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COLUNA VERTICAL


Sexta-feira, 13.05.11

A VOZ DO POVO NO PARLAMENTO

 

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Domingo, 12.09.10

LEI ELEITORAL FAVORECE A PROSTITUIÇÃO

Deputada italiana acusa colegas de se prostituírem (in SOL net de 9/9/10)

  

«Não excluo a hipótese de haver senadoras ou deputadas eleitas depois de se terem prostituído», foi esta declaração da deputada italiana Angela Napoli que causou o caos entre a elite política italiana. A declaração da deputada do Futuro e Liberdade (FLI), deixou as deputadas do  PDL de Berlusconi indignadas

 

Angela Napoli, que faz parte da comissão antimáfia do Parlamento italiano, emitiu estas declarações ao falar sobre a actual lei eleitoral italiana que não permite aos cidadãos elegerem os deputados, mas apenas o cabeça-de-lista.

 

A deputada do FLI defende que os deputados devem ser eleitos de forma directa, para que ao Parlamento cheguem homens e mulheres que realmente tenham provado o seu mérito. Napoli declarou que «como não se coloca o acento na eleição baseada nas capacidades individuais, a mulher vê-se forçada, para alcançar determinada posição na lista, a prostituir-se e a ser subserviente».

 

Napoli, conhecida em Itália pelas suas denúncias contra o machismo na política e a sua defesa da legalidade, lançou a acusação num programa do jornalista Klaus Davi que é  difundido através do Youtube.

 

As deputadas do PDL reagiram com indignação. Barbara Salmartini, deputada do partido de Berlusconi declarou que tais acusações são «infames e descredibilizam todas as mulheres de todas as forças políticas».

 

A guerra entre os dois partidos italianos aumenta de tom e muito provavelmente a divisão entre PDL de Berlusconi e FLI de Fini levará à queda do governo italiano.

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Segunda-feira, 22.02.10

A JUSTIÇA SOCIALISTA

Santana-Maia Leonardo - in Nova Aliança

 

Que os culpados sejam condenados e os inocentes absolvidos é o que todos desejam. Todos, excepto os culpados, obviamente. Com efeito, a grande ambição dos arguidos “culpados” não é que se faça justiça mas que a justiça os declare inocentes.
Não pode, pois, deixar de causar estranheza num espírito mais avisado a actual e compungente prova de fé pública de José Sócrates, assim como dos ministros e deputados socialistas, no funcionamento da Justiça (ou seja, dos mesmos que tanto duvidaram dela, no processo Casa Pia), quando é certo que as escutas a José Sócrates só não puderam ser validadas pelo juiz de Aveiro, em virtude da recente alteração do Código de Processo Penal levada a cabo, precisamente, pelo seu Governo.
Pois é, mal vai a justiça quando as pessoas que alteraram os códigos em seu benefício confiam tanto nela…

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Quinta-feira, 07.01.10

A CORRUPÇÃO

Santana-Maia Leonardo - in Nova Aliança

 
A corrupção é um tema a que os portugueses são pouco sensíveis, até porque a maioria dos portugueses, a fazer fé no que para aí vamos ouvindo, é da opinião que se lá estivesse fazia o mesmo. E, se todos fazem o mesmo, não adianta muito uma pessoa preocupar-se com isso.
 
Acontece que a corrupção, para além de ser o imposto mais caro que pagamos, corrompe, corrói e destrói os alicerces das instituições democráticas, levando, a prazo, à derrocada do Estado de Direito democrático. Num Estado corrupto, não há justiça, até porque quem faz as leis são precisamente aquelas pessoas cujos comportamentos as leis deviam combater. Ou seja, num Estado corrupto, os Tribunais não servem para perseguir os corruptos mas para os declararem inocentes, com base nas leis que eles próprios fizeram.
 
A criminalização do enriquecimento ilícito e a retenção das mais-valias nas operações urbanísticas são duas medidas-chave no combate à corrupção. É, por isso, perfeitamente compreensível que os governantes e deputados socialistas fujam delas como o diabo da cruz.
 
