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COLUNA VERTICAL


Segunda-feira, 31.05.10

REUNIÃO DA CÂMARA DE 31/5/10 (extracto I)

ESTRADA MUNICIPAL S. MIGUEL DO RIO TORTO - TRAMAGAL

Pedido de esclarecimento dos vereadores do PSD 

 

Fomos recentemente informados e alertados para o mau estado do piso de alguns troços da estrada que liga as localidades de S. Miguel do rio Torto e Tramagal, ambas sedes de freguesia do nosso concelho.

 

Deslocámo-nos ao local e pudemos constatar in loco o mau estado do piso, designadamente a existência de sucessivos remendos que ocasionam relevos e desníveis que dificultam a circulação e põem em risco a segurança dos utentes da via.

 

Por outro lado, a estrada não tem as faixas de rodagem delimitadas através da linha branca longitudinal contínua e descontínua, conforme os casos, nem junto às bermas, nem no eixo da via, tornando-se difícil distinguir os limites da estrada, sobretudo para quem circula de noite.

 

Ora, tratando-se de uma estrada que é utilizada diariamente pelos alunos de S. Miguel que frequentam o Agrupamento de Escolas de Tramagal, gostaríamos de saber para quando está programada a intervenção nesta estrada com vista a dotá-la das condições mínimas de segurança.

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Terça-feira, 23.02.10

REUNIÃO DA CÂMARA DE 22/2/10

DESABAMENTO E ALUIMENTO DO MURO DA AV. D. JOÃO I (AV. DO PAIOL)

Pedido de Esclarecimento dos vereadores do PSD
               
Há cerca de dois meses, na sequência do mau tempo que se fez sentir, que, na Av. D. João I (Av. do Paiol), aluiu um muro e parte do passeio, do lado direito do sentido descendente, alguns metros antes do entroncamento com a EN-2.
Como consequência, foi fechada essa faixa e o trânsito no sentido ascendente, fazendo com as muitas centenas ou mesmo milhares de automobilistas que utilizavam aquela via naquele sentido, tenham que efectuar um desvio, atravessando as Barreiras do Tejo e subindo a Av. Dr. Santana Maia.
Como já passou o tempo acima referido e não há registo de quaisquer obras de reparação ou indícios de que as mesmas estejam para começar e porque entendemos que a situação actual representa prejuízo para os cidadãos que utilizavam habitualmente aquela via e também que, nas actuais circunstâncias, o piso continuará a aluir devido à água das chuvas minar o subsolo agora a descoberto, os vereadores do PSD questionam:
        - por que é que até agora nada foi feito?
         - há alguma razão ponderosa que impeça a reparação dos estragos e a reabertura do trânsito?
         - caso essa situação exista, não existem mecanismos legais que permitam fazer a obra, em nome do interesse público, e depois resolver essa hipotética situação?

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Terça-feira, 09.02.10

REUNIÃO DA CÂMARA DE 8/2/10 (extracto I)

SUSPENSÃO DO IC 9
Declaração dos vereadores do PSD
   
É com grande apreensão que os vereadores do PSD recebem a notícia da suspensão deste itinerário no que respeita ao troço Abrantes – Ponte de Sor e que inclui a travessia do Tejo na zona de Tramagal, que tem vindo a ser reivindicada por populações e instituições há largos anos.
Apesar das promessas, efectuadas pelo próprio primeiro-ministro, a verdade é que estamos perante mais um adiamento sem qualquer horizonte em termos de datas, dado que o próprio ministro das Obras Públicas já declarou que esta suspensão e outras sê-lo-iam por tempo indeterminado.
Esta via, a concretizar-se, seria uma mais-valia para o território concelhio e, para além de valorizar os investimentos já existentes ou em curso, seria também e, sobretudo, mais um factor positivo para a decisão de implementar novos investimentos no concelho.
Esta questão coloca com maior acuidade a requalificação da EN2, no troço que já referimos em reunião anterior (Arrifana - Rossio) e que atravessa a cidade de Abrantes, já que parece ser, a prazo, a única via directa de entrada e saída da cidade a sul.
Continuamos a pensar que é efectivamente necessário efectuar cortes de despesas a nível nacional, mas naquilo que se conclua ser supérfluo e faraónico.
Obras que revistam investimentos de proximidade e que contribuam para que determinadas regiões possam usufruir de factores acrescidos de competitividade, como pensamos ser esta, deveriam ser prosseguidas, pois a sua análise custo/benefício é, sem dúvida, bastante positiva no médio prazo.
Convém ainda referir que, a par deste corte, também os investimentos previstos em PIDDAC vão sofrer redução, uma vez que as verbas destinadas ao distrito de Santarém (onde nos situamos) em PIDDAC irão ser parcas para os investimentos que se esperavam.
Com efeito, dos 62 milhões de euros em 2009, o PIDDAC desce para os 17 milhões, ou seja, menos de um terço, em 2010.

