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COLUNA VERTICAL


Quarta-feira, 15.06.11

LIBERTAR A SOCIEDADE

 

A maioria dos portugueses espera que Passos Coelho cumpra o acordo com a troika (os dois partidos anti-troika só receberam 13 por cento dos votos) e consiga que Portugal volte a ter condições para crescer.

 

Eu espero mais: espero que o faça cumprindo aquilo que o ouvi prometer num dos últimos comícios da campanha, em Aveiro - "Libertar a sociedade do Estado, libertar o estado dos aparelhos partidários." Tal programa é muito mais ambicioso e muito mais fecundo, pois permitirá olhar para Portugal de outra forma - como um país realmente moderno.

 

José Manuel Fernandes in Público de 10/6/11

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Domingo, 29.05.11

ALGUÉM ME PODE EXPLICAR?

 

Alguém me pode explicar por que razão a corrupção não é um problema a levar à campanha e que parece não interessar nenhum dos grandes partidos? Na verdade, vindos de anos e anos de "casos" de corrupção que envolvem políticos, a começar pelo BCP e a acabar nas sucatas do senhor Godinho, numa altura em que existe a convicção popular generalizada de que existe muita corrupção no sistema político e análises técnicas, académicas e policiais apontam no mesmo sentido, a indiferença que PS e PSD mostram perante o tema é inadmissível. Para não ir mais longe. (...)

Alguém me pode explicar por que razão a justiça e a segurança estão ainda mais ausentes nesta campanha do que nas anteriores? (...)

 

Alguém me pode explicar como é que se "emagrece" o Estado (estamos na época das metáforas orgânicas) sem despedimentos na função pública? Alguém me explica como é que se extinguem centenas de organismos, institutos, empresas públicas nacionais e municipais sem se saber para onde é que vão as dezenas de milhares de pessoas que nelas trabalham? Ou será que se pensa que só há cargos de direcção e administração nesses organismos e não há contínuos, secretárias, pessoal auxiliar, técnicos, motoristas, pessoal de manutenção, etc.? Vai-se alimentar o desemprego ou o subemprego?
 

Pacheco Pereira in Público de 28/5/2011

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Sábado, 28.05.11

ESTE CALDO É O ESTADO

 

O caldo da portaria não acabou. Não é já como outrora uma multidão pitoresca de mendigos, beatos, ciganos, ladrões, caceteiros, carrascos, que o vai buscar alegremente, ao meio-dia, cantando o Bendito; é uma classe média inteira, que vive dele, de chapéu alto e paletó.

 

Este caldo é o Estado. A classe média vive do Estado.

 

A velhice conta com ele como condição da sua vida. Logo desde os primeiros exames no liceu a mocidade vê nele o seu repouso e a garantia da sua tranquilidade (…)

 

A vida militar não é uma carreira, como se compreendia outrora, é uma ociosidade organizada por conta do Estado (…) A própria indústria faz-se proteccionar pelo Estado (…)

 

A imprensa até certo ponto vive também do Estado. A ciência depende do Estado.

 

O Estado é a esperança das famílias pobres e das casas arruinadas; é a ocupação natural das mediocridades; é o usufruto da burguesia.

 

Ora como o Estado, pobre, paga tão pobremente que ninguém se pode libertar da sua tutela para ir para a indústria ou para o comércio, esta situação perpetua-se de pais para filhos como uma fatalidade.

 

Isto foi escrito em 1871 (repito: 1871) por Eça de Queirós, em As Farpas.

E como vêem continua tudo na mesma. Nem com a troika vamos mudar.

O Estado está-nos no sangue. Só se nos matarem...

Mas tem de ser o Estado a pagar o funeral.

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Domingo, 18.07.10

100 PRESIDENTES DA CÂMARA

A única forma de estancar de forma consolidada e duradoura a despesa do Estado é de uma ampla, criteriosa e profunda reorganização das suas funções e, consequentemente, dos seus serviços e departamentos, quer se encontrem na administração central, regional ou local, quer no sector empresarial do Estado - nele incluindo as empresas municipais e as sociedades anónimas de capitais públicos - quer nas universidades, institutos politécnicos e hospitais. (...)

 

Por outro lado, haveria de acordar o desmantelamento do actual quadro autárquico, completamente irracional, supérfluo e, portanto, dispensável. Reduzindo para, no mínimo 1/3, os actuais 308 concelhos e mais de 4 mil freguesias (eliminando pura e simplesmente todas as assembleias de freguesia e mantendo apenas as juntas), nova realidade que chegaria e sobraria para fazer o que ainda não foi feito....

 

Miguel Félix António, in Público de 21/6/2010

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