Como toda a gente já percebeu, o que verdadeiramente preocupa os socialistas não é o combate à corrupção, mas a violação do segredo de justiça. Ou seja, o que preocupa os socialistas e o que eles querem a todo o custo evitar é que se saiba e não em fazer leis e dotar a polícia de meios para apanhar e punir os corruptos. Como diz o povo, «não é vergonha roubar, vergonha é roubar e ser apanhado».
 
Mas, enquanto formos governados por esta gente (e aqui não me refiro apenas aos socialistas), muito dificilmente alguma figura da seita será apanhada e, se for apanhada, muito dificilmente será condenada e, se for condenada, muito dificilmente cumprirá a pena na prisão. Na verdade, o pior que lhe poderá acontecer é ter de desfrutar a pena na mansão adquirida com o dinheiro que obteve de forma ilícita e que nunca irá devolver às suas vítimas.

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Segunda-feira, 28.12.09

ASSEMBLEIA MUNICIPAL DE 18/12/09

DOCUMENTOS PREVISIONAIS PARA O EXERCÍCIO DE 2010

DOS SERVIÇOS MUNICIPALIZADOS - DECLARAÇÃO DE VOTO DO PSD

 

Quanto aos documentos previsionais dos SMA, iremos abstermo-nos, não deixando contudo de questionar o diferencial existente entre o investimento previsto e a respectiva cobertura já referida.

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Sábado, 26.12.09

ASSEMBLEIA MUNICIPAL DE 18/12/09

GRANDES OPÇÕES E ORÇAMENTO PARA O ANO DE 2010

PSD VOTA CONTRA - DECLARAÇÃO DE VOTO 

intervenção de Manuela Ruivo

 

Os documentos previsionais que hoje estamos a apreciar, Planos de Actividades, Grandes Opções do Plano, Orçamento, referentes ao ano de 2010, reflectem as prioridades políticas do Executivo e, consequentemente, a respectiva tradução em termos económicos e financeiros.
 
Ficou claro, no nosso programa eleitoral, que as nossas prioridades políticas são diferentes e que tal se traduz forçosamente em opções económico-financeiras também diversas das actualmente em apreciação.
 
Nos documentos apresentados constata-se que, embora haja um esforço ligeiro de contenção das despesas correntes, as mesmas continuam a apresentar montante superior às despesas de capital.
 
 Este facto é uma consequência económica e financeira do modelo de desenvolvimento e das opções tomadas pelos sucessivos executivos, traduzidos em encargos crescentes e que origina um grau de incompressibilidade enorme neste tipo de despesas.
 
O orçamento agora apresentado contribui na nossa óptica a promover o desequilíbrio do Concelho, situando mais uma vez os grandes investimentos numa pequena parte do território.
 
O nosso modelo de desenvolvimento assenta num crescimento económico sustentado, humanizado e equilibrado, em termos de repartição de riqueza.
 
A concentração de investimento numa parte da cidade apenas tem conseguido esvaziar as freguesias, sem conseguir inverter a perda de importância regional, quer da cidade de Abrantes, quer do concelho.
 
Não podemos, pois, continuar a insistir num modelo macrocéfalo que, para além de conter prioridades muito discutíveis, concentra quase tudo em certas zonas do perímetro urbano da cidade e despreza o restante território, levando à desertificação e envelhecimento acelerados das freguesias rurais, à perda de importância regional do concelho e ao crescimento desordenado da cidade, afectando a qualidade de vida dos munícipes e aumentando a insegurança.
 