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Terça-feira, 26.01.10

REUNIÃO DA CÂMARA DE 18/1/10 (acta fls.6 e 7)

PEDIDO DE ESCLARECIMENTO DOS VEREADORES DO PSD

RESPOSTA PRESIDENTE DA CÂMARA
 
REPARAÇÃO E ALARGAMENTO DA ESTRADA BEMPOSTA-CHAMINÉ
(http://amar-abrantes.blogs.sapo.pt/132676.html)
 
O vereador António Belém Coelho apresentou um pedido de esclarecimento dos vereadores eleitos pelo PSD, referente à reparação e alargamento da estrada Bemposta-Chaminé, do seguinte teor:
 
«Tendo em conta a importância que reveste, para as populações daquela zona do concelho (Chaminé, Água Travessa e Foz), bem como o impacto que, em termos agrícolas se verificou entretanto, não podemos deixar de alertar este executivo para o estado do pontão sito em Chaminé, sobre a ribeira, que se encontra num plano inclinado preocupante desde as grandes cheias que se verificaram na primeira metade da década de 1990.
 
O referido pontão assim continuou, uma vez que, reparada a estrada e em reparações sucessivas, o método consistiu sempre em aplicar o alcatrão por cima da referida via, tendo em conta  que a estrutura, mesmo inclinada, vai suportando o peso dos veículos. Não esqueçamos que esta é a principal via de acesso à Herdade de Cadouços, que se pretende uma referência turística e empresarial. O certo é que já há muitas paragens de pessoas que se apercebem do insólito e que tiram fotografias. Será isto bom para o concelho? Por que não aproveitar para remediar a situação?
 
Acresce que a inclinação do pontão, apesar das limpezas que têm sido feitas na ribeira, originou um assoreamento que destruiu a plantação de arroz que era efectuada nas áreas adjacentes. Esse prejuízo, ninguém o tira, mas o apelo é para que se componha o pontão, prevenindo situações futuras».
 
A presidente da câmara informou que está a par da situação e considera que a mesma não está correcta. No entanto, informa que não está previsto nesta empreitada a construção de um novo pontão.

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Sexta-feira, 22.01.10

REUNIÃO DA CÂMARA DE 18/1/10 (extracto II)

REPARAÇÃO E ALARGAMENTO DA ESTRADA BEMPOSTA-CHAMINÉ

           
Tendo em conta a importância que reveste, para as populações daquela zona do concelho (Chaminé, Água Travessa e Foz), bem como o impacto que, em termos agrícolas se verificou entretanto, não podemos deixar de alertar este executivo para o estado do pontão sito em Chaminé, sobre a ribeira, que se encontra num plano inclinado preocupante desde as grandes cheias que se verificaram na primeira metade da década de 1990.
O referido pontão assim continuou, uma vez que, reparada a estrada e em reparações sucessivas, o método consistiu sempre em aplicar o alcatrão por cima da referida via, tendo em conta  que a estrutura, mesmo inclinada, vai suportando o peso dos veículos.
Não esqueçamos que esta é a principal via de acesso à Herdade de Cadouços, que se pretende uma referência turística e empresarial.
O certo é que já há muitas paragens de pessoas que se apercebem do insólito e que tiram fotografias. Será isto bom para o concelho?
Por que não aproveitar para remediar a situação?
Acresce que a inclinação do pontão, apesar das limpezas que têm sido feitas na ribeira, originou um assoreamento que destruiu a plantação de arroz que era efectuada nas áreas adjacentes. Esse prejuízo, ninguém o tira, mas o apelo é para que se componha o pontão, prevenindo situações futuras.

