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COLUNA VERTICAL


Domingo, 27.02.11

OS MARQUESES DE POMBAL

Santana-Maia Leonardo - in Nova Aliança 

 

Todos reconhecemos hoje a grande visão de marquês de Pombal ao proceder à reconstrução da cidade de Lisboa, após o terramoto de 1755. Mas o mérito do marquês residiu precisamente em ter pensado assim em 1755 e não em 2010. E a razão é muito fácil de entender: hoje o mundo é diferente. No século XIX, as coisas eram feitas para durar toda a vida; no século XXI, as coisas são feitas para durar, quando muito, alguns anos e poucos. Cem anos, no século XVIII, eram uma pasmaceira; um ano, no século XXI, é uma eternidade.

 

Todos recordamos ainda o fecho do terceiro anel do estádio da Luz, nos anos 80. Fernando Martins, quando lançou mãos à obra, estava convencido de que aquilo era uma obra para toda a vida. Só que, apesar de já não ser novo quando iniciou a obra, ainda viveu o suficiente para ver o estádio da Luz ser demolido e construído de novo. E se viver mais uns anos, ainda vai ter a oportunidade de ver o estádio ser totalmente remodelado. No século XXI, tudo é efémero e o futuro chega e passa depressa.

 

Acontece que os nossos 308 presidentes da câmara e demais governantes ainda só agora chegaram ao século XVIII e vivem fascinados com o marquês de Pombal que querem imitar, a todo o custo. Não há presidente da câmara ou governante que não sonhe fazer uma obra para o milénio, com vista a perpetuar o seu nome.

 

Se fossemos um país rico, isso não tinha grande relevância porque não nos custaria pagar essas excentricidades. O que custa a Cristiano Ronaldo comprar um Ferrari?

 

Acontece que somos um país pobre. E os pobres não se podem dar ao luxo de comprar Ferraris, mesmo que algum banco lhes empreste o dinheiro. E todos também percebemos porquê: porque não têm dinheiro nem para pagar o empréstimo, nem tão pouco para suportar os encargos com a manutenção do bólide.

 

Acontece que os nossos governantes e presidentes da câmara, ávidos de fazer obra, resolveram entrar no esquema tão português do "faça a obra agora e pague depois".

 

É evidente que isto vai-nos sair muito caro e só pode ser pago de uma forma: com redução drástica de salários, com cortes nas transferências para as autarquias, com despedimentos na função pública, com aumento de impostos (designadamente sobre o património), com a criação de coimas cada vez mais pesadas sobre tudo e mais alguma coisa, com cortes nas prestações sociais, com portagens nas SCUT’s e com desemprego. E tudo isto vai alimentar, inevitavelmente, a espiral de insegurança, com cada vez mais assaltos, sequestros, violência e negócios controlados pelas máfias.

 

Mas o povo português não se pode queixar do sofrimento que o espera. Porque este cenário é a consequência natural do voto expresso nas urnas, por acção ou omissão.

 

É, por este motivo, que eu olho sempre com muitas reservas para todas essas obras megalómanas que os nossos 308 presidentes da câmara lançam todos os anos de norte a sul do país, sem qualquer preocupação com a sustentabilidade das mesmas ou com um planeamento nacional.

 

Portugal é um país pobre, com uma mão-de-obra pouco qualificada, com baixa produtividade e com poucos recursos. Não se pode, pois, dar a estes luxos de gente rica. Se um pequeno comerciante pensar em recorrer ao crédito para aumentar a sua loja, tem de pensar, antes de mais, se o investimento compensa. Porque, se o rendimento que retirar da loja não for suficiente para pagar as prestações ao banco, mais vale não fazer o investimento, caso contrário fica sem o dinheiro e sem a loja. E se o crédito, então, for para fazer uma vivenda com piscina, o melhor mesmo é não se meter nisso, porque vai acabar por ficar com a dívida e sem a casa, a piscina e a loja.

 

Ora, Portugal está, ao nível, de um pequeno comerciante, cheio de dívidas e com poucos rendimentos. Não é, pois, altura de continuar a alimentar sonhos de grandeza lançando obras megalómanas que não temos dinheiro para pagar, a não ser à custa de muita miséria e sofrimento. E este vai ser, infelizmente, o grande legado dos nossos 308 presidentes da câmara e dos nossos governantes para as gerações futuras.

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Sexta-feira, 28.01.11

NAS MÃOS DOS DITADORZECOS

Para o comum dos portugueses parece bastante doloroso ver ditadorzecos erigidos em salvadores da nossa pátria, por via de nos comprarem uma dívida que de pouco nos serviu contraí-la.