Um concelho mais harmonioso implica mudar mentalidades, descentralizar, criar centralidades nas freguesias, colocar os equipamentos ao serviço das populações, criar formas de acessibilidade aos mesmos, para que os cidadãos, seja qual for a zona do concelho em que residem, não se sintam excluídos. Temos a consciência de que existem equipamentos que, pela sua natureza e encargos decorrentes, não podem ser instalados em todo o lado. Mas, nesse caso, devem ser criadas as condições, nomeadamente transportes, para que a universalidade da sua utilização seja assegurada. No entanto, o princípio a seguir deverá ser sempre o de procurar distribuir os equipamentos pelas freguesias, devendo os mesmos tornar-se um elemento de coesão do todo concelho.
 
Por último julgamos que este orçamento continua a apresentar empolgamento em termos numéricos, nomeadamente nas receitas de capital (venda de terrenos), que concerteza se irá traduzir numa penalização das taxas de execução do mesmo.
 
Mas isso será discutido e avaliado quando da apresentação das contas.
 
Pelas razões indicadas, o sentido de voto da bancada do PSD será contra este documento.

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Terça-feira, 22.12.09

ASSEMBLEIA MUNICIPAL DE 18/12/09

AMBIENTE - intervenção de Gonçalo Oliveira

  

I.  Cultura ambiental do Município e a consciencialização da sociedade

 
Nos tempos que correm a cultura ambiental é algo de transversal a toda a sociedade. Vivemos um tempo em que a sustentabilidade das políticas assumidas pelos Governos, nacionais e locais, terá de passar de palavras vãs, utilizadas em discursos sem substância, muitas das vezes sem pretender atingir a tão propalada eficácia ambiental nas políticas preconizadas, mas somente com intuitos claramente populistas e eleitoralistas, para o tempo dos actos, com os olhos postos no médio e longo prazo, no futuro.
 
Estes actos terão que passar, obrigatoriamente, em primeiro lugar pelo bom exemplo das entidades e organismos públicos. Este bom exemplo terá de chegar na mais variadas vertentes, e quanto antes, para passarmos para o segundo estádio, a consciencialização da população.
 
E a consciencialização das pessoas faz-se dando a conhecer as consequências das acções que estas possam praticar, tanto as positivas, que derivam de acções amigas do ambiente, muitas delas ao seu alcance, como as negativas, em todos os campos, desde a emissão de gases poluentes (utilização de transportes públicos), utilização de recursos (poupança de água e electricidade), reciclagem (separação de resíduos domésticos nos domicílios).
 
Isto requer uma actuação permanente da Câmara Municipal, em articulação com operadores e fornecedores de serviços, e, em especial, com a população.
 
Com um balanço extremamente negativo, senão vejamos:
 
- Rede de transportes públicos: quer-se eficaz e de fácil acesso a todos, ao invés, temos uma rede de transportes altamente deficiente, que acentua a assimetria entre a sede do concelho e as freguesias mais rurais, enquanto, paradoxalmente, menospreza a área urbana;
 
- Poupança de recursos:
 
        a) no que à agua diz respeito, ao cortar a água em fontes de todo o concelho, a Câmara Municipal, num acto, ainda hoje incompressível, alterou hábitos de milhares de pessoas, que se abasteciam nessa fontes há largas dezenas de anos, já para não falar no atentado à tradição e à história das terras e das suas gentes, obrigando, literalmente, ao aumento do consumo da água da rede, entenda-se, vendida pelo Município, para custear obras sem sentido na sede do concelho;
 
        b) já no que diz respeito á electricidade, estando localizadas no concelho de Abrantes as Centrais de produção de electricidade da Barragem de Castelo de Bode e da Central do Pego, que em breve vai aumentar a sua capacidade de produção, ou seja, dois grandes produtores de electricidade do país, não se entende, como é que os munícipes deste concelho não obtêm nenhum tipo de contrapartidas – e aqui realço a postura da PEGOP, ao apoiar as mais diversas associações. No entanto o que as famílias desejam é que a sua factura diminua, tanto do lado da eficiência energética, com a utilização de aparelhos de baixo consumo, como do lado financeiro, com a diminuição do custo, por exemplo, na tarifa fixa;
 
