários, e a publicação dos resultados. Esta publicação não é consensual entre os países da União Europeia (UE) porque “os governos não querem ter de corar, porque muitos dos bancos com problemas são públicos”, ironizou. Aliás, refere, “ao contrário dos Estados Unidos, não houve reestruturação de bancos” na Europa: os problemas mais imediatos foram ultrapassados com as garantias fornecidas pelos Estados, mas não houve uma redução do seu endividamento. É por isso que o sistema financeiro “permanece tão frágil” na Europa: “estamos muito mais expostos que os Estados Unidos.

 

Neste contexto, “é muito claro que se a Espanha pedir a activação do fundo, os mercados dirão: ‘hum, quanto tempo conseguirão os portugueses sobreviver sozinhos?’, defende. “Tanto mais que uma grande parte do sistema bancário português pertence a bancos espanhóis”. O que, no seu entender, torna mais fácil Portugal accionar logo a seguir a parte especificamente comunitária do fundo de estabilização, que ascende a 60 mil milhões de euros (que complementa os 440 mil milhões de garantias dos países do euro e 250 mil milhões do FMI). Em seu entender, aliás, uma ajuda a Portugal “será relativamente barata”.

 

Ao invés, em Espanha a ajuda poderá ascender a “algumas centenas de milhar de milhões de euros”. Tudo depende do nível das perdas do sistema bancário espanhol” e de “como o processo for conduzido”. Se demorar muito devido a uma eventual recusa de Madrid em pedir a sua activação “por terem um estigma”, será mais caro como aconteceu com a Grécia, avisa.


“Dez anos de recessão ou estagnação”


O investigador considera, por outro lado, que Portugal e Espanha não conseguirão escapar a “dez anos de recessão ou estagnação” económica. “Em Espanha parece bastante inevitável por causa dos enormes excessos no sector da construção nos últimos anos. Será muito difícil, mesmo nas melhores circunstâncias, que se consiga reintegrar milhões de trabalhadores não qualificados da construção nos sectores exportadores, o que torna muito difícil ver qualquer fonte de crescimento em Espanha na próxima década”.


Portugal seguirá o mesmo padrão, apesar de já ter passado vários anos em estagnação. “Basicamente, Portugal consumiu em excesso nos últimos dez anos e sub-investiu, sobretudo em capital humano, o que faz com que os trabalhadores portugueses não sejam competitivos mesmo com níveis salariais muito baixos. É por isso que é muito difícil ver qualquer crescimento em Portugal”.


Falhanço da Comissão Europeia


Daniel Gros foi por outro lado muito crítico da actuação da Comissão Europeia e do seu presidente, Durão Barroso, na gestão da crise do euro em geral e da Grécia em particular. “A Comissão não está a desempenhar o seu papel, em parte devido a falhanços pessoais”, criticou. “Onde estava a Comissão na crise grega em Outubro, Novembro Dezembro?”, interrogou-se, considerando que Bruxelas “deveria ter dito ao Governo grego que não aceitava a versão pouco credível do seu primeiro programa de estabilidade. O que, refere, fez com que os mercados tivessem perdido toda a confiança na Comissão. É por isso que o analista defende que a gestão do futuro mecanismo de gestão de crises da eurolândia deverá ser entregue a “uma instituição independente” com “gente profissional e independente”. “A Comissão Europeia pode candidatar-se se quiser, mas teve a possibilidade de ter feito algo diferente com a Grécia e de assumir a gestão dos orçamentos”. Em vez disso, assumiu-se como um “molusco por defeito”, ironiza.


Daniel Gros recusa por completo o argumento que tem sido avançado pelo presidente da Comissão de que não serve de nada apresentar propostas que não tenham a garantia de ser aceites pelos governos, a começar pela Alemanha. 

 

“Barroso é pago para tentar resolver os problemas e ter ideias” para esse fim, mas não ficou famoso por isso nos últimos cinco anos”, critica.

 

http://economia.publico.pt/Noticia/se-espanha-pedir-ajuda-ao-fundo-do-euro-portugal-ira-a-seguir_1442223

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Sábado, 05.06.10

O CADÁVER E A COMÉDIA

António Belém Coelho - in Primeira Linha 

 

O cadáver, todos sabemos quem é, menos o próprio; trata-se do nosso governo, que ainda não descobriu que o é, mas que curiosamente vem actuando como tal, se é que um cadáver pode ter actuação. Certamente que algum ramo da ciência psíquica ou outra o poderá explicar.

 

A comédia, essa, para além de muitos actos nos últimos tempos, teve première na passada sexta-feira, na Assembleia da República; nada a que não estejamos habituados, mas esta ultrapassa todos os limites.

 

O Partido Comunista Português, dentro do seu direito e legitimidade, entendeu, em antecipação à sua concorrência de esquerda, apresentar uma moção de censura ao governo. Como aliás já aconteceu em situações anteriores. Há é que saber se essa moção tem bases nacionais ou meramente partidárias; mais uma vez a última hipótese parece ser a mais credível, dados os fundamentos da mesma: a mesma retórica de sempre! O PCP continua a querer transformar Portugal na Cuba ou Coreia do Norte europeias; desiderato condenado obviamente ao fracasso.