 

É certo que temos autoestradas e submarinos, mas quantos os trocariam agora por menos desemprego, mais salário e um clima menos depressivo?

 

Henrique Monteiro - in jornal “Expresso”  de 21/1/2011

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Sexta-feira, 10.12.10

A IMPUNIDADE DAS DECISÕES POLÍTICAS

Entre nós, as decisões políticas situam-se num contexto de impunidade sem retorno. A tal ponto que o político que asneou sente-se habilitado, até encorajado, para repetir a estultícia gastadora ainda com maior convicção. 

Carlos Abreu Amorim - in Diário de Notícias de 10/11/10

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Sábado, 06.11.10

AS PARCERIAS PUBLICO-PRIVADAS

A audição deste programa parece-nos fundamental para perceber a nossa situação financeira e as consequências trágicas para o nosso futuro próximo dos encargos com as parcerias publico-privadas, que irão obrigar, dentro de dois anos (2014), inevitavelmente, a uma redução ainda mais drástica do nosso nível de vida.

 

CLIQUE SOBRE A IMAGEM (o vídeo demora 20s a iniciar):

 

 

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Quinta-feira, 04.11.10

LEMBRAR MANUELA FERREIRA LEITE

Henrique Raposo - in Expresso, 21/09/2010 

Manuela Ferreira Leite tinha razão: o endividamento era o nosso maior problema. A ex-presidente do PSD apontou para a realidade. E, na resposta, o que fez o país? Disse, com desprezo, "por amor de deus!", como José Sócrates. 

I. É bom ter memória. Há um ano, Ferreira Leite e José Sócrates enfrentaram-se num debate televisivo, o mais importante das eleições legislativas. Na altura, eu disse que Ferreira Leite saiu vencedora desse embate. "Ah, estás louco?", foi a reacção de boa parte das pessoas. "Então não vês que ele é melhor na TV?!". Pois, de facto, Sócrates é mais fotogénico do que Ferreira Leite. Mas há um problema grandote nessa abordagem: a Política não é a Chuva de Estrelas. Para mal dos pecados de propagandistas como Sócrates, a política tem de lidar com a realidade a não com a realidade virtual do power point. Enquanto Ferreira Leite falou da realidade, José Sócrates criou a sua realidade paralela, onde o TGV era imprescindível e onde o endividamento não era um problema. Lembram-se do que dizia José Sócrates quando Ferreira Leite levantava o problema do endividamento? Eu ajudo: o primeiro-ministro punha um ar de desprezo e dizia "por amor de deus", ou "basta de bota-abaixismo". Na altura, escrevi isto:

«Vasco Pulido Valente afirmou que este foi um embate "entre um propagandista (aliás, bom) e uma pessoa séria". Eu diria que foi um embate entre um político que nunca sai do power point virtual (Sócrates) e um político que nunca sai da realidade (Ferreira Leite). Sócrates desprezou, por completo, o problema do endividamento. Como é que o PM pode desprezar o facto mais marcante da economia portuguesa?»

Um ano depois, não mudo uma linha. Mais: desde Novembro (dois meses depois das eleições), o país vive ensombrado pela dívida e pela incapacidade do PS em lidar com esse problema.

 

II. Ferreira Leite tinha razão, mas o país não quis saber. Preferiu ir na cantiga do propagandista. Sim, Ferreira Leite nunca percebeu que, em democracia, não basta ter razão. É preciso criar um discurso que entra no ouvido das pessoas. Sem dúvida, que Ferreira Leite falhou nisto. Mas também não se pode esquecer a forma como a elite (jornalistas e comentadores) trataram Ferreira Leite. A "velhota" era sempre gozada. Eu até percebo que o "povo" vá na cantiga irrealista de José Sócrates. Mas já não percebo a forma como a elite se comportou. Não percebo. Este elite (jornalistas e comentadores) deve vigiar o poder, deve comparar o discurso com a realidade. Ora, Ferreira Leite tinha razão, os factos deram-lhe razão, e, mesmo assim, a ex-presidente do PSD continua a ser "gozada" pela elite. O que isto nos diz sobre a nossa cultura política?

 

III. Setembro de 2010 está a meter todo o peso da realidade nos argumentos de Ferreira Leite. Aqueles que, em Setembro de 2009, apenas gozavam com Ferreira Leite deviam pensar naquilo que andam a fazer. Política não é a Chuva de Estrelas.