- Reciclagem:
 
         a) neste campo, começando pela rede de ecopontos, julgo que está à vista de todos o quão ineficientes são, desde à sua má localização, ao mau estado em que os mesmo se encontram, sendo inclusive alvo de vandalismo, sem que os serviços os reparem ou substituam em tempo útil, são vários os factores que não convidam à sua utilização. E necessária uma rede inteligentemente bem localizada, substituir os ecopontos de segunda geração, pelos de terceira geração, mais conhecidos por “ilhas”, sistema já adoptado pelos nossos concelhos vizinhos, com o sucesso que se lhes reconhece;
 
         b) também não nos podemos esquecer da componente de reciclagem na efectuada na fonte, isto é, nos lares das famílias, e nesse sentido, o desenvolvimento de campanhas de sensibilização assume-se como uma ferramenta privilegiada, seja através de workshops, campanhas, concurso, etc., que envolvam todas a s faixas etárias da população;
 
Este é o paradigma dos Municípios neste raiar de século.
 
Aqueles que já adoptaram medidas eficazes de eficiência energética e de protecção do meio ambiente, nomeadamente, municípios do Médio Tejo, já começaram a recolher os frutos.
 
A cultura ambiental é hoje um sinónimo de modernidade e afere o nível de desenvolvimento dos Municípios.
 
II.   Agência Regional de Energia e Ambiente do Médio Tejo  e Pinhal Interior Sul – Médio Tejo 21
 
Em Maio passado foi criada a Agência Regional de Energia e Ambiente.
 
Na altura, em pleno período de pré-campanha, foi por muitos referido o carácter altamente eleitoralista desta iniciativa, só refreado quando analisado o programa de acção, bastante ambicioso e abrangente, desta nova instituição.
 
Sendo a Câmara Municipal de Abrantes um dos sócios fundadores, e, localizando-se neste concelho a sua sede, seria espectável que o Município liderasse esta “batalha”, pelo luta da qualidade do meio-ambiente, e se assumisse como um exemplo, tanto a nível regional como nacional, no que diz respeito às boas práticas ambientais, tanto de instituições e empresas, como de privados. No entanto, e passados que estão mais de seis meses desde a sua constituição, ainda não se vislumbram quaisquer medidas concretas sobre esta matéria.
 
Apesar da enorme lacuna, no que diz respeito à actuação deste agência, nomeadamente no pendor excessivamente institucional que caracteriza o seu objecto de acção, contemplando empresas e instituições, em contraponto com as poucas referências que faz às políticas de sensibilização das famílias, a actuação desta instituição deve ser claramente marcada por um intervenção constante na sociedade, e de forma alguma se deve esgotar numa fatia da sociedade. Algo que seria de todo incompreensível nos tempos que correm.
 
Assim, a bancada do PSD, questiona a Sra. Presidente, sobre o seguinte:
 
        - qual o ponto de situação sobre a actividade da Agência Regional de Energia e Ambiente até ao momento?
 
o Município já adoptou alguma medida emanada da Agência?
 
- já se associaram mais entidades, nomeadamente, com sede ou instaladas em Abrantes, à referida Agência?
 
- quais as medidas que o Município pensa executar no que diz respeito às áreas de intervenção da Agência, em que esta se mostre incapaz de atingir os resultados propostos?
 
- se o Município tem um inventário, e em caso afirmativo, se tem um plano de acção concertado para combater e eliminar os casos mais conhecidos que constituam atentados ambientais ou que tenham como efeito a diminuição da qualidade do meio-ambiente, e que são muitas, inclusive as escondidas ou ocultadas pelo próprio Município?
                                                                                   
A todas estas questões o PSD gostaria de obter resposta da Câmara Municipal.
 
III. Afirmação regional e nacional do Município através das  suas políticas amigas do ambiente
 
Termino esta intervenção, relembrando que, Abrantes, tão prontamente anunciada como a “Capital da Energia”, pelo anterior executivo, deve tudo fazer para alterar este epíteto para “Capital da Energia e do Ambiente”, adoptando medidas nesse sentido, e ai sim, seria com orgulho que os abrantinos olhariam para o seu concelho.
 
