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COLUNA VERTICAL


Sexta-feira, 10.12.10

A MÃE DE TODOS OS FASCISMOS

Esta esquerda mole, lassa, barriguda e viscosa que se reproduz nos órgãos de comunicação social e engorda nas repartições públicas, é a mãe de todos os fascismos. E, quer se queira, quer não, mãe e filhos são tudo farinha do mesmo saco. 

Santana-Maia Leonardo

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Quarta-feira, 04.08.10

A LEI DA SELVA

Santana-Maia Leonardo - in Nova Aliança 

 

Há cerca de dez anos escrevi o seguinte texto a propósito do crescimento dos partidos fascistas e dos sentimentos xenófobos na Europa, sentimentos esses que agora também começam a aparecer em Abrantes, relativamente à comunidade cigana:

 

«Como já devem ter reparado, hoje quase toda a gente é de esquerda. Da tal esquerda não praticante, bem entendido, que gosta de falar dos pobrezinhos e dos excluídos para aliviar a consciência e ajudar a digestão. E hoje em dia, não há melhor digestivo para um requintado banquete do que as preocupações sociais. Acontece que quem quiser continuar a ser antifascista não pode ser de esquerda. Porque esta esquerda mole, lassa, barriguda e viscosa que se reproduz nos órgãos de comunicação social e engorda nas repartições públicas, é a mãe de todos os fascismos. E, quer se queira, quer não, mães e filhos são tudo farinha do mesmo saco».

 

Não é, pois, de estranhar que os europeus, ao verem os seus líderes a tremer de medo e incapazes de enfrentar os monstros que as suas teorias modernistas conceberam, comecem agora a dar ouvidos aos líderes populistas dos partidos neonazis e fascistas. É no que dá o modernismo, o multiculturalismo e as lideranças frouxas.

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Sexta-feira, 25.06.10

JOSÉ SARAMAGO

Santana-Maia Leonardo - in Público de 26/6/10 

 

Talvez, com o passar dos anos, a obra faça sobressair o autor e esquecer o homem, se bem que o mais natural seja sumir-se a obra e o homem e ficar, apenas e vagamente, o nome do autor. Mas, independentemente da efemeridade das modas e da falível futurologia dos iluminados, este é o meu tempo e eu sentir-me-ia mal com a minha consciência se esquecesse, neste momento, todas as vítimas dos gulag, das purgas, dos genocídios, dos samizdat culturais e religiosos, desde Cuba à União Soviética, da Coreia do Norte à Venezuela, ou seja, de todas as vítimas da ideologia assassina por quem José Saramago, até à hora da sua morte, nunca verteu uma única lágrima ou sentiu um pingo de piedade ou arrependimento.

 

Não deixa, no entanto, de ser significativo do cinismo e da hipocrisia da nossa esquerda o apelo patético de Francisco Louçã para que o Presidente da República Cavaco Silva, que José Saramago abominava, estivesse presente no funeral. Cavaco Silva teve, no entanto, a sensatez e a hombridade de não pôr os pés num funeral onde não era desejado por ninguém, a começar pelo defunto.

 

Quando o escritor é de esquerda, impõe-se que toda a gente esqueça o passado, mesmo o passado bastante recente, e lhe preste homenagem, independentemente da crueldade dos regimes que patrocinou, branqueou ou defendeu. Mas se o escritor for de direita, o simples facto de ter lutado ao lado dos falangistas em 1936 é o bastante para que toda a esquerda (BE, PCP e PS) recuse, setenta e quatro anos depois, no nosso Parlamento, um simples voto de pesar pela sua morte, como aconteceu, no preciso dia em que faleceu José Saramago, com o voto de pesar pela morte de Couto Viana.

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Sábado, 22.05.10

A POLÍTICA DO TGV

Por que é que Sócrates não desiste do TGV e das outras despesas a que o newspeal do regime chama investimentos? (...)

 

Há precedentes históricos para a obstinação de Sócrates. Nos seus últimos dias, enquanto tudo se desmoronava, também Hitler continuava a reunir-se com Albert Speer para discutirem as avenidas e os monumentos da nova Berlim. Se a guerra perdida não fez Hitler desistir das suas arquitecturas, como haveria uma simples bancarrota de impressionar Sócrates? (...)

 

Mais: (...) O TGV substituiu o casamento gay como a causa ideológica que define e une as esquerdas em Portugal.  

Rui Ramos - in Expresso de 8/5/10

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Quinta-feira, 12.02.09

O ovo da serpente

Santana-Maia Leonardo - Semanário 23/1/2009

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Com a queda do muro de Berlim, o mundo ocidental respirou fundo e adormeceu tranquilo, convencido da impossibilidade de alguém poder pôr em causa, no século mais próximo, a sua segurança e o seu bem-estar físico e psicológico. Sendo certo que o muro de Berlim ruiu sem que a Europa ocidental tivesse contribuído, por aí além, para esse evento. Com efeito, o muro desmoronou-se quando Ronald Reagan, contra todas as vozes apocalípticas que se ergueram e manifestaram na Europa, anunciando o fim do mundo, decidiu encostar o ombro ao muro para ver se aquilo era assim tão resistente como se apregoava. Não era.