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Terça-feira, 19.01.10

REUNIÃO DA CÂMARA DE 11/1/10 (acta fls.4 e 5)

PEDIDO DE ESCLARECIMENTO DOS VEREADORES DO PSD
E RESPOSTA PRESIDENTE DA CÂMARA
 

TROÇO ARRIFANA - ROSSIO AO SUL DO TEJO

(vide http://amar-abrantes.blogs.sapo.pt/129944.html)

 

O Vereador António Belém Coelho apresentou o seguinte pedido de esclarecimento dos vereadores eleitos pelo PSD, relativamente ao troço Arrifana - Rossio ao Sul do Tejo:
 
«Tendo em conta a importância que reveste, para a cidade de Abrantes, a via que atravessa o Rossio ao Sul do Tejo e a Arrifana (EN2), e que se traduz num grande afluxo de trânsito diário, quer de ligeiros, quer de pesados (passageiros e mercadorias), não podemos deixar de alertar este executivo para o estado extremamente degradado do piso, sobretudo no troço que começa no entroncamento com a rua da estação de caminhos-de-ferro e tem o seu terminus no final de Arrifana, o que já tem, aliás, provocado prejuízos materiais em diversas viaturas. Acresce que a sinalização luminosa (semáforos) encontra-se praticamente inoperacional e bastante danificada. Face à urgência da situação, que se vem agravando e repetindo todos os anos, gostaríamos de saber se existe uma data definida para substituição ou reparação do piso e dos semáforos e quais as diligências que a Câmara já efectuou para resolver este grave problema. Sendo certo que, tratando-se de uma das principais portas de entrada na cidade de Abrantes, a presente situação constitui um péssimo cartão-de-visita para a cidade e para o concelho, na medida em que se revela um grande desleixo e desmazelo».
 
A presidente da câmara começou por referir que esta é uma das prioridades em termos de manutenção da rede viária. Uma outra prioridade é a Avenida António Farinha Pereira, outra entrada da cidade, cujo projecto está mais avançado, estando incluído o investimento na contratualização. Quanto à primeira situação, mais atrasada, estão a ser iniciados os projectos que incluirão, a além do pavimento, a rede de águas pluviais, electricidade, gás natural, cabodutos para fibra óptica e sinalização luminosa.
 
O vereador Santana-Maia Leonardo questionou a presidente da câmara, se prevê um prazo para o troço de Arrifana - Rossio ao Sul do Tejo.
 
A presidente da câmara respondeu que não prevê um prazo. No entanto, espera que o projecto possa ser concluído este ano, para que a obra seja lançada em 2011. A propósito, deu conhecimento, que solicitou uma reunião com o Presidente da E.P. –  Estradas de Portugal, para falar sobre diversos assuntos, nomeadamente, sobre o IC9 e sobre as estradas que não estão sob a alçada do município. Aproveitou também para informar que já foi aprovado o estudo prévio do IC9, bem como o estudo de impacto ambiental.

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Terça-feira, 12.01.10

REUNIÃO DA CÂMARA DE 11/1/10 (extracto)

TROÇO ARRIFANA – ROSSIO AO SUL DO TEJO          

 

Tendo em conta a importância que reveste, para a cidade de Abrantes, a via que atravessa o Rossio ao Sul do Tejo e a Arrifana (EN2), e que se traduz num grande afluxo de trânsito diário, quer de ligeiros, quer de pesados (passageiros e mercadorias), não podemos deixar de alertar este executivo para o estado extremamente degradado do piso, sobretudo no troço que começa no entroncamento com a rua da estação de caminhos-de-ferro e tem o seu terminus no final de Arrifana, o que já tem, aliás, provocado prejuízos materiais em diversas viaturas.
 
Acresce que a sinalização luminosa (semáforos) encontra-se praticamente inoperacional e bastante danificada.
 
Face à urgência da situação, que se vem agravando e repetindo todos os anos, gostaríamos de saber se existe uma data definida para substituição ou reparação do piso e dos semáforos e quais as diligências que a Câmara já efectuou para resolver este grave problema.
 
Sendo certo que, tratando-se de uma das principais portas de entrada na cidade de Abrantes, a presente situação constitui um péssimo cartão-de-visita para a cidade e para o concelho, na medida em que revela um grande desleixo e desmazelo.

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Terça-feira, 05.01.10

REUNIÃO DA CÂMARA DE 28/12/09 (extracto II)