No panorama regional e nacional seria, com toda certeza, um factor de afirmação do Município, e por consequência, um meio para atingir o nosso grande objectivo, melhorar a qualidade de vida da nossa comunidade e criar novos empregos, que potenciem a fixação de jovens e atraiam outros de concelhos vizinhos, e por que não um pouco mais de ambição, e, dentro da matriz subjacente ao PROT-OVT, atrair pessoas do anel urbano de Lisboa, contrapondo com o nível da nossa qualidade de vida.
 
Para isso muito ainda há a fazer.
 
O executivo encontrará no PSD um aliado privilegiado para implementar medidas e políticas na área da eficiência energética e da protecção do meio-ambiente.
 
Todos ganhamos.

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Domingo, 20.12.09

ASSEMBLEIA MUNICIPAL DE 18/11/09

APRESENTAÇÃO - intervenção de Manuela Ruivo

 
Começamos por saudar todos os eleitos do poder local, salientando que é com imenso gosto e grande vontade de trabalho, que a bancada do PSD aqui se apresenta.
 
Queremos manifestar que o espírito do PSD e de mim própria, é o de poder contribuir para o bom desempenho do poder autárquico e trabalhar afincadamente para dinamizar o desenvolvimento económico/social/cultural do nosso concelho.
 
Contudo este desenvolvimento deverá concretizar-se através de acções/medidas de politica municipal que permitam o desenvolvimento económico sustentado real (ex. a revitalização do centro histórico, do comércio, o incentivo à instalação de empresas de bens transaccionáveis, à fixação de pessoas).
 
Citando o ex. Presidente Mário Soares, em vez de economias de casino, de políticas de épattee e fait divers, para agradar ao público em geral, devemo-nos preocupar e fomentar políticas de qualidade e de sustentabilidade que conduzam ao desenvolvimento equilibrado, em que a qualidade de vida dos munícipes impere, ao exemplo do preconizado no nosso programa eleitoral.
 
Queremos ainda deixar bem claro, que a bancada do PSD pretende dignificar este órgão que é a Assembleia Municipal.
 
Como dizia Francisco Sá Carneiro (grande estadista conhecido de todos nós pela sua inteligência, clarividência e coragem política) “Cabe-nos cada vez mais dinamizar as pessoas para viverem a sua liberdade própria, para executarem o seu trabalho pessoal, para agirem concretamente na abolição de desigualdades.
 
Para isso, mais importante que a doutrinação é levar as pessoas a pensarem, a criticarem, a discernirem”.
 
O papel da bancada do PSD, não passará pela crítica gratuita, nem pela passividade, mas sim, por um papel activo, responsável e cooperante, onde apresentaremos críticas construtivas, bem como, opções alternativas, não abdicando das linhas que nos norteiam.
 
Tendo por base estas premissas, sugerimos aumentar o número de Assembleias Municipais extras, por forma a podermos ter um papel mais interventivo e assertivo.
 
Sempre coerentes e cada vez mais determinados em elevar Abrantes a um patamar de excelência (e não à perda da sua identidade, importância económica e populacional do concelho no distrito), aqui estamos para um trabalho diário, tendo sempre presente qual o rumo que queremos para o nosso concelho.

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Terça-feira, 12.05.09

O NOVO REGIME DO FINANCIAMENTO PARTIDÁRIO

Santana Maia - in Nova Aliança

 
As alterações recentemente aprovadas ao novo regime de financiamento partidário, por todos os partidos políticos com assento parlamentar, é a melhor prova da total falta de vergonha que impera na generalidade da nossa classe política.
 
Não vale a pena os nossos políticos andarem a fingir-se muito preocupados com a luta contra a corrupção quando aprovam uma alteração à lei do financiamento partidário que legaliza e institucionaliza a corrupção dentro dos partidos políticos.
 