 

O papel do Bloco de Esquerda nestas circunstâncias é perfeitamente ingrato; ultrapassado em termos de timing pela iniciativa do PCP, tentou minorar os danos, colando-se a ela e votando-a favoravelmente. Contudo, para justificar essa opção descuidada de quem não soube comandar os timings, resolveu atacar quem não seguia a moção, em vez de a defender, esclarecendo os seus argumentos; trata-se claramente de um caso de má consciência.

 

O Partido Popular escudou-se na matriz demasiado leninista do texto da moção para justificar a sua abstenção, embora na verdade concordasse com muitos dos seus fundamentos; esta acrobacia circense poder-lhe-á em boa verdade custar alguma coisa nas próximas eleições.

 

Quanto ao Partido Socialista, como de costume não percebeu nada do assunto, tendo tido um conjunto de intervenções em que não se percebia bem se se solidarizava com o Partido Social Democrata, que se abstinha responsavelmente atendendo às circunstâncias nomeadamente a nível internacional, evitando assim uma precoce bancarrota nacional, ou se atacava quem efectivamente deu a mão ao País e não a eles, Partido Socialista! Aliás, as últimas intervenções do Partido Socialista, a cargo do seu líder parlamentar Francisco Assis e do Ministro Santos Silva, mais pareciam ser um pedido encarecido ao PSD para esquecerem o seu sentido e responsabilidade de Estado e livrarem o governo e o Primeiro-Ministro do fardo e da agonia de governarem e de desdizerem hoje o que acordaram ontem ou há pouco.

 

Tudo fizeram e continuam a fazer, desvirtuando objectivos e prazos do acordo, reafirmando que todas as grandes obras públicas são para daqui a bocado, para que o PSD o denuncie e assim estejam criadas as condições para colocar o Partido Socialista fora do Governo, o que, pensam os seus dirigentes, com a ajuda da curta memória dos eleitores, será a única via de alijarem responsabilidades em toda esta situação. Mas estão bem livres disso; o compromisso do PSD, até final de 2011, é um compromisso de viabilidade do País, apesar dos esforços exacerbados do Partido Socialista para que tal seja rompido!

 

A grande maioria dos Portugueses não se apercebeu, mas uma das últimas sextas feiras, esteve quase, quase, a ser uma espécie de sexta feira negra para Portugal; salva in extremis pelo Banco Central Europeu. E depois de andarem anos a criar e a alimentar este despaupério querem ir-se embora, assobiando, como se nada fosse com eles? Comeram a carne, não foi? Então agora que roam os ossos!

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Sábado, 25.07.09

JÁ BATEU NO FUNDO?

por António Belém Coelho

 

Uma das perguntas mais difíceis de responder no período actual, é se de facto a crise já bateu no fundo ou não. Por outras palavras, se o pior já passou ou está ainda a ocorrer, ou pelo contrário, se o futuro próximo nos reserva algo ainda pior.
 
Todos queremos acreditar que efectivamente já chegámos ao fundo e que daqui para a frente rumaremos em direcção à superfície. Mas mesmo que seja assim, e parece existirem alguns dados nesse sentido, o caminho não será isento de escolhos e a progressão lenta e por vezes desanimadora. Diga-se ainda que este percurso de saída da crise não será igual nem para todos os Países nem para todas as regiões.
 
O Banco de Portugal, que tem andado nas bocas do mundo por outras razões que não esta, divulgou na sua habitual previsão, números que corroboram o atrás explicitado. Relativamente a 2009, o actual ano, mantém-se a previsão de quebra do PIB em 3,5% e actualiza-se a quebra do emprego para cerca de 3%. Ainda em 2009 o investimento conhece um ano horribillis com uma quebra de mais de 14%, exportações e importações com quebras na ordem dos 17%.
 
Mas a notícia verdadeiramente preocupante é que em 2010, quando a maioria dos nossos parceiros Europeus e outras regiões do mundo já estarão em terreno positivo, continuaremos, segundo as previsões do Banco de Portugal, com números negativos. O PIB descerá ainda 0,6%, o investimento perto de 4% e mais dramático, o desemprego continuará a subir, podendo atingir no último trimestre de 2010 os 11,7%. E mesmo assim no comunicado frisa-se que há 50% de probabilidades dos números agora estimados poderem vir a piorar.
 
Trata-se, pois, de um quadro preocupante, que nos coloca, de novo e como sempre, nalgum contraciclo em relação ao nosso espaço económico, o que promete tornar a nossa recuperação mais lenta e mais difícil do que se esperaria. E naturalmente, a continuar a divergir em termos reais das restantes economias europeias, atirando-nos cada vez mais para o fundo da respectiva tabela. Mesmo com inflação negativa em 2009 e moderada em 2010, as famílias vão diminuir o respectivo consumo, o que indicia clara falta de confiança e perspectivas de futuro imediato.
 