INTERVENÇÃO DO VEREADOR RUI ANDRÉ

 
1.      Visto que este executivo pretende apostar na Praia Fluvial de Aldeia do Mato e que uma das estradas de ligação passa pela Freguesia de Rio de Moinhos, informo o executivo que deverá proceder a uma solução alternativa e de carácter urgente na passagem pelo centro urbano de Rio de Moinhos.
Uma estrada por fora do centro de Rio de Moinhos poderia ser uma alternativa adequada mas tem de ser equacionada uma solução rápida para que não tenhamos um problema de fluidez de trânsito na aldeia.
O trânsito na aldeia de Rio de Moinhos mudou há mais de um ano e achamos e merece que seja feita uma melhoria no actual tráfego rodoviário.
A rua dr. João de Deus assim como a Rua do Canto deveria ter um só sentido. Foi dito, pelo dr. Pina da Costa, vereador na altura, que esta decisão seria provisória até encontrar uma solução.
A solução é simples e vem colmatar a única excepção de sentido único existente em Rio de Moinhos: a abertura da Rua do Canto, passando pelo campo de futebol até ao cruzamento do restaurante da Cristina Mota é inevitável. Outro factor é a construção do novo Centro Escolar de Rio de Moinhos que ficará situada na Rua do Canto. 
Fica o alerta do PSD a estes dois problemas da freguesia de Rio de Moinhos.
 
2.      Outra preocupação do PSD visa a melhoria da iluminação pública nas estradas em terra batida ou por asfaltar.
Muitos condutores se queixam das estradas em mau estado de conservação e ainda por cima com falta de iluminação ou com iluminação insuficiente, o que prejudica em demasia os condutores que por ali passam.
 
3.      O executivo da Câmara Municipal de Abrantes deveria rever/melhorar o regulamento dos empréstimos dos autocarros da Câmara Municipal com isenção de pagamentos de taxas às Juntas de Freguesia do concelho no sentido de dar oportunidades a todas as Juntas de Freguesia o empréstimo de uma forma equitativa e de acordo com as áreas geográficas, número de população e número de associações de cada freguesia.
O PSD defende que deveria existir um crédito de quilómetros por freguesia de acordo com os critérios atrás mencionados.
 
4.      Por fim, o PSD sugere que as reuniões públicas deveriam ser acompanhadas online por qualquer cibernauta interessado no desenvolvimento do concelho e respectivas freguesias que, por derivadas situações, não pode deslocar-se naquele dia e aquela hora.
Nesta Democracia, é fundamental a participação activa dos cidadãos e que se possa proporcionar uma alternativa tecnológica simples e com poucos custos para a Câmara Municipal de Abrantes.

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Sexta-feira, 11.09.09

Visita a Alvega, Casa Branca e Monte Galego

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Sexta-feira, 04.09.09

VISITA A S. FACUNDO

 

   

No passado dia 22 de Agosto, Santana Maia, acompanhado por Belém Coelho, Elsa Cardoso e Rui André (candidatos do PSD à Câmara Municipal), Manuela Ruivo, Gonçalo Oliveira e Emídio Direito (candidatos do PSD à Assembleia Municipal), Américo Bispo, candidato a Presidente da Junta de Freguesia de S. Facundo, e ainda vários elementos da sua lista, visitaram a freguesia de S. Facundo, onde tiveram oportunidade de contactar com as populações de S. Facundo, Vale de Zebrinho e Barrada, ouvindo as suas queixas e aquilatando das suas necessidades e dos seus anseios.
 
Também puderam constatar o estado absolutamente miserável e vergonhoso da estrada que liga S. Facundo à Barrada e os incompreensíveis quatro quilómetros em terra batida que continuam a ligar S. Facundo a Vale das Mós, como se pode ver pelas fotos.

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Quarta-feira, 15.07.09

VISITA A ÁGUA DAS CASAS E VALE DE AÇOR

 

No dia 12 de Junho, Santana Maia, candidato do PSD à Câmara de Abrantes, acompanhado por Belém Coelho, visitou as localidades de Águas das Casas, Vale de Açor e Fontes. A visita foi guiada por Tânia Alves, candidata a presidente da Junta de Freguesia de Fontes.
 
Santana Maia pôde constatar o grande isolamento e esquecimento em que estas populações sobrevivem. O estado deplorável das estradas (se é que se podem chamar estradas) é, aliás, bem demonstrativo do total esquecimento a que estas populações estão votadas por parte da Câmara de Abrantes.
 
Uma autêntica vergonha! Em pleno século XXI, é totalmente inadmissível que se deixem ao abandono aglomerados habitados, sobretudo, por pessoas idosas desta forma. Até a água das fontes lhes tiraram!... É revoltante! Um autêntico escândalo!

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Quinta-feira, 15.01.09

Carta ao senhor presidente da câmara

Eurico Heitor Consciência

Eurico-Consciencia 1.jpg

Acredite ou não, vou parar de fazer crónicas de maldizer. Aproxima-se o tempo de mostrar o cadastro ao S. Pedro e convirá começar a enganá-lo, apagando os meus defeitos e exaltando alguma virtude que não garanto que tenha ou tenha tido mas tentarei descobrir.