É óbvio que a corrupção sempre existiu nos partidos. Só que agora passa a ser permitida por lei. E mais, com a aprovação da nova lei, está aberta a porta à lavagem de dinheiro ao nível de financiamento partidário. Uma autêntica vergonha!
 
Espero, sinceramente, que o Presidente da República ponha um travão nesta lei.

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Domingo, 19.04.09

A CORRUPÇÃO

por Santana Maia

 

A actual lei está tão bem feita que a denúncia dos crimes de corrupção e tráfico de influências tem sempre este desfecho: arquivamento do processo relativamente aos corruptos e julgamento por difamação ou denúncia caluniosa de quem teve a falta de senso de denunciar o crime.
 
A corrupção e o tráfico de influências vivem em Portugal a coberto do aparelho de Estado. Esta é a verdade nua e crua. Ora, quando é o próprio Estado que dá cobertura legal à corrupção e ao tráfico de influências, denunciar estes crimes só cria problemas ao denunciante porque todos estes processos estão inevitavelmente condenadas ao arquivamento, à excepção do processo por difamação que o denunciante vai ter sempre de gramar, com vista a limpar o bom nome do corrupto.
 
É preciso, por isso, muito cinismo para um governante ou deputado da maioria socialista vir apelar à denúncia dos casos de corrupção, quando são eles que inviabilizam o sucesso de qualquer investigação, ao terem, por um lado, aprovado os actuais Código Penal, Código de Processo Penal e Lei das Incompatibilidades e, por outro, rejeitado a criminalização do enriquecimento ilícito proposta por João Gravinho, a única medida verdadeiramente eficaz no combate à corrupção.

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Domingo, 11.01.09

NO REINO DOS INVERTEBRADOS

Santana Maia - in Nova Aliança de 9/1/2009

 
Como todos os deputados não podiam deixar de saber, o Estatuto dos Açores continha normas manifestamente inconstitucionais. Ou melhor, escandalosamente inconstitucionais, uma vez que alteram equilíbrios fundamentais de poderes e competências dos órgãos de soberania. Isso não impediu, no entanto, os deputados de aprovarem o Estatuto sem o expurgarem das referidas normas.
 
Deixemos o Estatuto de lado, porque não é o Estatuto em si que está aqui em causa. O que está aqui em causa é apenas o facto de os deputados terem sido capazes de aprovar um diploma que sabem que contém normas inconstitucionais. Não é que isto seja novidade para ninguém. Aliás, apenas vem confirmar aquilo que o povo diz à boca cheia: que, para defenderem os seus tachos, os deputados até são capazes de vender a própria mãe, quanto mais atirar às malvas a Constituição que juraram cumprir.
 
E, infelizmente, é esta gente que representa a nata dos nossos partidos políticos. Gente que veio das jotas e das câmaras e que depois vai para o Governo, para as direcções gerais e regionais, para as empresas públicas e para os bancos e etc. etc. etc…. Ora, com gente desta, que coloca os interesses partidários e pessoais acima da sua consciência e dos interesses nacionais, não se pode esperar outra coisa que não seja o saque e a pilhagem.
 
E quando esta gente me vem falar na dignificação dos cargos políticos até me dá a volta ao estômago… Porque, para esta gente, a dignificação dos cargos políticos significa sempre maior remuneração, como se a sua consciência estivesse indexada ao aumento do vencimento ou esse aumento os fizesse abrir mão do seu lugar no hemiciclo.
 
Com esta gente que não larga o tacho nem que os matem, só vejo uma única medida verdadeiramente reformadora do nosso sistema político: a abolição do regime de faltas dos deputados e a imposição de pesadas sanções a todos aqueles que se atreverem a pôr o pé no Parlamento. Se não têm mais nada para fazer, vão fazer trabalho político para os futebóis, festas e arraiais. Mas, por favor, respeitem a Assembleia da República. Não ponham lá os pés.

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