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Quarta-feira, 03.11.10

OBRAS, IMPOSTOS E PROMOÇÕES

Santana-Maia Leonardo - in Nova Aliança 

 

Apesar de Portugal se afundar na pior recessão da sua história, sob o signo e a iminência da bancarrota, os nossos autarcas continuam a candidatar projectos absolutamente megalómanos ao QREN com a justificação de que estes vão ser financiados em 80%.

 

Ora, uma das principais causas do nosso endividamento reside precisamente nesta forma irresponsável dos nossos governantes gerirem o dinheiro público, agindo perante as promoções do QREN (e dos sucessivos quadros comunitários de apoio) como o cidadão comum perante as promoções de qualquer marca comercial.

 

Ou seja, em vez de comprarem o que necessitam, poupando e beneficiando, dessa forma e nessa medida, do que a promoção lhe oferece, optam por gastar mais dinheiro do que gastariam se não houvesse promoção, comprando o que não necessitam e que não têm meios para sustentar.   

 

Quem só tem dinheiro para comprar um Opel Corsa não deve comprar um Ferrari mesmo beneficiando de uma promoção por uma razão muito simples: porque quem só tem dinheiro para comprar um Opel Corsa não tem dinheiro para sustentar, depois, o Ferrari.

 

Mas bastou ouvir o deputado municipal António Mor, na última Assembleia Municipal de Abrantes, defendendo “a continuidade da política da sobrecarga máxima de impostos sobre os munícipes para a Câmara poder continuar a fazer obra” para ficarmos absolutamente esclarecidos sobre o grau de autismo de grande parte dos nossos autarcas.

 

Sendo certo que até o mais humilde e desinformado cidadão já percebeu que não podemos continuar a viver a crédito, gastando o que não temos.

 

Ora, defender, no momento actual, a sobrecarga máxima de impostos para fazer obra, como o deputado municipal António Mor teve o desplante de fazer na última Assembleia Municipal, é tão absurdo como um agricultor abençoar, como factor desenvolvimento, a chuva diluviana que lhe destruiu todas as sementeiras e o arruinou.

 

Tal como a chuva, o investimento público, em princípio, é bom, excepto se o país se encontrar à beira da bancarrota, por causa de uma dívida pública incontrolável e astronómica, e com falta de financiamento que é precisamente na situação em que se encontra. 

 

Sem esquecer a inevitabilidade dos cortes cada vez maiores nas transferências para as autarquias, nos próximos anos, o que implicará para estas necessariamente cada vez mais dificuldades, quer para cumprir os compromissos já assumidos, designadamente com os seus funcionários e fornecedores, quer para fazer a simples e necessária manutenção dos equipamentos e das obras já executadas.  

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Sexta-feira, 29.10.10

SÓCRATES, AO SERVIÇO DA OLIGARQUIA DO REGIME

Henrique Neto - extractos da entrevista ao Público de 4/10/10

*Militante Socialista, 74 anos, desde o Governo de António Guterres, tem participado nos congressos do PS apresentando moções críticas para as políticas na área económica, por as considerar desajustadas das necessidades do país.

 

(…)

Pelo que se ficou a saber, certo é apenas que os portugueses pagarão, em 2011 e nos anos seguintes, os erros, a imprevidência e a demagogia acumulada em cinco anos de mau Governo. É por isso que, nestas circunstâncias, falar da coragem do primeiro-ministro e do ministro das Finanças, como alguns têm feito, é um insulto de mau gosto a todos os portugueses que trabalham, pagam os seus impostos e vêem defraudadas as suas expectativas de uma vida melhor. As medidas propostas, sendo inevitáveis, dada a dimensão da dívida e a desconfiança criada pelo Governo junto dos credores internacionais, não tocam no essencial da gordura do aparelho do Estado e nos interesses da oligarquia dirigente. Mas o pior é que estas medidas, pela sua própria natureza, não são sustentáveis no futuro e não é expectável que, com este Governo, se consiga o crescimento sustentado da economia.

(…)

A consolidação das contas públicas é uma condição necessária mas não suficiente. Apenas o crescimento sustentado da economia abrirá novas perspectivas aos portugueses. Mas, neste domínio, José Sócrates iludiu, durante cinco longos anos, todos os reais problemas da economia através de um optimismo bacoco e inconsciente.
Não o fez apenas por ignorância, mas para servir os interesses da oligarquia do regime, através da especulação fundiária e imobiliária, das parcerias público-privadas, dos concursos públicos a feitio, das revisões de preços e de uma miríade de empresas, institutos, fundos e serviços autónomos, além das empresas municipais. Regabofe pago com recurso ao crédito e sem nenhum respeito pelas gerações futuras.