Por isso, recomendo-lhe prudência no julgamento que faça do facto de estar a tratá-lo por caro, sabendo-se que caro nasceu do latim carus, querendo dizer estimado ou querido, mas que, com o decorrer dos anos, ganhou o significado de coisa de preço elevado, de coisa que exige grande despesa.

Há-de Você (permita-me a informalidade do Você democrático, tão democrático!), há-de Você, caro Presidente, ponderar se, quando o trato por caro, estou a lembrar-me de que um Presidente da Câmara é coisa realmente cara, “coisa que exige grande despesa” ou se estou a tratá-lo amistosamente. Pondere pois.

A função desta carta já se vai ver que é a de lhe meter a modos que uma cunha, que é coisa de que Você deve ter um treino enorme. Mas como sou contra as cunhas (veja lá Você, sou um dos últimos cidadãos que entendem que os lugares devem ser dos mais competentes e não dos por serem do Partido ou dos que têm melhores cunhas), como sou contra as cunhas, faço questão de tornar públicas as razões que me levaram a quebrar tão severos quão desusados princípios – para, finalmente, lhe meter também uma cunha.

O objectivo já Você (não se zangue com a insistência, mas estou a treinar-me para adoptar as principais regras dos Socialistas: acabe-se com Vossas Excelências, omitam-se Vossas Senhorias, ponham-se de lado os Senhores (e não se desenterre o Vossa Mercê, que, de resto, deu o democrático Você: Vossa Mercê > Vocemecê > Você), bana-se de vez quanto esteve antes do Você e sejamos todos Vocês antes de sermos todos tus); como estava dizendo, o objectivo da minha cunha já Você sabe que só pode ser sobre os buracos das ruas por onde transito.

E faço um parêntese para dizer que Você, caro Presidente, tem tapado muitos buracos e tem pavimentado e repavimentado muitas ruas. Sobretudo nos anos das eleições. Recentemente, quando o Correio da Manhã descreveu a sua casa como se fosse uma daquelas mansões em que vivem estrelas de Hollywood ou grandes gangsters, fui espreitar a sua casa (que, por fora, diga-se, é francamente bonita) e reparei que na sua rua não há buracos.

E não pude deixar de recordar a surpreendente pavimentação daquela rua do Fojo onde mora o que foi seu braço direito nas obras durante longos anos: o simpático Engº Júlio Bento, que, sempre a sorrir, construiu uma reputação, sendo hoje Director d’uma empresa integrada num dos maiores grupos económicos deste País. E digo “ surpreendente pavimentação” não porque a rua do Vereador das Obras não precisasse de ser arranjada mas porque foi a única que nesse tempo se pavimentou – coisa que, obviamente, gerou as críticas do costume: são todos iguais, mudam-se as moscas, mas a merda é a mesma, cada um puxa a brasa à sua sardinha, quem está à roda do lume é que se aquece, etc., etc., etc.

Foi preciso coragem. Parabéns aos dois: ao Júlio e a si. Pois, conhecendo as ruas desta cidade, digo-lhe que as piores de todas, as que não são arranjadas há muitos anos, são as ruas por onde tenho que passar todos os dias: a Avenida António A. da Silva Martins, no Rossio, e a Rua do mesmo nome na Arrifana – que são, por sinal, a única entrada de Abrantes do lado Sul, sendo atravessadas por milhares de automóveis por dia. São buracos, tampas de esgoto desalinhadas e desniveladas, covas, lombas, remendos, etc., etc., etc. E dão cabo dos carros que lá passam.

Você, caro Presidente, navegando há tantos anos em carros da Câmara, pagos pelos seus contribuintes, já se esqueceu de quanto custa pagar um carrinho à maior parte das pessoas. E há muitos, muitos anos, que não paga a manutenção dos BMW da Câmara com que se compraz. Digo-lhe eu que dói: os carros são caros e os juros usurários, os pneus são caros e as suspensões também. Tudo caro, muito caro, caro Presidente.

Começo a ficar desesperado. Tão desesperado que, só para se repavimentarem os caminhos por onde tenho que passar, estou disposto a sacrificar-me, a imolar-me até: disponibilizo-me para ser seu Vereador das Obras, prontificando-me a livrar o VPC desses trabalhos, com uma benesse evidente para todos os abrantinos: ficamos livres desse inenarrável VPC. A comunidade, caro Presidente, ficará agradecida e há-de louvá-lo pela sua “abertura ao exterior do PS”. E eu ganharei ruas decentes. Você vai ver, caro Presidente.

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