Mesmo assim, e nisso devemos meditar, continuaremos a viver acima das nossas possibilidades, uma vez que o défice externo atingirá, respectivamente, 8,3% e 9,6% do nosso PIB.

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Sábado, 09.05.09

CAVACO SILVA E A DIVERGÊNCIA DE FUNDO

 

«Seria um erro muito grave, verdadeiramente intolerável, que, na ânsia de obter estatísticas económicas mais favoráveis e ocultar a realidade, se optasse por estratégias de combate à crise que ajudasse a perpetuar os desequilíbrios sociais já existentes». (…)
 
 «Esta não é altura para intervencionismos populistas ou voluntarismos sem sentido. Os recursos do país são escassos e é muito o que há ainda por fazer. É preciso garantir o máximo de transparência na utilização dos dinheiros públicos». (…)
 
«Seria um erro pensar que a obrigação de acautelar os princípios de justiça, de equidade e de coesão recai apenas sobre os decisores políticos. É nas empresas e no diálogo entre elas que começa esta responsabilidade.» (…)
 
«Muitos dos agentes que beneficiaram do statu quo e que tiveram um papel activo nesta crise financeira – continuam a ser capazes de condicionar as políticas públicas, quer pela sua dimensão económica quer pela sua proximidade ao poder político». (…)
 
«O pior que nos poderia acontecer era a crise acentuar a tendência, bem nociva para o país, de algumas empresas procurarem a protecção ou o favor do Estado para a realização dos seus negócios. Empresários e gestores submissos em relação ao poder político não são, geralmente, empresários e gestores com fibra competitiva e com espírito inovador. Preferem acantonar-se em áreas de negócio protegidas da concorrência, com resultado garantido».
 
(Extractos do discurso de Cavaco Silva no IV Congresso da Associação Cristã de Empresários e Gestores)

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Quinta-feira, 16.04.09

A ESCOLA E A CRISE

por António Belém Coelho

 
Ultimamente temos sido alertados pelos meios de Comunicação Social sobre os efeitos da crise no que respeita à alimentação das crianças e dos casos (pontuais), segundo as autoridades, que têm surgido em termos de desnutrição causada por má alimentação ou ausência da mesma. Sem dúvida que a crise actual potenciará o aparecimento destes casos. Mas é bom lembrar que casos destes sempre existiram e que a Escola sempre tem sabido responder aos mesmos sem qualquer tipo de publicidade ou notícia. É essa uma das suas obrigações!
 
Quantos milhões de refeições que a Escola (por esse país fora) fornece, não têm sido a única refeição decente que muitas e muitas crianças conhecem durante o dia? Nunca se fez notícia disso! É a prática comum! A não ser que o Governo Sócrates também disso agora se queira apoderar e ganhar louros!
 
É lógico que a situação conheça actualmente algum agravamento, mas ela não é de todo em todo uma situação virgem. Acontece sempre e tem picos coincidentes com os períodos de crise económica, em que o desemprego real (não o das estatísticas governamentais) dispara.
 
Quanto à medida que o Ministério da Saúde preconiza, no sentido de manter as cantinas escolares abertas, devo dizer honestamente que para mim faz todo o sentido, desde que algumas medidas complementares sejam esclarecidas e tomadas.
 
A primeira é a do aumento proporcional da comparticipação relativa às cantinas das Escolas do 2º, 3º ciclos e Secundário e também a de um apoio extraordinário (parcial) às cantinas das Escolas do 1º ciclo que são responsabilidade das Autarquias. É que se estas são responsáveis por essa vertente, não devem ser sacrificadas na totalidade numa situação de crise como é a situação actual.
 
A segunda, e porventura a mais sensível, problemática e geradora de discussão e de opiniões contrárias, diz respeito às contrapartidas.         Tenho para mim que qualquer aluno, beneficiário ou não de apoios em termos de subsídio, mas sobretudo aqueles que deles beneficiam, devem ser assíduos às aulas e dentro delas manterem um comportamento digno do local onde estão, respeitando colegas, funcionários e professores e fazendo-se respeitar.
 
Caso contrário, o benefício, quando o há, deveria ser suspenso e medidas disciplinares deveriam ser tomadas, responsabilizando quer o aluno, quer os seus responsáveis parentais. Só assim se poderá dar valor ao que usufruímos fruto da solidariedade de toda a sociedade. Banalizar e desresponsabilizar estes apoios é o caminho mais directo para o seu absoluto automatismo e para a ausência e perda de valores que a todos nos devem nortear.
 
Por isso saúdo este embrião de medidas, mas considero que, sem este complemento, de nada valem, apenas aumentando o sentimento de direitos adquiridos sem que aos mesmos corresponda qualquer noção de responsabilidade ou de dever a cumprir.
 
Por cá, e dadas as especificidades do nosso Concelho, deveríamos estar muito, mas muito atentos a esta situação. Porque é em tempo real que a mesma deve ser atacada e não quando o remédio já de pouco ou nada serve!

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