E foram precisamente os mesmos que, antes, diabolizaram Reagan e a América que, derrubado o muro, saíram dos seus covis para exultar com o fim da guerra-fria, anunciando um século de paz e prosperidade para toda a gente. A Europa é hoje formada maioritariamente por esta gente sem coragem e sem carácter que se esconde atrás de um falso pacifismo para esconder a sua cobardia, porque pensa que é apaparicando os seus inimigos que consegue ir mantendo as suas mordomias.

Como já devem ter reparado, hoje quase toda a gente é de esquerda. Da tal esquerda não praticante, bem entendido, que gosta de falar dos pobrezinhos e dos excluídos para aliviar a consciência e ajudar a digestão. E hoje em dia, não há melhor digestivo para um requintado banquete do que as preocupações sociais. Mas como eu escrevi há sete anos e volto a repetir agora, «quem quiser continuar a ser antifascista não pode ser de esquerda. Porque esta esquerda mole, lassa, barriguda e viscosa que se reproduz nos órgãos de comunicação social e engorda nas repartições públicas, é a mãe de todos os fascismos. E, quer se queira, quer não, pais e filhos são tudo gente da mesma família».

Escrevi isto a propósito do fenómeno do crescimento dos partidos fascistas e neonazis na Europa, originado pela permissão da criação de autênticos enclaves em território europeu formados por comunidades de imigrantes (sobretudo islâmicos) que se regem por leis próprias, muitas das quais ofendem abertamente a sociedade livre, democrática e laica onde estão inseridas.

Os líderes europeus, convertidos à religião do politicamente correcto, consentiram que as comunidades imigrantes trouxessem o cavalo de Tróia para dentro das nossas muralhas e agora pensam que é com falinhas mansas que conseguem travar o saque e a pilhagem.

Não é, pois, de estranhar que os europeus, ao verem os seus líderes a tremer de medo e incapazes de enfrentar os invasores, comecem a dar ouvidos aos líderes populistas de direita e extrema-direita que prometem defender-lhes a integridade física e o património.

Acresce que esta situação é potenciada pelo crescimento de desigualdades sociais absolutamente ilegítimas. Sobretudo em países do sul da Europa, como Portugal, em que o enriquecimento fulminante radica, quase sempre, na promiscuidade e troca de favores, absolutamente escandalosos, entre os poderes político e económico.

Hoje, em Portugal, são cada vez mais os bairros onde já existe menos liberdade de circulação e de expressão do que no tempo do fascismo. E são também cada vez mais as pessoas que vivem à mercê de gangs, máfias e bandos de criminosos, todos eles detentores de um poder muito mais cruel, violento e aterrador do que os antigos agentes da PIDE. Há já muitos portugueses que começam a recordar com saudade a segurança das ruas de antigamente… Cuidado!

Ora, se brancos, pretos, políticos, amarelos, banqueiros e ciganos são gente feita de farinha do mesmo saco, então os direitos e os deveres têm de ser iguais para todos, independentemente da cor da pele e da carteira. Direitos e deveres. Só que, como toda a gente sabe, não é isso que sucede.

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Quinta-feira, 12.02.09

NA HORA DA VERDADE

 

«A mim custou-me ouvir o primeiro-ministro inglês fazer uma diatribe contra os trabalhadores estrangeiros no Parlamento de Londres (…).
 
Gordon Brown, vendo os sindicatos ingleses contestar o emprego numa refinaria (e noutra unidade fabril) para trabalhadores não ingleses (entre os quais e portugueses e italianos), longe de refrear os ânimos, repetiu o slogan da campanha: o trabalho nas ilhas britânicas deve ser para trabalhadores britânicos.
 
A frase, em si, parece não ter nada de mal. (…) E, no entanto, para quem sabe que todas as barbaridades começam com uma ideia que a muitas parece aceitável, detectam-se nas palavras de Brown os primeiros sombrios sinais de xenofobia (…).
 
David Cameron, o líder conservador que se opõe a Brown, chamou-lhe a atenção para isso mesmo: “O senhor está a jogar com o medo deles”, disse-lhe.
 
E aqui temos mais um ponto de reflexão. É que a direita britânica não temeu ser impopular numa questão de princípio. Mas, afinal, foi a direita inglesa, com Churchill, que mais combateu o nazismo, como foi a direita francesa com De Gaulle (ainda os comunistas estavam amarrados ao Pacto Germano-Soviético), que organizou a Resistência. As crises são sempre momentos para pôr de lado os preconceitos e olhar desapaixonadamente a realidade.» 

Henrique Monteiro, in Expresso de 7/2/2009

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