(…)

A ideia com que se fica é que o primeiro-ministro não leva em conta o interesse nacional, mas os interesses dos grupos de pressão dos sectores financeiro e das obras públicas, o que é a única explicação para a dimensão dos erros cometidos. Estamos a construir mais auto-estradas que ficam vazias e sem carros e um TGV com um traçado que não favorece a economia, ao mesmo tempo que nada foi feito para termos um porto de transhipment e transporte ferroviário de mercadorias para a Europa, investimentos cruciais em logística, para podermos ambicionar atrair mais investimento estrangeiro e desenvolver uma verdadeira capacidade exportadora. Em qualquer caso, contra toda a sanidade económica e financeira, o Governo não parou a maioria das obras programadas e utilizará o fantasma das indemnizações aos empreiteiros para as não parar.

(…)

É inegável que existe um bloco central inorgânico na política portuguesa, que defende interesses privados ilegítimos e permite a acumulação de altos e bem pagos cargos na administração do Estado e nas empresas do regime. O que é facilitado pelo chamado centralismo democrático praticado nos diversos partidos políticos e pela habitual passividade e clubismo do povo português. Nesse capítulo, atingimos o ponto zero da moralidade pública e não vejo como será possível colocar a economia portuguesa no caminho do progresso e do crescimento, com algumas das principais empresas e grupos económicos a poderem ter relações privilegiadas com o poder político e a ser-lhes permitido fugir da concorrência e dos mercados externos, por força do clima de facilidade e de privilégio que detêm no mercado interno.

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Quarta-feira, 13.10.10

REUNIÃO DA CÂMARA DE 11/10/10 (extracto V)

PONTO Nº7 - APROVAÇÃO DO PROJECTO DE ARQUITECTURA DO MUSEU IBÉRICO

Declaração de voto (CONTRA) dos vereadores do PSD 

 

Mesmo em tempo de “vacas gordas”, aprovar um projecto desta dimensão, sem qualquer estudo sério sobre a sua viabilidade e sustentabilidade económica, já não era prudente.

 

Mas fazê-lo num momento em que Portugal se afunda na pior recessão da sua história, sob o signo e a iminência da bancarrota, é uma irresponsabilidade.

 

E não se justifique a irresponsabilidade com o facto de o QREN financiar o projecto em 80%, porque uma das principais causas do nosso endividamento reside precisamente nesta forma irresponsável dos nossos governantes gerirem o dinheiro público, agindo perante as promoções do QREN (e dos sucessivos quadros comunitários de apoio) como o cidadão comum perante as promoções de qualquer marca comercial.

 

Ou seja, em vez de comprarem o que necessitam, poupando e beneficiando, dessa forma e nessa medida, do que a promoção lhe oferece, optam por gastar mais dinheiro do que gastariam se não houvesse promoção, comprando o que não necessitam e que não têm meios para sustentar.   

 

Quem só tem dinheiro para comprar um Opel Corsa não deve comprar um Ferrari mesmo beneficiando de uma promoção por uma razão muito simples: porque quem só tem dinheiro para comprar um Opel Corsa não tem dinheiro para sustentar, depois, o Ferrari.

 

Mas bastou ouvir o deputado municipal António Mor, na última Assembleia Municipal, defendendo “a continuidade da política da sobrecarga máxima de impostos sobre os munícipes para a Câmara poder continuar a fazer obra” para ficarmos absolutamente esclarecidos sobre o grau de autismo dos autarcas socialistas.

 

Sendo certo que até o mais humilde e desinformado cidadão já percebeu que não podemos continuar a viver a crédito, gastando o que não temos.

 

Ora, defender, no momento actual, a sobrecarga máxima de impostos para fazer obra, como o deputado municipal António Mor teve o desplante de fazer na última Assembleia Municipal, é tão absurdo como um agricultor abençoar, como factor desenvolvimento, a chuva diluviana que lhe destruiu todas as sementeiras e o arruinou.

 

Tal como a chuva, o investimento público, em princípio, é bom, excepto se o país se encontrar à beira da bancarrota, por causa de uma dívida pública incontrolável e astronómica, e com falta de financiamento que é precisamente na situação em que se encontra.

 

Sem esquecer a inevitabilidade dos cortes cada vez maiores nas transferências para as autarquias, nos próximos anos, o que implicará necessariamente cada vez mais dificuldades para estas cumprirem os compromissos já assumidos e fazer a manutenção dos equipamentos e das obras já executadas.  

 

É por esta razão que votamos contra a presente proposta de deliberação.

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Sábado, 15.05.10

MARCUS TULLIUS - Roma, 55 a.C.

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